Emprego x mídias sociais

O tema “mídias sociais” é delicado, e talvez por isso, seja evitado escrever sobre ele. Por vezes, como dizia minha avó, o feitiço pode virar contra o feiticeiro.

As chamadas mídias sociais, em especial os fenômenos Facebook e Instagram, fazem parte da vida de milhões de pessoas e são usadas diariamente. De minuto em minuto, nos pegamos mexendo em posts ou publicando atualizações, o que acaba virando corriqueiro e automático. E é justamente onde mora o perigo, pois esquecemos que estamos no mercado de trabalho. Ou disponíveis. E é aí que a coisa começa a complicar.

Vemos posts inacreditáveis todos os dias, onde as pessoas acham que quem irá ler são apenas seus amigos mais íntimos, e não profissionais ou futuros empregadores, correto? Errado.

É fato que, nos dias atuais, quem recebe um currículo ou uma solicitação de emprego, pesquisa mais sobre o possível candidato. E nada mais fácil e rápido, do que procurar seus perfis em redes sociais, podendo assim, avaliar o profissional (currículo) e o pessoal (Facebook/Instagram).

Vemos diariamente, casos que vão desde as pessoas que postam exames de sangue (!) comemorando o resultado negativo depois “daquela noite”, até simples piadas, muitas polêmicas, partidárias ou apimentadas. Não raro emitimos opiniões sem realmente conhecer o assunto, apenas passando para frente, como se fosse realmente nossa, o que escutamos ou lemos, por mais absurda que pareça.

Lembre-se que, a imagem que se forma de uma pessoa, é construída a partir do que se tem. E se vemos isso, a projeção não deve ser das melhores.

As mídias sociais devem ser usadas a favor de suas carreiras, não contra. Óbvio que, se você é mestre cervejeiro e trabalha com harmonizações, é natural que em sua página tenha muitas fotos de cervejas…mas se por outro lado você tem um cargo de confiança dentro de uma importante organização que nada tem haver com cervejas, postar constantemente fotos bebendo não é de bom tom, concorda?

Para mim o segredo é a dosagem. Para cada conteúdo polêmico (digamos assim), tenha uns 10 mais sérios. A sua página é o seu cartão de visitas e seu post, seu currículo. Sua carreira vai agradecer.

Fidelizar para crescer

A fidelização dos clientes depende das aplicações das soluções proporcionada por um trabalho sério de CRM (sigla em inglês para gestão especial de clientes). Inclusive a Microsoft está “internacionalizando” seu software de CRM para 32 países (antes era restrito aos Estados Unidos), o que facilita, e muito, quem utiliza o sistema Windows, pois contará com atualizações online.

O mais interessante é que as empresa de tamanho médio, sabem disso, mas não utilizam essa ferramenta.

Segundo recente pesquisa, somente 1 entre 4 empresas medianas dispõem de algum tipo de software específico para esse importante trabalho, que é de administrar e analisar os dados dos clientes. Isso é fundamental para saber que atitude tomar não só nos momentos de crises, ou campanhas de vendas desesperadas, mas também no futuro da empresa. Ou seja, faz parte, ou pelo menos deveria fazer, de seu planejamento.

O problema é que essas empresas ligam a palavra CRM com altos gastos, como adquirir softwares por exemplo, e pouca aceitação por parte dos funcionários, por ter o trabalho de conseguir recolher esses dados dos clientes, e assim, descartam essa importante ferramenta.

Esse trabalho é necessário dentro das empresas atuais, mesmo que seja uma simples planilha do Excel. Isto é fato. Hoje, são encontrados muitos modelos e exemplos de graça na internet. Pode não ser muito completo, mas já é um começo. Mas antes, é necessário conhecer os pontos fracos da empresa, assim não se surpreenderá com o feedback dos clientes e principalmente, saberá o motivo das respostas, proporcionando assim, um retorno concreto e planejando soluções.

Pesquise no mercado os preços dessa importante ferramenta, e verá que há várias opções e faixas de preço, e o retorno será satisfatório.

