<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Em cada canto um conto... &#187; madrinha</title>
	<atom:link href="http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/tag/madrinha/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto</link>
	<description>Cândida Albernaz</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 02:12:48 +0000</lastBuildDate>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.org/?v=3.1.3</generator>
		<item>
		<title>Tenho pena</title>
		<link>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/06/24/tenho-pena-2/</link>
		<comments>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/06/24/tenho-pena-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 24 Jun 2010 04:49:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>candida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[casa]]></category>
		<category><![CDATA[madrinha]]></category>
		<category><![CDATA[pena]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/?p=107</guid>
		<description><![CDATA[<p>   Cândida Albernaz    Chego cansada e vejo que cortaram a luz. O imprestável do meu marido não pagou a conta. Dei o dinheiro na mão dele. Bebeu todo, é claro. As crianças sozinhas sentadas na varanda porque ele saiu com uns amigos “para resolver uns probleminhas”. Ainda bem que você passou por aqui. Tô <span style="color:#777"> &#8594; : <a href="http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/06/24/tenho-pena-2/">Leia mais</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>   Cândida Albernaz<br />
 <br />
 Chego cansada e vejo que cortaram a luz. O imprestável do meu marido não pagou a conta. Dei o dinheiro na mão dele. Bebeu todo, é claro. As crianças sozinhas sentadas na varanda porque ele saiu com uns amigos “para resolver uns probleminhas”. Ainda bem que você passou por aqui. Tô ficando cansada dessa vida. Trabalho feito uma condenada e não vejo resultado. Esse que mora comigo, está desempregado há seis meses. Seis. E eu sustentando a casa e os vícios dele. Não venha repetir que a escolha foi minha, que fui avisada, que já bebia quando nos conhecemos e era mulherengo. Mas como eu podia resistir àqueles olhos verdes e àquele corpo, que minha nossa senhora!, coisa mais perfeita. Morriam de inveja, fala a verdade. Todas! Quando engravidei da Julinha e ele casou comigo, deixou muita mulher chorando pela redondeza. Inclusive você. Pensa que não sei? E não faz essa cara, porque foi ele mesmo quem contou. No dia do nosso casamento você foi atrás pedindo para não casar, porque gostava dele e faria o que quisesse. Riu na sua cara, não foi? Minha madrinha! Escolhi você para madrinha e quando veio me abraçar, chorava tanto, pensei que fosse por mim, por amizade. Que nada! Estava era se roendo por dentro porque foi desprezada.<br />
 Posso falar uma coisa? Hoje até agradeceria se ele tivesse ficado com você. Porque aquele lá se transformou em um traste. Presta para nada não. Nem na cama posso contar com ele. Bebe tanto e tem tanta mulher que chega à casa: nada! E a barriga? O inchaço embaixo dos olhos? Serve não, amiga. Você ainda quer? Pode levar que não estou agüentando mais. E não me olhe com essa carinha de espanto. Tô brincando. Passado é passado e sei que você me respeita.<br />
 Vou dizer uma coisa, qualquer dia boto ele para fora. Já dormiu na varanda, no chão da sala, e na casa de algumas vagabundas que encontrou pela rua. Sabe por que ainda não fiz isso? Tenho pena. Pena de quê? Sei lá, coisa de mulher, de instinto maternal&#8230; Por falar nisso, com a mãe que teve, só podia ficar desse jeito. Aquela não cuidava dos filhos, botava homem na frente do marido, e dizem que batia nele. Homem forte daquele&#8230; Difícil acreditar. Mas o povo fala.<br />
 Obrigada por você ficar com as crianças enquanto eu não chegava. Tudo escuro e os dois sozinhos. Nem bom pai ele é. Não vai agora não, estou sem sono. Fica mais um pouco porque estou precisando mesmo que alguém me escute.<br />
 E aquele sujeito com quem você estava saindo? Colocou para correr? Fez bem amiga. Depois que me contou que ele meteu a mão em você, era o que devia ter feito. Porque homem é bicho folgado. A gente perdoa e eles pensam que somos bobas e fazem tudo de novo. Não vê o meu caso?<br />
 Decidi que ele está com os dias contados. Cansei de verdade. Você vai ver só. E não me olha desse jeito. Estou esperando ele arrumar um emprego, porque não tenho coragem de botar o pai de meus filhos na rua, sem ter nem para comer. Tá rindo de mim. Tenho compaixão, sabe o que é isso? Acho que tá na hora de você ir, porque vamos acabar brigando.<br />
 Olha só quem está chegando? Nossa, quase enfiou a cara no portão. Vai, vai logo que tenho que colocar ele embaixo do chuveiro. Na minha cama fedendo desse jeito é que não vai dormir. É, vou dar comida a ele sim. Quer que deixe morrer de fome? E pare de rir. Vai ser a última vez&#8230;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/06/24/tenho-pena-2/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Alôôô&#8230;</title>
