STF manda soltar todos os executivos de empreiteiras presos na Lava Jato

Ministro Teori Zavascki, do STF, abriu os inquéritos e quebrou os sigilos

Relator do processo, Teori Zavascki entendeu que Pessoa não oferece mais riscos à investigação e com mesmo argumento os demais foram liberados

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu hoje (28) liberdade a todos os executivos de empreiteiras presos na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, em decorrência das investigações da Operação Lava Jato. Os ministros decidiram estender aos acusados os argumentos apresentados para soltar o presidente da UTC, Ricardo Pessoa.

Para o ministro Teori Zavascki, o decreto de prisão de Pessoa, quanto às suspeitas de corrupção, foi devidamente fundamentado pelo juiz federal Sérgio Moro. No entanto, após cinco meses de prisão, não existe mais risco do acusado atrapalhar as investigações, possibilidade de fuga para o exterior e interferência na instrução do processo penal.

Acompanharam o voto do relator os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli. A ministra Cármen Lúcia entendeu que o acusado deve continuar preso até o fim dos depoimentos marcados pela Justiça Federal em Curitiba. Para a ministra, o afastamento voluntário do executivo da gestão da empreiteira não é garantia de que Pessoa não voltará a cometer os crimes.

Com a decisão, também serão soltos os executivos da OAS José Ricardo Nogueira Breghirolli, Agenor Franklin, Mateus Coutinho e José Aldemário Filho, além de Sérgio Mendes (Mendes Júnior), Gerson Almada (Engevix), Erton Medeiros (Galvão Engenharia) e João Ricardo Auler (Camargo Corrêa).

Em troca da concessão da liberdade, os investigados deverão cumprir medidas cautelares estabelecidas pelo Supremo. Eles serão monitorados por tornozeleira eletrônica, não poderão ter contato com outros investigados e deverão comparecer à Justiça a cada 15 dias. Todos estão proibidos de deixar o país e deverão entregar o passaporte.

Para conceder o habeas corpus aos executivos, os ministros entenderam que a prisão preventiva não pode ser aplicada como sentença antecipada, mesmo diante da gravidade dos crimes praticados.

Os executivos foram presos em novembro do ano passado, por determinação do juiz federal Sérgio Moro, com base em acusações colhidas em depoimentos de delação premiada do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.

Segundo eles, os executivos pagavam propina a ex-diretores da estatal em troca de contratos para construção de obras.

 

AGBR

Petrobras confirma divulgação do balanço auditado nesta quarta

A publicação está atrasada devido às investigações da Operação Lava Jato

A publicação está atrasada devido às investigações da Operação Lava Jato.

A diretoria da Petrobras apresentará, nesta quarta-feira (22) as demonstrações contábeis do 3º trimestre de 2014 revisadas pelos auditores independentes e as demonstrações contábeis auditadas do exercício de 2014. Os dados serão analisados pelo Conselho de Administração da companhia e, em seguida, apresentados à imprensa. Na posse da Ompetro (aqui), na última sexta-feira (17), o prefeito de Macaé e presidente da entidade, Dr. Aluízio (PV), e o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB), apontaram a apresentação do relatório como passo inicial para recuperação da crise econômica instaurada na região, motivada pela queda de arrecadação das receitas decorrentes da indústria petrolífera.

A publicação dos dois resultados está atrasada devido às investigações da Operação Lava Jato sobre o esquema de corrupção envolvendo a estatal. Os números que serão apresentados devem conter as perdas referentes aos desvios.

A empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers (PwC) se recusou a assinar o balanço da Petrobras do segundo semestre do ano passado, depois que a Operação Lava Jato revelou a escala do esquema de corrupção que envolvia o superfaturamento de projetos da empresa.

Um dos principais problemas é que a Petrobras ainda não conseguiu calcular como esse esquema afetou seu patrimônio.