Armadilhas do próprio negócio

Vemos cada vez mais negócios abrindo e, infelizmente fechando, numa velocidade acelerada. Dados fornecidos por empresas sérias citam que 1/3 das microempresas fecham as portas antes mesmo de completarem 1 ano de vida. Por traz das fachadas, existem pessoas em busca de um sonho, ou de uma satisfação pessoal. Mas a grande maioria, para tentar simplesmente sobreviver nestes tempos de crise onde não sabemos o dia de amanhã.

Fundamental para quem pensa em abrir, ou recém abriu seu próprio comercio, é não achar que agora você esta livre de patrão e que quem faz o horário é você. Muitos sentem uma falsa sensação de liberdade. Pelo contrário, dependendo do ramo que escolher, muitas vezes os clientes (leia-se “patrões”), serão mais exigentes. Além claro, do fato que você, ou seu sucesso, dependerá exclusivamente deles.

Outro fato importante é oferecer algo, ou serviço, de modo completamente inovador, diferente do que já existe disponível em grande quantidade no mercado. Mas não basta somente a ideia. A grande maioria esquece que, junto dela, vem um pacote extenso, chamado planejamento. Como apresentar este produto, como lançar, como divulgar, como trabalhar, como fazer com que meus clientes comprem e usem esta ideia de modo correto, sendo que, se for uma inovação, ninguém terá testado antes, somente você. E talvez, mais difícil do que criar algo novo, seja como trabalha-lo de uma maneira geral. Muitas ideias geniais se perderam no caminho apresentação-consumidor.

E nunca se esqueça: estamos no Brasil, e além de todas as dificuldades naturais existentes, há mais uma chamada burocracia. Faça as coisas conforme a lei, nem que isso demore muito tempo. E vai demorar. Esteja preparado e planejado, pois muitos acham que não devem se preocupar com isso, ou que apenas “faz parte”. Aí que ocorre o erro, e daqueles 1/3 que fecham as portas antes de um ano, citado acima, garanto que a grande maioria, nem tinham resolvido a parte burocrática legalmente ainda…

Transformando ideias em dinheiro

Atualmente, a inovação é fundamental para a sobrevivência das empresas. Quem fica parado, achando que em time que está ganhando não se mexe, o bonde passa por cima, como já diria minha avó.

O segredo é buscar a inovação todos os dias, tanto em relação aos produtos que você oferece, como em serviços que você entrega. Isto serve também no âmbito profissional e claro, pessoal. O segredo é reinventar-se diariamente, e este é justamente um dos desafios do marketing, onde este, através do marketing pessoal, pode lhe proporcionar algumas soluções.

Citarei uma frase que gosto muito, de W. Chan Kim (professor de estratégia e gestão internacional da cadeira “Boston Consulting Group Bruce D. Henderson” do INSEAD, na França) em seu famoso e excelente livro “A Estratégia do Oceano Azul”, publicado em 2005, onde escreve: “Não basta ter uma grande idéia, é preciso descobrir como ganhar dinheiro com ela”.

Frase simples, mas que descreve bem a função do marketing atualmente. Muitas invenções, muitas ideias novas, mas que não são divulgadas ou trabalhadas como deveriam ser. O computador pessoal, ou o videocassete, por exemplo, foram criadas por empresas desconhecidas, que fecharam suas portas antes mesmo dos produtos tornarem-se um sucesso.

Mas, esses produtos têm suas criações atribuídas a empresas que os popularizaram, sabendo explorar o potencial dos produtos e utilizando o marketing a seu favor, ganhando dinheiro e fama a custas de invenções alheias.

Claro que depende-se de uma excelente ideia, mas tê-la somente, e não saber o que, ou como fazer para divulga-la da maneira correta e para o publico certo, de nada adianta. Muitas vezes, o que se gasta não só materialmente, mas também fisicamente, não vale a pena.

Qualidades de um líder

Nos dias atuais, já é muito difícil ter estabilidade e manter-se no emprego, imagine então, ser promovido a um cargo de liderança. Mas caso venha a acontecer, por mérito e trabalho, estar preparado é fundamental, sendo que a liderança requer, a cima de tudo, muito mais trabalho e dedicação.