		<link>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/05/27/alooo/</link>
		<comments>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/05/27/alooo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2010 03:04:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>candida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
		<category><![CDATA[carminha]]></category>
		<category><![CDATA[casar]]></category>
		<category><![CDATA[madrinha]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/?p=96</guid>
		<description><![CDATA[<p>        Cândida Albernaz - Alô. - Oi. - Carminha? - Eu. - É a Ju. Liguei porque preciso muito falar com você. - Oi, Ju. Nossa! Há quanto tempo não nos falamos. - Pois é, estou ligando porque preciso&#8230; - Menina, soube da Raquel? Separou. Está andando para cima e para baixo com um garotão. <span style="color:#777"> &#8594; : <a href="http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/05/27/alooo/">Leia mais</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>        Cândida Albernaz<br />
- Alô.<br />
- Oi.<br />
- Carminha?<br />
- Eu.<br />
- É a Ju. Liguei porque preciso muito falar com você.<br />
- Oi, Ju. Nossa! Há quanto tempo não nos falamos.<br />
- Pois é, estou ligando porque preciso&#8230;<br />
- Menina, soube da Raquel? Separou. Está andando para cima e para baixo com um garotão. Vai acabar ganhando outro chifre, igual ao que o marido colocou nela.<br />
- Poxa!<br />
- Pelo menos está aproveitando. Falaram que é um gato. Mas me conta sobre você, o que anda fazendo?<br />
- Eu&#8230;<br />
- Soube que seu irmão esteve doente. Pneumonia, não foi? Mas graças a Deus ele já esta bom, não é? Contaram que ficou internado por mais de dez dias. Desculpe não ter feito uma visita, mas você sabe como é. Os dias correm e quando espantamos não se passaram apenas dez, mas trinta dias. Tem visto a Sônia?<br />
- Ontem ela esteve aqui em casa. Eu queria&#8230;<br />
- Menina, ela está ótima. Fez lipo, colocou silicone, abdômen e nem sei mais o que. Viu os peitos dela? Per-fei-tos. Quero igual. Brincadeirinha, não tenho dinheiro para pagar. Porque se tivesse&#8230; Ia ficar com tudo em cima.<br />
- Carminha?<br />
- Fala garota. Estou com saudade de você, do nosso grupo. Afastei-me de mais. Trabalho! Trabalho como uma louca e nem assim sobra um dinheirinho. Sou consumista, reconheço. Lembra daquela bolsa carésima que vimos na última vez em que saímos? TIVE QUE COMPRAR. Fiquei sem dormir pensando nela. Acredita? Claro que acredita. Você me conhece mais que as outras. E sempre teve paciência comigo. Por isso é a melhor e mais querida das minhas amigas.<br />
- Obrigada, mas quero&#8230;<br />
- Sei que às vezes falo demais. É um defeitinho de fábrica. Quando começo, é difícil parar. Você está com o Duda ainda, ou já mandou passear? Desculpe a franqueza, mas que cara folgado você foi arrumar. Não sei como aguentou esse sujeito por tanto tempo. Fiquei sabendo que terminaram. Sofreu amiga? Não, aposto que não. Porque ele não merecia nada de você. Deu em cima da Gabi naquela festa, lembra? Eu mostrei a você. Ainda bem que ela é sua amiga e não quis conversa com ele.<br />
- Carminha?<br />
- Desembucha mulher. Fica repetindo meu nome, mas não diz nada. Só mais uma coisa. O Duda foi demitido realmente? Disseram-me que ele perdeu uma conta de publicidade importante e que a firma não perdoou. Colocou na rua. Também pudera. O cara é fraco mesmo, mas até que é bonitinho, não? Quer dizer, muito lindo. Usou enquanto pôde heim amiga? Só por aquele peito e aquela barriga sarada&#8230; Acho que nem eu resistiria. Mas quando um homem desses ia me dar alguma chance? Deixa para lá que tenho meus arranjos e não posso reclamar. De barriga vazia não fico. Mas você até agora não disse porquê me ligou. Sempre a mesma, falando pouco, sendo paciente com todos e prestativa. Sabia que o som da sua voz me acalma? Sempre foi assim.<br />
- Carminha? Pela última vez&#8230;<br />
- Fala mulher.<br />
- Vou me casar e liguei para convidar você para ser minha madrinha&#8230;<br />
- Poxa, amiga. Nem conheço seu noivo. Faz tempo mesmo que não nos vemos.<br />
- Duda, Carminha. O meu noivo é o Duda.<br />
- Mas&#8230;<br />
- E não me importa sua opinião sobre ele. Só não sei se vai aceitar, já que não gosta dele&#8230;<br />
- Como assim, Ju? Sempre adorei o Duda. As pessoas é que falam demais. Estava apenas repetindo.<br />
- Sei.<br />
- Não se zangue amiga. O Duda é tudo de bom e você vai ser muito feliz. Eu aceito. Sabe há quanto tempo não sou madrinha de casamento?<br />
-&#8230;<br />
- Nunca fui. É, acho que nunca. Obrigada amiga. Amo você, amo o Duda e vou amar cada um dos quatro filhos que tiverem.<br />
- Quatro?<br />
- Brincadeira, é claro. Só uma pergunta. Ju, você não esta grávida, está? Pode confiar em mim.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/05/27/alooo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>

