Odebrecht vai desvendar apelidos dos beneficiários de propina

odebrechtExecutivos da Odebrecht trabalham para identificar todos os apelidos dados a beneficiários de caixa dois e propina distribuída pelo grupo. Durante o trabalho para a construção do acordo de colaboração com o MPF, eles se debruçaram sobre o material e chegaram a uma conclusão. Como a seleção de nomes era feita individualmente, não de maneira coordenada, há casos de pessoas diferentes com o mesmo apelido e casos em que um mesmo beneficiário tem mais de um apelido. A Odebrecht tem 14 braços e cada um cuidava de dar os codinomes.

A revelação dos apelidos numa reunião entre os executivos causou um momento de descontração em meio à tensão da Lava Jato, uma vez que um desconhecia a alcunha dada pelo outro. Em alguns casos, o comentário era: “Como eu não pensei nesse?”.

Fonte: Coluna do Estadão

MPF: “Lula participou ativamente do esquema criminoso na Petrobras”

lula-abr-1Em manifestação de 70 páginas, o Ministério Público Federal (MPF) defende a competência do juiz federal Sérgio Moro para julgar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirma que o petista “participou ativamente do esquema criminoso” na Petrobras. O documento é subscrito por quatro procuradores da República que compõem a força-tarefa da Operação Lava Jato.

“Considerando os dados colhidos no âmbito da Operação Lava Jato, há elementos de prova de que Lula participou ativamente do esquema criminoso engendrado em desfavor da Petrobrás, e também de que recebeu, direta e indiretamente, vantagens indevidas decorrentes dessa estrutura delituosa”, acusam os procuradores.

A manifestação é uma resposta à ofensiva da defesa de Lula que, em exceção de incompetência, alega parcialidade do juiz Moro para conduzir as investigações contra o ex-presidente. A Lava Jato suspeita que Lula é o verdadeiro proprietário do sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), e do tríplex 164-A no Guarujá – os advogados de Lula negam taxativamente que ele possua tais propriedades. A investigação também mira a LILS, empresa de palestras do ex-presidente.

Os procuradores Julio Carlos Motta Noronha, Roberson Henrique Pozzobon, Jerusa Burmann Viecili e Athayde Ribeiro Costa afirmam que há ‘fortes indícios’ de envolvimento de Lula no esquema Petrobras.

Fonte: Blog do Fausto Macedo/Estadão. Confira a matéria completa aqui

PF prende no Rio ex-presidente da Eletronuclear

policia_federal_marcelo_camargo_abr_0A Polícia Federal prendeu o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva, num condomínio na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade, onde já cumpria prisão domiciliar. Ele foi levado para a sede da PF, de onde seguirá para o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona Oeste da cidade.

A prisão do ex-presidente da Eletronuclear ocorre no âmbito da Operação Pripyat, deflagrada no início da manhã de hoje (7). O nome da operação é uma referência à cidade ucraniana onde ocorreu o acidente nuclear de Chernobyl. A ação é executada em conjunto com o Ministério Público Federal e tem como objetivo desarticular organização criminosa que atuava na Eletronuclear.

A operação envolve 130 policiais federais que cumprem, no Rio de Janeiro e em Porto Alegre, seis mandados de prisão preventiva, outros três de prisão temporária, nove de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão de pessoas envolvidas em irregularidades no processo de licitação de obras da Usina Nuclear de Angra 3, em Angra dos Reis, no litoral sul fluminense.

Expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, os mandados atingem seis funcionários da Eletronuclear, que integravam o “núcleo operacional das fraudes”, e tiveram a prisão preventiva decretada, além do ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro da Silva. As investigações da PF constataram a existência de um clube de empreiteiras atuava para desviar recursos da Eletronuclear, principalmente os destinados às obras da Usina Nuclear de Angra 3.

A Operação Pripyat apura os crimes de corrupção, peculato, organização criminosa e lavagem de dinheiro, sendo um desdobramento da 16ª fase da Operação Lava Jato, denominada Radioatividade (aqui).