A metodologia para fazer esse cálculo precisa atender às exigências de órgãos reguladores não só do Brasil (CVM), mas também dos Estados Unidos (SEC), onde papéis da empresa são negociados.

Fonte: G1

Após prisão, Vaccari é afastado

Vaccari foi preso pela PF - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vaccari foi preso pela PF – Marcelo Camargo/Agência Brasil

O PT anunciou nesta quarta-feira (14) o afastamento de João Vaccari Neto do comando da tesouraria do partido, após sua prisão pela Polícia Federal em mais um desdobramento da Operação Lava Jato. A decisão exime a direção do partido de ficar com o ônus do afastamento de Vaccari, adiado desde que ele se tornou réu por suspeita de participar do esquema de corrupção na Petrobras. Petistas aumentaram a cobrança por sua saída do cargo.
O martelo foi batido após reunião entre o presidente nacional do PT, Rui Falcão, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo.
Uma opção era deixar o anúncio para esta quinta-feira (15), para quando está marcada uma reunião da Comissão Executiva petista, na capital paulista, mas os dirigentes avaliaram que isso só iria “prolongar o desgaste”.
Falcão eram os principais defensores da permanência de Vaccari à frente da tesouraria. Nos últimos dias, porém, o ex-presidente havia dito a aliados que achava melhor o tesoureiro ser afastado o quanto antes. A cúpula do PT, por sua vez, consultou advogados que argumentaram que sua saída poderia parecer um “reconhecimento de culpa”.
Após saber da prisão de Vaccari, o presidente do PT, que estava em Brasília, viajou à capital paulista para se reunir com Lula. Os dois almoçaram juntos e conversaram por mais de duas horas. Às 16h30, Falcão chegou à sede nacional do PT em São Paulo e orientou a redação da nota.

REUNIÕES DO PT
Mais cedo, a cúpula petista foi surpreendida com a prisão do tesoureiro, mas, num primeiro momento, decidiu manter as reuniões da Comissão Executiva e do Diretório Nacional do PT, marcadas para esta quinta (16) e sexta-feira (17), respectivamente. A avaliação é a de que qualquer mudança de planos pode acusar um partido “acuado”.
Falcão planejava para a reunião de quinta convencer a tendência Mensagem ao Partido a não apresentar ao diretório nacional pedido formal de afastamento de Vaccari. O argumento: essa tem que ser uma decisão pessoal do tesoureiro.
Falcão contava em demover a Mensagem mas, caso contrário, o pedido teria que ir à votação interna na sexta-feira pelos dirigentes do PT. Segundo a temperatura sentida pela cúpula do partido, o pedido seria rejeitado.

CPI
Vaccari nega qualquer envolvimento no esquema de corrupção que atingiu a Petrobras. No último dia 9, o tesoureiro foi ouvido pela CPI da Petrobras na Câmara, onde afirmou que ainda tinha apoio interno para seguir no cargo.
No depoimento, defendeu doações que o partido recebeu de empresas investigadas pela Lava Jato e admitiu ter se encontrado com operadores do esquema, mas evitou explicar os contatos.
A avaliação do comando do PT foi a de que, mesmo nervoso, Vaccari conseguiu responder a todas as perguntas e teve um desempenho “satisfatório na medida do possível”

No final da noite o PT liberou uma nota oficial sobre o caso.

NOTA OFICIAL DA PRESIDÊNCIA DO PT

O Partido dos Trabalhadores manifesta-se a respeito da desnecessária detenção, na data de hoje, do Secretário de Finanças e Planejamento, João Vaccari Neto, nos seguintes termos:

1 – A detenção de João Vaccari Neto é injustificada visto que, desde o início das investigações, ele sempre se colocou à disposição das autoridades para prestar qualquer esclarecimento que lhe fosse solicitado. Convocado, prestou depoimento na Delegacia da Polícia Federal de São Paulo, em 5 de fevereiro desse ano. Além disso, na CPI da Petrobras, respondeu a todas as questões formuladas pelos parlamentares.

