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Por julia, em 04-12-2011 - 12h52

O todo poderoso Eike Batista, nosso Barão de São João da Barra, que acaba de lançar um manual, meio estilo autoajuda, para aspirantes a empreendedores, demonstra fôlego de sobra para conquistar ainda muitos outros bilhões em novos investimentos. “Sou um empresário-atleta, vivo uma maratona de negócios. Ainda vou criar muitas empresas de bilhão”, profetiza o dono do porto.
Leia mais sobre a ousadia empresarial do bilionário aqui.
Por julia, em 29-11-2011 - 14h37
Se as pessoas professam uma determinada fé, seguem uma determinada crença, vão pautar suas atitudes de acordo com os dogmas de sua doutrina. Normal. O que as pessoas não podem fazer é querer que toda a sociedade adote comportamentos morais estabelecidos por setores religiosos majoritários de um país. Por isso a conquista da laicidade do nosso Estado, na prática já tão fragilizada, deve ser fortemente defendida. Por isso a preocupação com a crescente interferência do modo de vida cristão no Estado brasileiro.
É preciso saber separar as coisas. Mas a famosa bancada religiosa no Congresso Nacional — aliás, um contrassenso à laicidade — não dá nenhum sinal de que vá recuar na sua tentativa de impor manuais de conduta a todos os cidadãos. Ao contrário, parece disposta a avançar ainda mais na contramão dos mais caros valores da democracia, que pregam a garantia dos direitos de todos, não de uma maioria.
A mesma bancada, que ficou irritadíssima com a recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a união civil de homossexuais, agora quer ir ainda mais longe: há pouco mais de um mês o deputado federal João Campos (PSDB-GO) apresentou na Câmara dos Deputados uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para conceder às “associações religiosas” o direito de propor ações de inconstitucionalidade e constitucionalidade a leis ou atos normativos.
Isso significa que qualquer iniciativa que vise assegurar direitos a determinados grupos da sociedade, mas que não se encaixe no modelo cristão de comportamento, pode ser barrado pelas igrejas, mas apenas por aquelas, obviamente, que detenham o maior número de representantes no legislativo federal.
Ora, o Brasil é um país majoritariamente cristão porque foi colonizado por uma cultura cristã, especificamente a católica de Portugal. E recentemente as várias denominações evangélicas vão conquistando um impressionante espaço, fenômeno que ocorre em alguns lugares do mundo. O que quer dizer que são os católicos e evangélicos que vão dizer como todos nós devemos agir.
A PEC 99/11, apelidada com razão de PEC da Teocracia pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), caso aprovada representará um golpe duro no Estado Democrático de Direito. Vai servir para coroar de êxito uma série de tentativas de controle do Estado com base em dogmas religiosos. E isso só tem um nome: fundamentalismo.
Denunciar o perigo que representa a PEC 99/11 é defender a democracia. Estado e religião não podem coincidir interesses. Isso já aconteceu no passado e a experiência foi desastrosa.
Por julia, em 28-11-2011 - 17h17
Daqui a pouco tem sessão na Câmara de São João da Barra. Hoje o vereador Carlos Machado da Silva, o Kaká (PTdoB), apresenta emenda modificativa ao orçamento do ano que vem para propor subvenção à Associação Sanjoanense de Proteção aos Animais (Aspa). A entidade existe há 10 anos e nunca recebeu recursos públicos. Sobrevive da ajuda de voluntários.
Presidida pela contadora Lia Márcia Soares, a Aspa não possui sede própria. São as pessoas da diretoria que abrigam muitos animais em suas próprias casas. Mas em São João da Barra, tanto na cidade quanto nos distritos, é tão grande o número de animais abandonados nas ruas que fica impossível dar conta de toda a demanda.
Por julia, em 25-11-2011 - 16h15
O climinha paz e amor de fim de ano tem hora que irrita. É a alta temporada das correntes e chantagens emocionais. Claro que a solidariedade torna o mundo melhor e não é o caso de desmerecer campanhas sérias nem iniciativas individuais verdadeiramente altruístas. Mas, na boa, tem um monte de gente hipócrita que passa o ano todo furando fila, pedindo vantagem, sonegando imposto, votando em corrupto por interesse próprio, dando jeitinho em tudo, que agora posa de santo-generoso-papai-noel.