Fonte: Agência Brasil

TCE bloqueia R$ 198 milhões da Odebrecht e Andrade por fraude no Maracanã

917637-maracana_rj_3_1O Tribunal de Contas do Estado (TCE) aprovou por unanimidade nesta terça-feira (5) o relatório do conselheiro José Gomes Graciosa sobre as obras de reforma do complexo do Maracanã para a Copa de 2014. Uma das medidas aprovadas é o bloqueio de R$ 198 milhões em créditos vigentes para as construtoras Odebrecht e Andrade Gutierrez. A punição foi pedida, como mostrou jornal O Globo neste domingo, pelo conselheiro Graciosa.

A sessão plenária aconteceu dias após a divulgação de trecho da delação premiada de Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, ex-dirigente da Andrade Guitierrez, na qual ele afirma ter autorizado o pagamento de propina para o TCE no valor de 1% do contrato do Maracanã, reformado por um consórcio formado pela Andrade Guiterrez, pela Odebrecht e pela Delta. Na mesma delação, ele também disse que pagou 5% de propina ao ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).

Pelo contrato original, o governo do estado deveria ter pagado R$ 705 milhões pela reforma, mas a inclusão de 16 aditivos fez a obra saltar para R$ 1,2 bilhão. Entre 2010 e 2014, o TCE instaurou 21 processos para analisar o contrato, os 16 aditivos e o resultado de quatro auditorias especiais da obra. Embora os auditores do tribunal tivessem apontado irregularidades e pedido a devolução de R$ 93 milhões (à época), até hoje o TCE não havia tomado qualquer decisão sobre o assunto.

Fonte: Época

Empresa de Eike Batista pagou propina a Cunha, diz delator

EIKE-BATISTA-EDUARDO-CUNHA-570O administrador Fábio Cleto, um dos ex-vice-presidentes da Caixa Econômica Federal, disse, depois de fazer acordo de delação premiada, que a LLX, do empresário Eike Batista, foi uma das empresas que pagou propina ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) para obter vantagens na liberação de recursos do Fundo de Investimentos (FI) do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Pela delação do ex-vice-presidente, aproximadamente 12 empresas pagaram propina a Cunha, a ele e a outros envolvidos nas supostas fraudes com dinheiro destinado ao amparo de trabalhadores.

Segundo a Folha de S.Paulo, Cleto disse ter recebido pelo menos R$ 240 mil da LLX relativa a pagamento de debentures da ordem de R$ 750 milhões. A informação foi confirmada por uma fonte ligada ao caso. Na delação, o ex-vice-presidente apontou o corretor de mercado Lúcio Bolonha Funaro como um dos operadores de Cunha. Cabia a Funaro movimentar parte do dinheiro supostamente destinado ao deputado afastado.

Parte da propina teria sido depositada em bancos da Suíça e do Uruguai, conforme revelou O Globo. O administrador também reforçou a acusação de que a Carioca Engenharia pagou R$ 52 milhões para Cunha em troca da liberação de recursos destinados às obras do Porto Maravilha, no Rio de Janeiro. As obras estavam a cargo da Carioca, da OAS e da Odebrecht.

Fonte: Extra (confira a matéria completa aqui)

PF deflagra ação que envolve pessoas ligadas a Lula

lula-abr-1A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (20) quatro mandados de busca e apreensão e de dois de condução coercitiva (quando a pessoa é obrigada a ir depor) em uma operação que envolve pessoas ligadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A investigação, batizada de Operação Janus, apura um suposto esquema de tráfico de influência.

O petista, no entanto, não é foco direto das diligências realizadas pelos policiais federais nesta sexta em São Paulo e Santos, no litoral paulista. Um dos alvos de mandado de condução coercitiva em Santos é o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos, sobrinho da ex-mulher de Lula.

Já as empresas onde foram cumpridos os mandados de busca e apreensão são ligadas ao Grupo Odebrecht, investigado pela Operação Lava Jato por envolvimento no esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

Taiguara é dono da Exergia, uma empresa sediada em Santos que foi contratada pela Odebrecht para atuar em um empreendimento da construtora em Angola. A empreiteira brasileira executou, em 2012, as obras de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe. No mesmo ano, a Odebrecht obteve um financiamento do BNDES para executar o projeto no continente africano.