2 – Reafirmamos nossa confiança na inocência de João Vaccari Neto, não só pela sua conduta à frente da Secretaria Nacional de Finanças e Planejamento, mas também porque, sob a égide do Estado Democrático de Direito, prevalece o princípio fundamental de que todos são inocentes até prova em contrário.

3 – Os advogados que cuidam da defesa de João Vaccari Neto estão apresentando um pedido de habeas corpus para que sua liberdade ocorra no prazo mais curto possível.

4 – Informamos ainda que, por questões de ordem práticas e legais, João Vaccari Neto solicitou seu afastamento da Secretaria de Finanças e Planejamento do PT.

5 – O Partido dos Trabalhadores expressa sua solidariedade a João Vaccari Neto e sua família, confiando que a verdade prevalecerá no final.

 

Folha de São Paulo

PT deve se manifestar ainda hoje sobre prisão de Vaccari, diz Humberto Costa

Senador Humberto Costa - José Cruz/Agência Brasil

Senador Humberto Costa – José Cruz/Agência Brasil

O senador Humberto Costa (PT-PE) informou, hoje (15) que a Executiva Nacional deverá se manifestar ainda hoje (15), por meio de nota sobre a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. No entanto, o parlamentar preferiu não entrar no mérito do assunto. A Executiva do partido tem reunião marcada para a sexta-feira (17).

Vaccari é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com base em depoimentos de delatores da Operação Lava Jato que acusam o tesoureiro de intermediar doações de propina em contratos com fornecedores da Petrobras para financiar campanhas políticas.

O tesoureiro negou as acusações durante depoimento à CPI da Petrobras, que investiga denúncias de irregularidades envolvendo a estatal, e antecipou, na ocasião, que não renunciaria ao cargo e transferiu à diretoria do partido a decisão sobre o assunto.

O deputado Afonso Florence (PT-BA), membro da comissão de inquérito, também foi cauteloso e evitou avaliar a situação tecnicamente. “Do ponto de vista partidário vejo com reserva e naturalidade. Reserva porque penso nas famílias. O réu está dizendo que é inocente. Tem que transitar em julgado. E vejo com naturalidade porque tem tanta gente sendo envolvida na operação que ele não é o primeiro nem será o último a ser preso”.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também evitou comentar o caso e limitou-se a afirmar que a situação está sendo tratada pelo Judiciário. “Não cabe a mim comentar. Cabe lamentar”, disse.

O vice-presidente da CPI da Petrobras, deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que foi autor do requerimento de convocação que levou o tesoureiro a depor no colegiado, classificou a situação do PT como desagradável. “É constrangedor para o partido que passa a conviver com o segundo tesoureiro nessa situação que é pior que a de réu. Quando o Ministério Público pede a prisão de alguém como Vaccari significa que tem indícios”, avaliou ao citar o envolvimento de Delúbio Soares, também tesoureiro do partido, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no processo do Mensalão.

O parlamentar disse que a CPI agora acompanhará o depoimento de Vaccari à Polícia Federal para avaliar novas medidas. “O que importa agora é que o tesoureiro esclareça [os motivos pelos quais foi preso]. No depoimento na CPI ele não foi convincente, não conseguiu passar confiança nas respostas”.

Para o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), a prisão do tesoureiro “comprova que o PT está envolvido no esquema de desvio de recursos da Petrobras”. O líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR), disse que a prisão “desmantela totalmente discurso do Partido dos Trabalhadores de que todas as doações recebidas para campanhas eleitorais, especialmente da presidente Dilma Rousseff, foram legais e registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”.