Abaixo, listamos algumas valiosas dicas rápidas, porém, que devem ser entendidas e evoluídas, para uma realidade específica.

1 – Respire fundo: ou seja, não tome decisões de uma hora para outra, de cabeça quente, no calor do momento, ou para demonstrar sua posição, quem é que manda.

2 – Valorize seus funcionários: afinal, eles “fazem” a empresa. Para ser líder, necessariamente tem que haver “seguidores”. E estes, se não sentirem-se importantes, parte do projeto, e valorizados, não há motivos para te seguirem. Invista nas pessoas, tenha uma equipe afiada com o que propõe.

3 – Sintonia: raros conseguem ter uma equipe onde funcionários e diretoria trabalham na mesma batida. Entenda onde está o limite. Seus e dos funcionários.

4 – Prepare-se: estude, seja curioso. Conheça realmente onde atua, e saiba de tudo que o cerca. Não fique com dúvidas, ou demonstre incertezas, afinal, você esta lá para evitar isto.

5 – saiba ouvir e cobrar: sabendo ouvir, você saberá o que, e como cobrar. Ouvir talvez seja uma das mais importantes qualidades de um grande líder. A cobrança por sua vez, é papel do líder, mas saber como fazer é o que faz toda a diferença.

Antes de abrir um negócio próprio

Em tempos de crise, há um aumento significativo na procura por franquias ou informações para abertura do tão sonhado negócio próprio.

Procuramos o local, escolhemos o nome, layout, avisamos os amigos, escolhemos os produtos e, tudo pronto. Mas muitos, ou melhor, a esmagadora maioria, não faz o básico, o principal, que pode ajudar a proteger seu investimento conquistado com trabalho árduo.

Estamos falando de uma ferramenta de marketing chamada pesquisa de mercado. Conhecida também como pesquisa de marketing, ela serve basicamente, para a orientação do rumo que tomará seu negócio, evitando assim, custos desnecessários ou na pior das hipóteses, a perda do capital investido.

Muitos não fazem nenhum tipo de pesquisa antes de abrir seu comercio, pois acham o investimento caro, preferindo tocar o barco assim mesmo. Alguns (raros) conseguem êxito, mas a grande maioria fecham as portas antes de completarem 5 anos, segundo dados do SEBRAE.

Com a pesquisa, pode-se tentar evitar este destino comum, sendo que ela é a ferramenta mais confiável para a obtenção de informações pertinentes e realmente importantes sobre o seu mercado de atuação.

Ele permite uma análise sobre seus possíveis consumidores, quais são e qual a estrutura das empresas concorrentes, enfim, trazem todas as informações necessárias para o planejamento, com calma, estando preparado para as dificuldades, que, com certeza, aparecerão.

Principalmente para quem não é do ramo, ou nunca trabalhou com os produtos que pretendem vender, como é o caso da maioria das pessoas que adquirem uma franquia, esta ferramenta de marketing ajudará a conhecer as vantagens e desvantagens do mercado, e o custo, no fim das contas, valerá a pena.

Qualidade de Vida

O stress e a qualidade de vida são assuntos constantes nestes tempos de crise. Óbvio que quanto mais pessoas desempregadas, ou com medo de perder o sustento existem, mais a pressão e o desgaste sentimos.

Na internet, achamos coisas interessantes, mas as vezes, infelizmente não vem com fonte e não podemos confiar.

Neste caso específico, não vi motivo em não compartilhar este texto, pois no mínimo, nos ajuda a pensar. Não tem o nome do “suposto” palestrante, mas se alguém souber, será muito bem vindo:

Em uma conferência, ao explicar para a platéia a forma de controlar o estresse, o palestrante levantou um copo com água e perguntou:

-“Qual o peso deste copo d’água? ”

As respostas variaram de 250g a 700g.

O palestrante, então, disse:

– “O peso real não importa. Isso depende de por quanto tempo você segurar o copo levantado”.