Fonte: G1

Operação desarticula quadrilha que fraudava licitações em São Fidélis

Ex-presidente da Câmara de Itaocara foi o primeiro detido na Operação. (Foto: São Fidélis Notícias)

Ex-presidente da Câmara de Itaocara foi o primeiro detido na Operação. (Foto: São Fidélis Notícias)

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta sexta-feira (11) a Operação Amicus Curiae, em São Fidélis, com o objetivo de desarticular uma quadrilha que fraudava licitações. São cumpridos mandados de prisão preventiva contra Marcos Antônio de Magalhães Gonçalves, conhecido como Marcão (ex-presidente da Câmara de São Fidélis), Michel Ângelo Machado de Freitas (ex-presidente da Câmara de Itaocara) e Aldimar Oliveira da Cunha, vulgo “Caju” (presidente do Instituto de Previdência de Itaocara). Michel foi o primeiro detido na Operação. Os outros dois mandatos de prisão também foram cumpridos.

A ação também visa cumprir onze mandados de busca e apreensão nas residências de empresários, de servidores da Câmara e no interior da Câmara de São Fidélis. Segundo a Polícia Civil, a quadrilha desviou mais de R$ 320 mil dos cofres do Legislativo fidelense.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que entre o segundo semestre de 2007 e o final de 2011 os indiciados se associaram para saquear os cofres da Câmara de São Fidélis. No comando da quadrilha, segundo a Polícia, estão os investigados Marcos Antônio e Michel. O primeiro, à época, era presidente da Câmara de São Fidélis e o segundo vereador em Itaocara, atuando também na Câmara fidelense, prestando serviços contábeis e operacionalizando os crimes arquitetados por ele e Marcão.

Além desse grupo havia um segundo, formado por servidores da Câmara de São Fidélis, que cumpria as ordens de Marcos Antônio e Michel, assinando falsas atas de sessão de julgamento de procedimentos licitatórios e, também, atestando a prestação de serviços que nunca foram executados.

As investigações apuraram ainda a existência de um terceiro grupo, sob o mesmo comando, mas com relações diretas principalmente com Michel, composto por empresários que forneciam documentos de empresas individuais e de sociedades empresariais para viabilizar a fraude nos procedimentos licitatórios, já sabedores de qual deles seria o vencedor, visto que se tratava de um verdadeiro jogo de “cartas marcadas”.

A Operação Amicus Curiae, coordenada pelo delegado de Polícia Rodrigo Maia, titular da 141ª Delegacia de Polícia, conta com o apoio do Departamento Geral de Polícia do Interior (DGPI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Líder do governo Dilma no Senado é preso na Lava Jato

DelcídioO líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS), foi preso preventivamente na manhã desta quarta-feira no flat onde mora em Brasília. O senador seria acusado de ameaçar familiares do ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró e de ter oferecido a ele ajuda para fugir do Brasil e não revelar nada sobre o esquema de corrupção da Petrobras. A prisão foi determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, que apontou o oferecimento de vantagem como, por exemplo, uma mesada de R$ 50 mil para família de Cerveró. Investigado pela Operação Lava Jato, o parlamentar teria sido flagrado na tentativa de prejudicar as investigações contra ele, em uma tentativa de destruir provas contra ele. Delcídio é o primeiro senador da República preso em flagrante, por conta da oferta para a fuga, que é um crime continuado.

Também foram presos o banqueiro André Esteves, do banco Pactual, o chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira Rodrigues, e o advogado Edson Ribeiro, que trabalha para Cerveró. Todos estão envolvidos na mesma acusação, de obstrução da Justiça.

Delcídio chegou de carro, às 8h15, à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O veículo preto em que estava foi seguido por outro, de escolta. Ele não foi algemado.

Segundo a Polícia Federal, o senador não vai ficar em cela comum, mas numa sala reservada a autoridades, uma sala comum de trabalho da polícia, devido a seu foro privilegiado. É uma situação provisória, pois a PF aguarda o posicionamento do Supremo sobre a manutenção ou não da prisão do petista, para então decidir o local onde ele ficará recluso. Se tiver que passar a noite, Delcídio será realocado para a carceragem de passagem da superintendência. Ele pode ser levado ainda nesta terça-feira para a ala da PF no presídio da Papuda.