Aécio Neves — O senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, comentou a prisão do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, nesta quarta-feira. O parlamentar afirmou que o partido virou refém do medo de tirar Vaccari do partido:

— Hoje eu reitero a mesma pergunta que eu fiz à presidente Dilma nos últimos debates (da campanha eleitoral). Presidente, a senhora continua confiando no tesoureiro do seu partido que hoje está preso? O que mais me chama atenção é que o PT se fragilizou tanto que virou refém do medo de tirar Vaccari do partido. A história vai registrar que, pela primeira vez, o tesoureiro do partido que governa o país está preso. Será que ele vai continuar despachando da prisão? – disse Aécio ao chegar na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

AGBR/O Globo

Polícia Federal diz que há provas de prática criminosa pelo tesoureiro do PT

Vaccari foi preso pela PF - Marcelo Camargo/Agência Brasil

Vaccari foi preso pela PF – Marcelo Camargo/Agência Brasil

A prisão preventiva do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto – o blog Opiniões aqui foi o primeiro a anunciar o fato na região -, foi motivada, de acordo com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público Federal (MPF), pela existência de “indícios concretos” de reiterada prática criminosa assim como pela “comprovação clara” de crimes como lavagem de dinheiro e fraude contra o sistema financeiro. Vaccari nega as acusações.

O tesoureiro também é suspeito de operar um esquema criminoso que desviava recursos de publicidade de órgãos públicos por meio de gráficas. Segundo as investigações, essas empresas eram forçadas a emitir notas fiscais falsas para dar legalidade a pagamento de altos valores.

“Verificamos o pagamento para uma gráfica com a ausência da prestação de serviço. Isso nós já temos comprovado. São notas bem genéricas, em que constam apenas serviços gráficos”, explicou o procurador Carlos Santos Lima, em entrevista coletiva em Curitiba.

A mulher de Vaccari, Giselda Rose Lima, e a cunhada dele, Marice Correia Lima, também foram alvos da 12ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (15). Contra a mulher de Vaccari foi expedido mandado de condução coercitiva. Contudo, ela foi ouvida por agentes da Polícia Federal em casa. Em relação a Marice Correia Lima, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava Jato, expediu mandato de prisão temporária. Ela ainda não foi localizada pela PF.

Para o MPF, Vaccari exercia papel semelhante ao do doleiro Alberto Youssef, como uma espécie de operador do esquema de fraudes em contratos da Petrobras e de empresas de publicidade com órgãos públicos. “A posição de João Vaccari é muito semelhante [à do doleiro Alberto Youssef] no sentido de que ele aparece como operador, representante de um esquema político-partidário dentro da Petrobras”, disse o procurador.

Segundo o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, desde 2004, João Vaccari Neto “desafia” as autoridades “reiteradamente”. “Nem uma ação penal da Justiça de São Paulo, em 2010, o intimidou em nada”, frisou o delegado. A prisão de Vaccari, acrescentou Romário de Paula, está embasada também em depoimentos de cinco presos em fases anteriores da Lava Jato e comprovação documental “clara” de práticas ilícitas.

“A prisão não ocorreu baseada apenas nas delações, mas no material fornecido por esses delatores e também em documentos apreendidos na operação. É bem claro o material apreendido contra ele. Já há indícios concretos de crimes”, disse o delegado da PF.

Vaccari foi citado como intermediário de pagamento de propinas oriundas de contratos superfaturados da Petrobras pelos ex-diretores da estatal Paulo Roberto Costa e Pedro Barusco, pelo doleiro Alberto Youssef, pelo empreiteiro Júlio Camargo, e pelo executivo da empresa Toyo Setal Augusto Mendonça.

De acordo com as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal, há A prisão preventiva do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, foi motivada, de acordo com a Polícia Federal (PF) e com o Ministério Público Federal (MPF), pela existência de “indícios concretos” de reiterada prática criminosa assim como pela “comprovação clara” de crimes como lavagem de dinheiro e fraude contra o sistema financeiro. Vaccari nega as acusações.

