Marketing político: gato e rato

Do ponto de vista do marketing, é evidente que o partido político que detém o Poder Executivo central, conseqüentemente usando o dinheiro e a influência do Estado, leva enorme vantagem. Não que isso seja fator determinante para a vitória.

Um exemplo: o partido que tem o presidente da república como afiliado é privilegiado, pois dispõem da oportunidade de associar-se a campanhas públicas e sociais, como inaugurações por exemplo. Nenhum outro partido oposicionista é beneficiado por tamanha massa de recursos, tanto orçamentário, quanto em relação à cobertura da mídia.

É justamente aí que entra o marketing político. Para virar essa situação, é necessária muita artimanha, perspicácia e principalmente feeling para saber em que sentido será direcionado sua campanha. Não somente a de seu candidato, mas também a do opositor.

Como assim? Resumidamente, conforme o andamento de sua campanha, você obrigará o marqueteiro contrário a refazer sua estratégia, acabando por fim, sendo o “responsável” pelas duas campanhas, virando o jogo.  Isso não esquecendo que esse jogo pode ter uma reviravolta e você passar a ser o rato, na famosa brincadeira de criança.

Lógico que isso não é simples, esse processo pode durar a campanha inteira, por isso as campanhas custam milhões e paga-se muito bem aos publicitários responsáveis (outros milhões), mas o final vale a pena.

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