É gente assim que arrebenta com a igualdade de oportunidades e, por consequência, fomenta a desigualdade social. E então, vai chegando o Natal, cria discursos comoventes de amor ao próximo e enche a boca para expressar sua pena pelos pobres, para falar de caridade, em um tom que quase chega a depreciar a condição alheia. Não entende, ou finge não entender, que a proporção é lógica: se as pessoas agem de forma socialmente responsável conseguem contribuir para minimizar as necessidades materiais de outras pessoas.
Doações de alimentos, brinquedos, roupas e tantas outras possibilidades são válidas sim. E se o momento é de dar um up nesta prática, por um hábito cultural, então está valendo. Mas as pessoas podem fazer ainda melhor a sua parte em defesa de uma sociedade mais justa se adotarem posturas cidadãs em relação às suas próprias atitudes coletivas. Não passar por cima dos direitos dos outros para conseguir o que se quer já é um bom começo. No mais é respeito, consciência, justiça, honestidade, responsabilidade e muita, muita educação. São esses os valores que não podem faltar no saco do Papai Noel. O resto é complemento.
Por julia, em 19-11-2011 - 14h36

Os indicadores de renda apontados pelo Censo 2010 mostram que São João da Barra apresenta o pior resultado, entre os produtores de petróleo, no total da soma dos grupos sem renda e com renda de até dois salários mínimos, conforme gráfico acima.
A radiografia completa do perfil da renda nos municípios da região está no Economia do Norte Fluminense, de Alcimar Chagas Ribeiro.
Por julia, em 15-11-2011 - 22h48
A Câmara de São João da Barra promove nesta sexta-feira, em parceria com a Alerj, capacitação profissional com o tema “Improbidade administrativa, responsabilidade administrativa, civil e penal dos agentes públicos”. O evento acontece das 9h às 18h no plenário da Câmara e é destinado a vereadores e servidores do executivo e do legislativo. São 60 vagas.
A inscrição é gratuita e o interessado deve mandar email até esta quarta-feira para a Escola do Legislativo do Rio de Janeiro (Elerj) — escola.camara@alerj.rj.gov.br — com as seguintes informações: nome, local de trabalho, lotação/setor, matrícula, função, telefones, endereço, filiação, RG, CPF, data de nascimento, naturalidade e nível de escolaridade.
A capacitação será ministrada pelo professor Reginaldo Linhares, graduado em Engenharia e Direito e mestre em Organização e Acesso ao Judiciário pela UBM. Ele ministra aulas nas áreas de Processo Civil, Processo Penal, Direito Penal e Direito Civil, Direito Administrativo e Constitucional.
Mais informações na Câmara de São João da Barra pelo telefone (22) 2741-1301 ou através do email assessoria@camarasjb.rj.gov.br.
Fonte: Ascom/Câmara Municipal de São João da Barra
Por julia, em 10-11-2011 - 12h29
Não chegou a São João da Barra nenhum dos 12 ônibus prometidos pela organização da manifestação em defesa dos royalties, liderada pelo governador Sérgio Cabral, que acontece daqui a pouco no Rio. A prefeita Carla Machado, que também iria de ônibus, levou a turma para almoçar em um restaurante da cidade.
Em Campos os ônibus apareceram, mas em número bem menor do que o prometido.
A notícia está no Portal OZK.
Atualização às 15h12: Depois de muita espera, sete ônibus apareceram e seguiram para o Rio, com cerca de 400 sanjoanenses no total. A previsão é que cheguem às 18h na capital. A manifestação está marcada para a partir das 15h.
Por julia, em 08-11-2011 - 23h27

Os números apresentados na pesquisa encomendada pela prefeita Carla Machado ao GPP, divulgados no blog do Esdras, significam, para o ex-prefeito Betinho Dauaire, um indicativo importante de que a oposição caminha para a vitória em 2012.