O tesoureiro também é suspeito de operar um esquema criminoso que desviava recursos de publicidade de órgãos públicos por meio de gráficas. Segundo as investigações, essas empresas eram forçadas a emitir notas fiscais falsas para dar legalidade a pagamento de altos valores.

“Verificamos o pagamento para uma gráfica com a ausência da prestação de serviço. Isso nós já temos comprovado. São notas bem genéricas, em que constam apenas serviços gráficos”, explicou o procurador Carlos Santos Lima, em entrevista coletiva em Curitiba.

A mulher de Vaccari, Giselda Rose Lima, e a cunhada dele, Marice Correia Lima, também foram alvos da 12ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã de hoje (15). Contra a mulher de Vaccari foi expedido mandado de condução coercitiva. Contudo, ela foi ouvida por agentes da Polícia Federal em casa. Em relação a Marice Correia Lima, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos decorrentes da Lava Jato, expediu mandato de prisão temporária. Ela ainda não foi localizada pela PF.

suspeitas de que Vaccari usava parentes para tentar acobertar transações ilícitas. “Verificamos que a família dele tem diversas operações suspeitas, com valores significativos transitando por contas bancárias de familiares”, disse o delegado.

Segundo o procurador Carlos Santos Lima, algumas transações financeiras, como a compra de um apartamento pela filha de Vaccari no valor superior a R$ 1 milhão, e movimentações bancárias superiores a R$ 300 mil nos últimos três anos na conta da mulher do tesoureiro do PT, sem comprovação da origem dos recursos, apontam o crime de lavagem de dinheiro.

Preso por volta das 6h, em São Paulo, quando se preparava para fazer uma atividade física, João Vaccari Neto deve chegar à carceragem da PF em Curitiba no início da tarde. Ainda não há previsão sobre a data em que ele prestará depoimento à Justiça.

AGBR

Mantega renuncia comando do conselho da Petrobras

Ex-ministro da Fazenda renunciou ao cargo nesta quinta. Foto: Divulgação

Ex-ministro da Fazenda renunciou ao cargo nesta quinta. Foto: Divulgação

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega renunciou nesta quinta-feira (26) ao cargo de presidente e membro do Conselho de Administração da Petrobras, informou a estatal em comunicado. O conselho é responsável por definir o plano de gastos e investimentos e aprovar as contas da companhia.

Em reunião também realizada nesta quinta, o conselho aprovou, por maioria, a eleição do conselheiro Luciano Coutinho para ocupar o cargo de presidente no lugar de Mantega, em substituição a Guido Mantega. De acordo com a Petrobras, não foi eleito novo conselheiro.

Coutinho já é membro do Conselho de Administração da Petrobras desde abril de 2008. Além disso, integra o Conselho de Administração da Petrobras Distribuidora e preside, desde abril de 2007, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Trocas no conselho

Somente neste ano, o conselho da estatal já teve outras 3 trocas: o ex-presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, substituiu Graça Foster na presidência; Luiz Navarro entrou no lugar do secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann; e Deyvid Bacelar foi eleito pelos empregados da estatal para substiuir Sílvio Sinedino.

O conselho é formado atualmente pelos seguintes integrantes: Luciano Coutinho (presidente do conselho), Aldemir Bendine (presidente da companhia), Francisco Roberto de Albuquerque, Luiz Navarro, Sérgio Franklin Quintella, Miriam Belchior (presidente da Caixa), José Guimarães Monforte, Mauro Gentile Rodrigues da Cunha e Deyvid Bacelar.

Com a saída de Mantega, uma vaga segue em aberto.

