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	<title>Em cada canto um conto... &#187; poeta</title>
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	<description>Cândida Albernaz</description>
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		<title>Devaneio</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 22:13:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>candida</dc:creator>
				<category><![CDATA[Conto]]></category>
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		<category><![CDATA[poeta]]></category>

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		<description><![CDATA[<p>Cândida Albernaz  Você me inspira, me seduz, faz sonhar e sofrer.  Enquanto musa você for a observo, dou-lhe os nomes que quero.  Nunca rotina, nunca dia a dia, frente a frente.  Pés no chão não me deixariam voar e sem o vôo não sou capaz de criar.  É assim que alimento meus poemas e <span style="color:#777"> &#8594; : <a href="http://fmanha.com.br/blogs/cantoumconto/2010/02/08/devaneio-2/">Leia mais</a></span>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Cândida Albernaz<br />
 Você me inspira, me seduz, faz sonhar e sofrer.<br />
 Enquanto musa você for a observo, dou-lhe os nomes que quero.<br />
 Nunca rotina, nunca dia a dia, frente a frente.<br />
 Pés no chão não me deixariam voar e sem o vôo não sou capaz de criar.<br />
 É assim que alimento meus poemas e sem eles não sobrevivo.<br />
 Nem tente tirar sua máscara, caso contrário serei obrigado a tirar a minha. E se vejo seu rosto ou você vê o meu, só vai sobrar a realidade e é dela que fujo.<br />
 Sou poeta, não se esqueça nunca, ou cairá num abismo.<br />
 Ontem pensava em você mais uma vez e tentei adivinhar o que seus olhos transmitiam na foto que observava. Não sei se consegui, mas não tem importância, porque na verdade não preciso saber o que sente. Quero colocar em seus olhos o sentimento que espero deles.<br />
 Orgulhe-se de ser musa e viva sua vida, não faça com que eu saiba como ela é. Apenas deixe escapar pequenos trechos que me deem espaço a imaginar.<br />
 Não, não diga que o que quer de mim são só as palavras. Também não tenha a curiosidade de me conhecer. Basta a você o que lê, e isso a faz sonhar com outras vidas, outras pessoas.<br />
 Não me conte o que não quero saber. Nem diga que foge da realidade quando lê o que escrevo, mas que também não se interessa em saber como sou. Essa conversa está ficando real demais.<br />
 Já pedi que não continue, por favor. Ontem você foi ao supermercado? Faltou sal em casa? E daí? Não faça isso. Você não come, eu sei, apenas levita em torno de minha mente, flutua, voa como uma borboleta – tanto tempo lagarta presa no casulo até que se transforma linda e de vida curta- que posso segurar em minhas mãos e depois abri-las deixando que bata suas asas coloridas fazendo meus olhos brilharem. <br />
 Repito mais uma vez: não venha me contar que de mim não espera nada, que minha rotina também a incomoda e me conhecer melhor fará com que diminua o valor do que escrevo.<br />
 Somos dois poetas, talvez? Não roube meus sonhos e as letras que uso no papel, porque me impede de respirar.<br />
 Espero de você o que percebi espera de mim também. Jamais sair debaixo desse manto, jamais mostrar a verdadeira face, jamais olhar dentro dos olhos reais.<br />
 Sigo meus sonhos, segue os seus. Em linhas paralelas, aquelas que aprendemos jamais se encontram.</p>
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