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Por Leandro Lopes, em 14-05-2012 - 18h36
Uma inovação da medicina foi capaz de devolver a visão a dois homens que não enxergavam há mais de duas décadas na Inglaterra – o microchip eletrônico de apenas 3mm desenvolvido por especialistas ingleses do King´s College e da Universidade de Oxford.
Eles estão confiantes que a implantação do aparelho, ocorrida em meados de abril, será capaz de ajudar pacientes com problema de retinose pigmentar – uma condição genética sem cura que causa cegueira –, a recuperarem a visão.
O jornal britânico ‘Daily Mail’ informou que os pacientes beneficiados com a cirurgia ocular de implantação do “olho biônico” começaram a detectar a luz e distinguir silhuetas em apenas duas semanas.
Em 2010, o governo da Austrália apresentou um protótipo de “olho biônico” que seria capaz de devolver a visão a muitos cegos. Na época, os responsáveis divulgaram o projeto como “o maior marco” desde o desenvolvimento do alfabeto Braille.
Segundo os cientistas australianos, parte do invento se implanta parcialmente no globo ocular e também foi criado para pacientes que sofrem de retinite pigmentosa. O “olho biônico” possui uma mini-câmera, colocada sobre uma lente, que captura imagens e as envia a um processador que pode ser guardado no bolso. O dispositivo transmite um sinal à unidade dentro da retina que estimula os neurônios vivos dentro dela, que por sua vez mandam as imagens ao cérebro.
De acordo com os cientistas, os usuários do “olho biônico” não voltarão a ter uma vista perfeita, mas se espera que possam ser capazes de distinguir pontos de luz que o cérebro poderá reconstruir em imagens.
Por Leandro Lopes, em 17-04-2012 - 21h40
Os primeiros corações artificiais serão testados em pacientes da fila de espera de transplante do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, em São Paulo. Eles vão receber o equipamento, que estabiliza a função cardiológica e aumenta a sobrevida até o transplante tradicional. O aparelho só é indicado a pacientes que não respondem mais ao tratamento clínico.
O aparelho é colocado preso ao ventrículo e artéria aorta, e atua no bombeamento do sangue, descarregando o coração. Assim, o paciente pode suportar o tempo que for necessário aguardando com calma o transplante convencional.
O coração artificial começou a ser desenvolvido em 1998, por Aron José Pazin de Andrade, coordenador do Centro de Engenharia em Assistência Circulatória do Instituto Dante Pazzanese, onde o dispositivo foi construído.
Por Leandro Lopes, em 02-04-2012 - 17h35
O mais novo navio da frota Greenpeace, o Rainbow Warrior 3, está em visita pela primeira vez o Brasil em uma expedição de mais de três meses que comemora os vinte anos da organização no país. O Rainbow Warrior ficará no Brasil até 5 de julho.
Nos últimos dias 23, 24 e 25 de março, a embarcação passou por Manaus, onde o público teve oportunidade de subir a bordo em dois dias de visitação. O navio passará também por Belém (PA), Recife (PE), Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ) – onde participa da Rio+20 –, e Santos (SP). Nessas cidades, o público também terá a oportunidade de subir a bordo, conhecer a tripulação deste ícone da proteção ambiental e saber mais sobre as campanhas do Greenpeace no Brasil.
Primeiro navio construído especificamente para ser usado pelo Greenpeace, o Rainbow Warrior traz tudo o que a organização precisa para levar suas campanhas a todas as partes do planeta. Com 58 metros de comprimento e 11 de largura – o mesmo comprimento de duas baleias azuis –, ele transporta mais carga, mais tripulação e possui maior espaço operacional que suas duas versões anteriores.
Segundo o Greenpeace, o Rainbow Warrior 3 é leve e ágil, além de possuir várias características sustentáveies, como o fato seu casco ter sido desenhado para reduzir atritos e aumentar sua eficiência energética, economizando combustível e aproveitando melhor a força dos ventos; tem tratamento biológico de água e esgoto; central de armazenamento de combustível e de óleos para evitar derramamento; motor de propulsão eletrônica a diesel, mais eficiente; e pintura com tinta livre de TBT (substância de elevada toxicidade).