“Se o copo for mantido levantado durante um minuto, isso não é um problema.. Se eu mantenho ele levantado por uma hora, eu vou acabar com dor no braço. Mas se eu ficar segurando um dia inteiro, provavelmente eu vou ter cãibras dolorosas e vocês terão de chamar uma ambulância.”

E ele continuou:

– “E isso acontece também com o estresse e a forma como controlamos o estresse. Se você carrega tua carga por longos períodos, ou o tempo todo, cedo ou tarde a carga vai começar a ficar incrivelmente pesada e, finalmente, você não será mais capaz de carregá-la.”

“Para que o copo de água não fique pesado, você precisa colocá-lo sobre alguma coisa de vez em quando e descansar antes de pegá-lo novamente. Com nossa carga acontece o mesmo. Quando estamos refrescados e descansados nós podemos novamente transportar nossa carga.”

Em seguida, ele distribuiu um folheto contendo algumas formas de administrar as cargas da vida, que eram:

1 * Aceite que há dias em que você é o pombo e outros em que você é a estátua.
2 * Mantenha sempre tuas palavras leves e doces pois pode acontecer de você precisar engolir todas elas.
3 * Só leia coisas que faça você se sentir bem e ter a aparência boa de quem está bem, caso você morra durante a leitura.
4 * Dirija com cuidado. Não só os carros apresentam defeitos e têm recall do fabricante.
5 * Se não puder ser gentil, pelo menos tenha a decência de ser vago.
6 * Se você emprestar $200 para alguém e nunca mais ver essa pessoa, provavelmente valeu a pena pagar esse preço para se livrar dessa má pessoa.
7 * Pode ser que o único propósito da tua vida seja servir de exemplo para os outros.
8 * Nunca compre um carro que você não possa manter.
9 * Quando você tenta pular obstáculos lembre que está com os dois pés no ar e sem nenhum apoio.
10 * Ninguém se importa se você consegue dançar bem. Para participar e se divertir no baile, levante e dance, pronto.
11 * Uma vez que a minhoca madrugadora é a que é devorada pelo pássaro, durma até mais tarde sempre que puder.
12 * Lembre que é o segundo rato que come o queijo – o primeiro fica preso na ratoeira. Saiba esperar.
13 * Lembre, também, que sempre tem queijo grátis nas ratoeiras.
14 * Quando tudo parece estar vindo na tua direção, provavelmente você está no lado errado da estrada.
15 * Aniversários são bons para você. Quanto mais você tem, mais tempo você vive.
16 * Alguns erros são divertidos demais para serem cometidos só uma vez.
17 * Podemos aprender muito com uma caixa de lápis de cor. Alguns têm pontas aguçadas, alguns têm formas bonitas e alguns são sem graça. Alguns têm nomes estranhos e todos são de cores diferentes, mas todos são lápis e precisam viver na mesma caixa.
18 * Não perca tempo odiando alguém, remoendo ofensas e pensando em vingança. Enquanto você faz isso a pessoa está vivendo bem feliz e você é quem se sente mal e tem o gosto amargo na boca.
19 * Quanto mais alta é a montanha mais difícil é a escalada. Poucos conseguem chegar ao topo, mas são eles que admiram a paisagem do alto e fazem as fotos que você admira dizendo “queria ter estado lá”.
20 * Uma pessoa realmente feliz é aquela que segue devagar pela estrada da vida, desfrutando o cenário, parando nos pontos mais interessantes e descobrindo atalhos para lugares maravilhosos que poucos conhecem.

“Portanto, antes de voltarem para casa, depositem sua carga de trabalho/vida no chão. Não carreguem para casa. Vocês podem voltar a pegá-la amanhã. Com tranquilidade.”

Empresas x profissionais: quem esta errado?

Sempre leio artigos sobre a importância das pessoas nas organizações empresariais, tirando o fato de que, óbvio, sem elas a maquina não gira. Alguns chegam a dizer que não são mais descartáveis como eram entes. Pontos como a individualidade e a qualificação, são exaustivamente abordados em entrevistas.

