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Alôôô…

        Cândida Albernaz – Alô. – Oi. – Carminha? – Eu. – É a Ju. Liguei porque preciso muito falar com você. – Oi, Ju. Nossa! Há quanto tempo não nos falamos. – Pois é, estou ligando porque preciso… – Menina, soube da Raquel? Separou. Está andando para cima e para baixo com um garotão. → : Leia mais

Dá-se um jeito

           Cândida Albernaz

 -Droga de vida!  Eu resmungava enquanto andava em direção a casa.  Seu Donato resolveu implicar comigo, logo agora que estava me saindo bem no trabalho.  Fazia tempo queria ficar no lugar de Edmundo, que era balconista da loja de ferragens. Eu trabalhava como entregador. Tinha uma bicicleta onde cabia tudo. Havia → : Leia mais

se você sabe

Se você sabe onde fica a ponta de um novelo, por que insiste em se colocar no meio dele?

Posso me doar. Ou não

                        Cândida Albernaz  Sua indiferença faz com que minha indiferença se acentue. Continue assim, porque estarei a salvo de você. O quanto mais distante me tratar, para mais longe irei. Até que não sobre nada, a não ser o espaço vazio. E nele, mergulharei com satisfação enquanto não o preencher outra vez com algo → : Leia mais

O vento traz a música

      Cândida Albernaz

 “Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu…”. A canção de Chico estava tocando em algum lugar ali perto. Talvez fosse no bar de Zico, que ele gosta de  mpb. Costumo deixar a janela entreaberta e sento no escuro ouvindo a música que vem de lá. Bom gosto → : Leia mais

Rir junto

                                    Cândida Albernaz               Não acende a luz. O escuro do quarto é quebrado apenas com a iluminação que passa pela janela de vidro. Com a cortina puxada para um canto, as luzes da rua e dos prédios entram sem cerimônia.             Lava o rosto e tenta fazer com que a água da → : Leia mais

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