Fonte: G1

Campos envia cerca de 1.500 para ato pró-Dilma no Rio

sede do Sindipetro NF foi local de concentração para os manifestantes de Campos. Foto: Reprodução/Facebook

Sede do Sindipetro NF foi local de concentração para os manifestantes de Campos. Foto: Reprodução/Facebook

Entre militantes do PT, movimentos sindicais e sociais de Campos, cerca de 1.500 pessoas saíram na manhã desta sexta-feira (13) para o ato em defesa da Petrobras que acontece na capital do estado, às 15h. A concentração foi na sede do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF). De acordo com Luiz Carlos Mendonça, diretor do Sindipetro-NF, 28 ônibus e 15 vans estão a caminho do Rio de Janeiro. Ainda segundo Luiz Carlos, 500 manifestantes de Macaé devem se juntar ao grupo do Norte Fluminense.

Para o presidente do diretório do PT em Campos, André Oliveira, o número de manifestantes por todo o país demonstra que a informação divulgada nesta semana (aqui) que a popularidade da presidente Dilma Rousseff (PT) estaria em apenas 7% de aprovação popular é especulação. “Não sei se chega a esse patamar. Acho muito improvável esse resultado. Para mim, se trata de especulações e isso só tende a aumentar agora”, comentou. André destacou a participação espontânea de militantes petistas, simpatizantes e sindicalistas.

Já Luiz Carlos Mendonça, lista que além dos petroleiros e petistas, a comitiva de Campos para o ato no Rio conta com membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Sindicato Estadual dos Profissionais da Educação (Sepe), bancários, estudantes da UFF e Uenf, associação de moradores.

No site da Central Única dos Trabalhadores (CUT), o movimento é intitulado como “Dia Nacional de Luta em Defesa: dos Direitos da Classe Trabalhadora; da Petrobras; da Democracia; da Reforma Política e Contra o Retrocesso”. Com viés político, o movimento é uma resposta antecipada aos protestos convocados pelas redes sociais que acontecem neste domingo (15) pelo impeachment da presidente.

Em algumas cidades do país, as manifestações em defesa da Petrobras já aconteceram.

Ato pelo impeachment em 15 de março — Campos está no calendário de manifestações que pedem o impeachment da presidente Dilma. O ato acontece na Praça São Salvador, às 10h. No Facebook (aqui), mais de 4,4 mil convidados confirmaram presença na “Manifestação pelo impeachment da Dilma – Campos RJ”. Além deles (aqui), a Associação Comercial e Industrial de Campos (Acic) e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) também vão às ruas no mesmo dia para protesto contra as medidas econômicas adotadas pelo governo federal.

Atualização às 11h30: O repórter fotográfico Genilson Pessanha, da Folha da Manhã, registrou a saída dos últimos ônibus que saíram de Campos para o Rio de Janeiro.

Atualização às 16h30: mudança no título.

Caravana do sindipetro para manifestação em defesa da petrobras no Rio de Janeiro 13-03-2015 foto Genilson Pessanha  (4)

Petistas e sindicalistas se reuniram na sede do Sindipetro.

Caravana do sindipetro para manifestação em defesa da petrobras no Rio de Janeiro 13-03-2015 foto Genilson Pessanha  (62)

Fotos: Genilson Pessanha

 

Gabrielli: Era ‘impossível’ detectar desvios na Petrobras

Ex-presidente da Petrobras depõe na CPI que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Foto: Divulgação.

Ex-presidente da Petrobras depõe na CPI que investiga denúncias de irregularidades na estatal. Foto: Divulgação.

Em depoimento à CPI da Petrobras, o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli afirmou nesta quinta-feira (12) que não era possível detectar o esquema de corrupção desvendado pela Operação Lava Jato. Ele justificou que isso era “impossível” pelo grande volume de recursos movimentados em contratos da estatal e pela forma de ação dos responsáveis diretos pelos desvios.

— É impossível identificar esse tipo de comportamento internamente. Isso é um caso de polícia— afirmou aos parlamentares. Ele argumentou que, apesar dos desvios, os contratos onde havia pagamento de propina tinham valores dentro dos parâmetros da estatal.