Você com certeza já se sentiu um estranho no ninho. Em algum momento da sua vida, seja por escolhas suas, ou por obrigação. Quando você escolhe, é mais fácil pegar o boné e partir para outra. Uns conselhos aqui, uma conversa com amigos lá, uma cervejinha acolá e, pronto. Mas e quando este sentimento vem no seu trabalho? Convenhamos que não há muita vaga para seu boné.

Este é o motivo da risadinha amarela nas rodas de piadas sem graças. O ser aceito, mesmo que não seja você. A inclusão. Exclusão esta que talvez, seja causada pela própria empresa. Os selecionadores tem uma ideia do que seja bom para eles, mas e a individualidade citada no primeiro parágrafo? Vejo muitos aconselhando em fazer um bom currículo. Para mim, pouco importa o layout, e sim, sua qualificação. Prefiro receber currículos diferentes, do jeito que ache mais apropriado, desde que realmente me diga sobre você. Inclusive de como escolheu o layout. A partir do momento que eu lhe dou dicas de como fazer isso, sutilmente saiu você, e entrou eu.

Estes dias vi o currículo do meu pai guardado numa caixa velha. Aposentado, diz que só quer cuidar das suas orquídeas. Simples, fala somente sobre suas qualificações. O currículo, modelo 1980 e mandado pela última vez em 1997, era simplesmente maravilhoso. Era tudo que eu gostaria de receber. Não tive tempo de reparar em fonte usada, quantidade de tópicos, linhas e demais invenções. Balela. Singelo, era ele ali, preto no branco, e o que ele tinha feito, verdadeiramente feito. Às vezes, é tanto modelo diferente, que o sujeito acaba inventado ou inflando qualificações para achar algo que encaixe naquele tópico.

Se realmente o que vale é a qualificação do profissional, e o retorno que este traz, ou pode oferecer a empresa, por que é analisado se ele é social (com aquelas pessoas), se conta piada ou participa de brincadeiras, que aquele determinado grupo, naquela determinada organização, faz. Trabalhei em empresas que, por algum motivo particular (nem sei se existia um), não fazia questão de frequentar estas rodas, como fazia questão em outras particulares. Sempre educado, entrava na brincadeira, nunca me indispus com ninguém, mas ali não era meu grupo. E fui avaliado e julgado por isso.

Não fui um profissional de outro planeta, por que neste caso, acho que não lhe entregam seu boné, mas também não sou dos piores. Ofereci o que eu conseguia, o meu melhor. Quantos profissionais de outro planeta existem? Estes viram diretores rapidamente, ou montam seu próprio negócio. Num time campeão de futebol, quantos craques existem? Dois ou três?

Aí entra uma forma de suprir isto. A qualificação. Seja qualificado, traga resultados e a empresa fará de tudo para lhe segurar. Ah, então esta aí a fórmula…Opa! Mas quanto? Mais ou menos? Sim, por que seu eu for muito, a vaga não está na minha altura e não sou especialista. Mas eu tenho 4 especializações! Então…sabe de muito.

Converso com muitos amigos que se sentem perdidos, não sabem o que, realmente a empresa quer. Daí surge coisas do tipo QI, vaga fantasma, puxa saco. Esperam este direcionamento de alguém…mas não tem. Ninguém escreve sobre isto, apenas dicas de currículos e como se comportar em entrevistas. Vejo quantidades de pessoas reclamando, com ou sem emprego. Será que são os profissionais apenas os culpados, ou as empresas e seus avaliadores devem adotar outra postura?

Marketing em datas comemorativas

O carnaval mal acabou e já podemos notar a movimentação em torno da Páscoa. São as chamadas “datas comemorativas”, junto com o Natal, dia dos namorados, dia das mães, dia dos pais, dia das crianças, e agora o “dia” mais recente, “Black Friday”. Umas com apelos maiores do que outras, mas fato é que nestas datas, há um aquecimento do mercado e, em época de crise, surgem excelentes oportunidades. A seguir, ideias do que fazer, sem gastar muito, para aproveitar este aquecimento:

1 – Em primeiro lugar, conheça realmente, seu público. Nem comesse a planejar, se você não sabe para quem vai direcionar sua mensagem. Em outras palavras, se seu consumidor é essencialmente homens, não gaste todas as fichas no Dia da Mulher. Ferramentas simples, como o cadastro dos consumidores por exemplo, quando bem pensado e diferente do trivial (somente com nome, endereço, telefone, etc.), fornece informações que devem ser usadas para conhecimento de seu público.