Por Leandro Lopes, em 17-02-2012 - 20h32
Nem sempre o esforço de lavar, deixar de molho e esfregar frutas e verduras é suficiente para retirar o excesso de agrotóxicos. Os alimentos orgânicos, aqueles totalmente livres de agrotóxicos, podem ser uma alternativa, mas eles têm que ser cultivados seguindo uma série de regras. No Brasil, a produção ainda é pequena.
São apenas 15 mil agricultores orgânicos registrados, de um total de 5 milhões de produtores agrícolas no país. É por isso que nas prateleiras dos supermercados os produtos ocupam apenas um pequeno espaço, com preço elevado.
Em dezembro do ano passado, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) levou para o laboratório amostras de 18 tipos de alimentos. Em 28% delas, havia excesso de agrotóxicos ou produtos não autorizados para aquela cultura, o que pode representar um risco maior à saúde.
Na lista da Anvisa, o caso mais grave foi o do pimentão. Em 92% das amostras, foram encontradas irregularidades. O morango teve 63% de amostras irregulares; o pepino, 57%; a alface, 54%; e quase 50% das amostras de cenoura tinham agrotóxicos acima do permitido ou não autorizados. O tomate, que já esteve no topo do ranking, hoje tem menos contaminação, 16,%. E uma boa notícia: na batata, nenhum problema foi encontrado entre as amostras examinadas.
Por Leandro Lopes, em 08-02-2012 - 18h37
Uma pesquisa feita pela Accenture revelou o que desejam os motoristas brasileiros quando o assunto é tecnologia. Como, atualmente, vivemos em um mundo conectado, o principal ponto levantado pelos entrevistados foi quanto à questão da mobilidade. Eles desejam que existam tecnologias de viva voz acopladas aos smartphones, para que seja possível fazer ligações, ouvir ou enviar emails.
Além disso, também foi dito na pesquisa que motoristas do país, preocupados com a Lei Seca, gostariam que os carros tivessem um testador automático de teor alcoólico, um sistema que alertasse sobre pontos cegos do veículo e ainda um sensor de marcha ré. Por fim, brasileiros querem também um piloto automático, tudo para facilitar o dia-a-dia nas ruas.
Já sobre as tecnologias já aproveitadas, em primeiro lugar apareceram monitores de TV e DVD. Em seguida, streaming de músicas e, em terceiro lugar, a navegação via satélite.
Por Leandro Lopes, em 12-01-2012 - 21h08
Encomendado pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês, levantamento revela as motivações para o início e para o fim do consumo de drogas entre jovens que navegam na Internet. A partir da análise criteriosa das comunidades virtuais, uma pesquisa feita para o Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (IRSSL) conseguiu acessar o universo que leva os jovens a procurarem na internet informações sobre drogas.
Da mesma forma, o levantamento, feito a partir de palavras-chaves como “maconha”, “cheiro”, “usuário” e outras, conseguiu identificar as comunidades relacionadas à busca pelo fim do vício.
A ideia da pesquisa nasceu de uma necessidade enfrentada no dia a dia, a partir da gestão que o Instituto faz de nove grupos de Estratégia de Saúde da Família (ESF) na região central de São Paulo, em áreas atendidas no centro da cidade de São Paulo, como bairros do Humaitá, da Bela Vista, do Cambuci e proximidades de Santa Cecília.
De acordo com o superintendente executivo do IRSSL, o doutor Sérgio Zanetta, “entender a forma como as pessoas estão se expressando com relação às drogas é importante para que possamos aprender a nos relacionar com elas”. Na pesquisa, destacam-se vídeos no YouTube que mostram depoimentos de ex-viciados, apelos de pais por seus filhos em comunidades como Orkut e Facebook, bem como blogs mantidos por pessoas que buscam no relacionamento anônimo o apoio de que precisam para se manterem “limpos”.
