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Sobraram as lembranças

Sobraram as lembranças        Cândida Albernaz

 A caminho de casa parou num bar e no balcão pediu uma cachaça. O copo pequeno encheu-se do líquido amarelo que tomou de um só gole, fazendo careta. Já era o terceiro em que entrava desde que saíra do serviço.  Deixou o carro no estacionamento do prédio onde trabalhava. → : Leia mais

Tempo

O mesmo tempo que leva para longe as oportunidades, é o tempo que, quando passa, leva com ele as feridas.

Um sorriso na memória

                                                        Cândida Albernaz          A cadeira de balanço se movia lentamente, para-frente-para-trás-para-frente-para-trás.          Do rádio antigo, que ainda funcionava e que ela dizia ser o melhor som que conhecia, saia uma melodia suave.          Costumava sentar-se ali por horas, e quando a música não a agradava, girava o botão procurando algo que a interessasse. → : Leia mais

Dar tempo ao tempo

                                                                                         Cândida Albernaz

            Ele corria, corria e quanto mais adiante ia, aquele caminho parecia não ter fim.

            Acordou suado. Olhou em volta tentando lembrar-se de onde estava. Era seu quarto, não havia saído dali. Viu que estava nu e não conseguia recordar o que fizera na noite anterior, nem como chegara a → : Leia mais

Para sempre

Para sempre         Cândida Albernaz

 As fotos estavam espalhadas pela mesa. A risada solta em algumas delas, fez com que risse também. Passou os dedos sobre uma e outra. Na verdade, o que queria era sentir o contato da pele e o aperto do abraço.  O resultado do exame saiu há uma semana. Foi comprovado. → : Leia mais

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