2 – Planeje. Agora sim, prepare-se com antecedência. Fique atento principalmente, com o período antes e depois da data. Pode parecer fácil, mas para quem quer economizar na propaganda, lançar campanhas fora do “timing”, ou seja, com muita antecedência ou muito próxima, fará com que não atinja seus objetivos, e aumente em muito, o gasto planejado. Às vezes, uma boa ideia é pegar carona nas propagandas de concorrentes já existentes, e lançar a sua na hora do “fecha”. Ou seja, o seu segmento já terá sido bem divulgado e despertou o interesse do consumidor, agora faça com que a compra seja na sua loja.

3 – Diferencie-se. Com critério, não invente a roda, mas faça algo diferente. Se não pode competir com propagandas e marketings de alto custo, destaque-se de outra maneira. Lembre-se que datas comemorativas podem ser criadas. Exemplo: meu ramo é esporte no geral (pode ser uma loja, ou um local, um bar, uma fornecedora…). Eu pego a data de um fato importante no esporte, organizo um encontro, ou um cocktail, convido meus consumidores para celebrar, e “aproveito” para mostrar as novidades, promoções e lançamentos. Claro que isso pode ser feitos em datas tradicionais também. O importante é destacar-se.

4 – Ações. O mundo está conectado pela internet. Todos usam. O que faz com que você consiga falar diretamente com seu publico de interesse. Crie paginas no Facebook, mande emails, coloque fotos no Instagram, faça até, páginas do evento/promoção na internet, tudo isso de graça, sem custo nenhum. Pesquise, se informe, e mãos a obra!

O marketing está em todo lugar, inclusive onde não percebemos..

Resolvi escrever este post de uma forma simples, para se ter ideia de onde a  exploração do marketing pode chegar. Citarei o marketing em livros (mas você pode imaginar outros lugares) onde os autores de sucesso recebem constantes assédios de empresas que administram marcas, querendo colocá-las na história de alguma maneira.

Para exemplificar bem, começamos pelo Best Seller que a maioria leu, mas muitos não perceberam o marketing contido no texto. Os livros de Dan Brown por exemplo, um dos autores de maior sucesso atualmente, estão repletos de propagandas. Em seu livro mais proeminente, O Código Da Vinci, são citadas quase 50 marcas, isso porque muitas dessas empresas administradoras reclamam que teria espaço para muito mais.

Por exemplo, celulares e computadores são usados todo momento, mas não são citadas marcas. A Motorola e Dell devem ranger os dentes em pensar. Também são citados hotéis e restaurantes locais, mas imaginem se o autor tivesse citado o Hilton, Holiday In, Burguer King ou Pizza Hut, o quanto não ganharia em dinheiro? Esta é a política da “balança”: já fechou-se a cota, e não passaremos do “aceitável” para não virar balcão de anúncio.

Muitos dizem que o relógio Mickey Mouse foi um erro, sendo que a Disney não precisa desse tipo de propaganda, já tem o necessário. Contudo, pense o que pagaria a Swatch para colocar seu nome no livro. O autor cita também, durante a cobertura de um dos eventos, a BBC, uma organização sem fins lucrativos, mas se fosse citada a CNN, a Fox, Sky..

Os marqueteiros sonham com as aventuras de Robert Langdon em ambientes mais “vendíveis”, como o Hip-Hop e o Rap, ao invés do Vaticano (pouca chance de exploração de marcas), assim poderão encaixar suas marcas mais facilmente.

Este tipo de marketing, ou seja, “escondido” neste caso no enredo de um livro, são os que mais proporcionam retorno, pois tendem a mostrar, ou passam a imagem, que estas marcas fazem parte do nosso cotidiano naturalmente, e são de uso comum, inclusive de um herói, ou personagem extremamente admirado.

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