Por Leandro Lopes, em 19-12-2011 - 18h57
Foi feita em novembro, por médicos do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, a primeira cirurgia da América Latina de ponte de safena por meio de um robô. O paciente operado é Alvacir Percival Silveira, de 49 anos, de Joinville (SC), que tinha sofrido um infarto e não tinha conseguido se recuperar com medicamentos. Ele passou a apresentar insuficiência coronariana, já que estava com uma das artérias quase totalmente comprometida, e precisava passar por procedimento cirúrgico.
A operação foi comandada “a distância” pelo cirurgião Robinson Poffo, que manipulou os braços do robô em um console longe do paciente, e com isso conseguiu evitar que Silveira tivesse um corte de 25 centímetros no peito. Todo o procedimento durou cinco horas. Além de evitar o grande corte, a cirurgia robótica é vantajosa na medida em que reduz risco de infecções e torna a recuperação bem mais rápida.
Por Leandro Lopes, em 13-12-2011 - 18h52
A popularização das tecnologias criou novos hábitos nas pessoas de todo o mundo. A crescente preocupação com a saúde e a facilidade de obter informações vem fazendo com que cresça o número de aplicativos desenvolvidos para tablets e smartphones com intuito de melhorar a qualidade de vida dos usuários.
Quem gostaria de fazer aulas de pilates, por exemplo, mas não tem tempo u dinheiro para pagar por aulas, pode baixar gratuitamente o aplicativo “Pilates Lifestyle”, que mostra séries completas de exercícios para serem feitos em casa. Já quem precisa medir a frequência cardíaca e não possui o oxímetro de pulso, pode baixar por US$ 0,99 o aplicativo Heart Rate.
Além desses, existem inúmeros aplicativos com séries de exercícios ou que montem cardápios saudáveis com base na altura, peso e sexo do usuário e controlem consumo diário de calorias, ou mesmo aplicativos que meçam batimentos cardíacos do bebê durante a gestação. A criatividade dos desenvolvedores parece não ter limite, assim como as necessidades dos usuários.
Por Leandro Lopes, em 15-09-2011 - 19h14
Cientistas do Instituto de Biologia Molecular e Celular da Agência de Ciência, Tecnologia e Pesquisa de Cingapura descobriram nos anticorpos verdadeiros aliados na luta contra o câncer. Conforme publicado na revista “Science Translational Medicine”, o experimento já foi testado em camundongos e obteve sucesso.
Os cientistas “ajudaram” anticorpos a adentrarem nas células do tumor, atacando-o de forma mais eficiente do que medicamentos, que conseguem atingir o câncer apenas através de proteínas vilãs que ficam na superfície celular. Entretanto, algumas dessas proteínas migram para dentro da célula, não sendo atingidas por remédios. Uma vez que o anticorpo consegue entrar e atacar as proteínas mesmo escondidas, o resultado obtido é muito melhor.
Com isso, os efeitos colaterais típicos da quimioterapia podem até ser minimizados. Além funcionar como terapia, a descoberta pode ainda funcionar como uma vacina anticâncer, que pode ensinar o organismo a se prevenir antes mesmo do aparecimento da doença.
Fonte: Revista Science Translational Medicine
Por Leandro Lopes, em 23-08-2011 - 18h37
Imortalizar um desenho no corpo já não é mais possível. Isso porque, caso a pessoa se arrependa, pode fazer uso de lasers para remoção. Cada vez mais modernos, os equipamentos possibilitam resultado satisfatório, porém não perfeito.
Desenhos muito grandes ou feitos com cores claras tendem a ficar como um borrão. Por isso, dermatologistas precisam preparar o cliente para um resultado diferente do esperado. Além disso, há o risco de surgimento de cicatrizes ou de descoloração permanente da pele tratada.
A tinta de uma tatuagem é colocada na derme, camada mais profunda que a pele e mais estável que a epiderme, a cerda de 3 mm de profundidade. Já a remoção do desenho é feita através da fragmentação das moléculas pela energia absorvida por meio do laser, o que também dói bastante. Além de doer na pele, ambos os procedimentos (tatuagem e remoção) doem no bolso, pois podem custar muito caro.
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