A jornalista Suzy Monteiro, no blog Na Curva do Rio, também falou sobre a prisão do senador (aqui).

Fontes: O Globo e Estadão

 

José Dirceu é preso na 17ª fase da Operação Lava Jato

Ex-ministro da Casa Civil já foi condenado no escândalo do Mensalão

Ex-ministro da Casa Civil já foi condenado no escândalo do Mensalão

O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi preso na manhã desta segunda-feira (3) em Brasília, na 17ª fase da Operação Lava Jato. Cerca de 200 policiais cumprem 40 mandados judiciais em Rio, Brasília e São Paulo — dos quais três são de prisão preventiva, cinco de prisão temporária e 26 de busca e apreensão. O irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva também foi preso, em Ribeirão Preto. O mandado de prisão expedido contra ele é temporário, já o de Dirceu é preventivo.

Foram decretadas ainda medidas de sequestro de imóveis e bloqueio de ativos financeiros dos investigados. A fase recebeu o nome de Pixuleco, termo utilizado para nominar a propina recebida em contratos.

O advogado do ex-ministro, o criminalista Roberto Podval, confirmou na manhã desta segunda a prisão de seu cliente. “Só tivemos acesso ao mandado de prisão. Ele foi preso em sua casa, em Brasília. Ainda não sabemos em que horário será levado para Curitiba”, disse Podval.

O defensor lembrou ter tentado acesso ao inquérito que investigava a participação do ex-ministro em crimes relacionados à Petrobras e a contratos com o poder público, mas o pedido foi negado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Curitiba.

Condenado no processo do mensalão do PT, Dirceu cumpre, desde novembro do ano passado, o restante de sua pena de 7 anos e 11 meses de prisão em regime domiciliar. Na ação penal, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) o consideraram culpado pela acusação de corrupção ativa.

Fonte: O Globo e G1

PF deflagra 16ª fase da Operação Lava Jato em cinco cidades

A operação foi batizada de 'Radioatividade'

A operação foi batizada de ‘Radioatividade’

A 16ª fase da Operação Lava Jato foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) na madrugada desta terça-feira (28) em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, São Paulo e Barueri. São cumpridos dois mandados de prisão temporária. Também são cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e cinco de condução coercitiva, quando a pessoa é obrigada a prestar depoimento. A operação foi batizada de ‘Radioatividade’.

A prisão temporária tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida em preventiva, que é quando o investigado fica preso à disposição da Justiça sem prazo pré-determinado.

O foco das investigações desta fase, segundo a PF, são contratos firmados por empresas já mencionadas na Operação Lava Jato com a Eletronuclear, subsidiária da Eletrobrás, cujo controle acionário é da União. Os presos serão trazidos para a Superintendência da PF em Curitiba.

Ainda de acordo com a PF, a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3, e o pagamento indevido de vantagens financeiras a empregados da estatal são os objetos de apuração da atual fase.

Em abril deste ano, o ex-presidente da Camargo Corrêa, Dalton Avancini, afirmou em depoimento de delação premiada que houve “promessa” de pagamento de propina ao PMDB e a dirigentes da Eletronuclear, empresa do grupo Eletrobras, nas obras da usina nuclear Angra 3. As informações foram obtidas pelo Jornal Nacional.

Avancini deixou a prisão em 30 de março para cumprir prisão domiciliar, após firmar acordo de delação premiada com a Justiça, homologado pelo juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato na primeira instância.

Segundo Avancini, a Camargo Corrêa foi informada em agosto de 2014 de que havia “compromissos” de pagamento de propina equivalente a 1% dos contratos das obras da usina ao PMDB e aos diretores da Eletronuclear. Somados, os contratos de Angra 3 chegam a R$ 3 bilhões, de acordo com o executivo. À época, o PMDB negou as acusações de recebimento de propina.

Fonte: G1

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