Gabrielli é o segundo depoente convocado pela CPI para falar sobre o petrolão. O primeiro foi o ex-gerente de Serviços Pedro Barusco, que falou aos parlamentares na terça-feira. Além deles, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi ouvido nesta quinta-feira (aqui) porque se voluntariou a comparecer.

Quando o relator Luiz Sérgio (PT-RJ) perguntou sobre as indicações políticas para diretorias da Petrobras, Gabrielli foi evasivo: disse apenas que o governo tem seus “próprios critérios”. O depoimento de Gabrielli, que presidiu a Petrobras entre 2005 e 2012, começou por volta das 14h30 e segue em andamento.

Gabrielli também afirmou que a elevação no preço da refinaria pernambucana de Abreu e Lima, tratada como superfaturamento de mais de 600 milhões de reais pelo Tribunal de Contas da União (TCU), é efeito de três fatores: a alta do dólar, uma revisão no projeto inicial e a falta de infraestrutura adequada na região da refinaria.

O relator Luiz Sérgio (PT-RJ) evitou perguntas mais específicas sobre os casos de corrupção. Gabrielli, por sua vez, fez uso de respostas longas, o que irritou a oposição. “Estamos assistindo a uma palestra sobre petróleo”, reclamou o deputado Nilson Leitão (PSDB-MT).

Quando os demais parlamentares passaram a fazer perguntas, Gabrielli admitiu que partiu da estatal a indicação de Pedro Barusco para uma diretoria da Sete Brasil, empresa construtora de sondas que tinha 5% de participação acionária da Petrobras. Na Sete, Barusco manteve seu esquema de cobrança de propina em parceria com o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

Gabrielli já afirmou, em entrevista ao Jornal Nacional, que a indicação não partia da Petrobras. Agora, reconhece: “Foi um equívoco”. De acordo com ele, a indicação foi feita pela diretoria da estatal. Ainda assim, o ex-presidente diz que a decisão não passou por ele. “Não é uma indicação pessoal minha”.

José Sérgio Gabrielli provocou risos no plenário da CPI ao dizer que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que deixou um prejuízo de mais de um bilhão de dólares, foi um bom negócio: “Com certeza. Não tenho dúvida quanto a isso”.

Fonte: Veja

Doleiro Alberto Youssef passa mal e é levado ao hospital

O doleiro Alberto Youssef, que está preso na Polícia Federal em Curitiba, desde março, acusado na operação Lava Jato de lavagem de dinheiro, foi levado na tarde deste sábado (29) ao Hospital Santa Cruz depois de passar mal na carceragem. No final do mês de outubro, o doleiro já tinha sido internado no mesmo hospital depois de ter sentido tontura ao descer do beliche onde estava deitado e desmaiar.

A internação do doleiro, no mês passado, deu origem a uma onda de boatos nas redes sociais e por mensagens no WhatsApp, já que aconteceu no dia de votação do segundo turno da eleição presidencial. Mensagens diziam que ele havia sido envenenado e morto como “queima de arquivo” pelo PT, pois poderia apresentar provas de quem recebeu dinheiro da Petrobras.

Atualização às 18h57: Boletim médico divulgado pela unidade de saúde no fim da tarde informou que ele está consciente e apresenta bom estado geral, mas que não há previsão de alta. O doleiro reclamou de dores abdominais, febre e foi removido para o hospital por volta de 14h45m. De acordo com o boletim, Youssef realiza na tarde deste sábado “exames complementares para elucidação diagnóstica”.

Na quinta-feira (26), o doleiro prestou o último depoimento do acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público Federal (MPF). O depoimento teve quase seis horas de duração e foi, segundo a PF, a última etapa antes de a Justiça decidir se homologa, ou não, o acordo. A Operação Lava Jato investiga um esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado bilhões, incluindo recursos desviados da Petrobras. Em seus depoimentos, o doleiro contou que os contratos de empreiteiras com a Petrobras eram superfaturados para abastecer os seguintes partidos: PP, PT e PMDB.

Fonte: O Globo

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