— A máquina do governo é uma máquina gigante, cara, e aparecer à frente e tecnicamente empatado nos diferentes cenários da pesquisa significa muita coisa neste momento em que o quadro vai se desenhando e mostra um expressivo potencial de vitória da oposição — disse Betinho.
Na pesquisa, quando aparecem os nomes de Betinho, Neco, Alexandre Rosa, Aluízio Siqueira e Gersinho, quem lidera é o ex-prefeito, com 27,8%, seguido de Neco, com 21%. Nos cenários plebiscitários, Neco tem 40,4% e Betinho 38,6% (diferença de 1,8%, portanto empate técnico), Betinho vai a 43,3% confrontado com Aluízio, com 32,4% e tem 41,6% na disputa com Alexandre, que aparece com 34,1%.
A pesquisa, realizada nos dias 29 e 30 de outubro, serviu para definir a chapa Neco/Alexandre, já anunciada, e coloca mais molho no clima pré-eleitoral do município, que deverá viver uma das mais disputadas eleições dos últimos tempos.
Vale observar que quando a disputa é com Neco, Betinho salta de 27.8% para 38.6%. Neco, por sua vez, perde intenções de voto quando é feita a soma de todos os candidatos.
Os percentuais de indecisos e nulos também merecem atenção em uma análise do que apontam os números. No cenário em que aparecem todos os candidatos, inclusive, a soma dos dois percentuais ultrapassa as intenções de voto para Neco.
Por julia, em 06-11-2011 - 16h22

Estive ontem à noite no Cine Teatro São João para conferir o espetáculo de dança “3 pontos…”, da premiada companhia carioca Focus, que já encantou plateias na França e Alemanha. Simplesmente extraordinário. Um presente e tanto para São João da Barra. E de grátis. O município entrou no Circuito Estadual das Artes e quem banca tudo é o governo estadual. A Prefeitura só cede o espaço, som e luz e às vezes entra com mais algum apoio. E a entrada é franca. Pena que havia pouco mais de 30 pessoas na plateia, sem contar uma galerinha que fica de burburinho ou então checando o facebook no celular. Não é por nada não, mas não dá para fazer isso em casa ou no banquinho da praça? Não curte, não entende, não alcança, então não atrapalha.
Bom, mas essa história da educação do público rende outro capítulo, que deve incluir o recente episódio também no Cine Teatro, também pelo Circuito Estadual, em que o ator interrompeu o monólogo para pedir que a plateia se comportasse. Uma vergonha. Por ora, o que me leva a abordar o assunto é o Cine Teatro em si, que ficou fechado quatro meses para reforma, mas ainda está longe de ser a casa de espetáculos dos sonhos dos amantes de arte na cidade.
Aí já é possível prever o discurso rouco dos fanáticos partidários defensores cegos do governo para dizer que pelo menos agora tem teatro, que antes não tinha e blá blá blá. Primeiro, que essa história de pode ter de qualquer jeito desde que tenha é um argumento que beira o ridículo, segundo, que as coisas acontecem no tempo em que têm que acontecer. Quem acompanha o blog sabe que ele nunca foi usado como trincheira de ataques gratuitos ao governo, muito menos como instrumento para exaltar o governo anterior ao de Carla Machado, no qual trabalhei, apesar de todos que me conhecem saberem do meu posicionamento alinhado com a oposição. Mas é preciso lembrar os fatos como realmente aconteceram. Eu estava lá e presenciei quando o então prefeito Betinho Dauaire, reunido com o grupo de teatro Nós na Rua, perguntou sobre construir ou reformar um espaço e ouviu como resposta que ainda não era o momento, que era hora de fortalecer o projeto de levar teatro à rua e então foi decidido pela verba de subvenção ao grupo. Esse esclarecimento — desculpem, porque normalmente não faço isso — é só para eu não ter que ficar perdendo tempo com a moderação de comentários tolos.
Mas vamos ao Cine Teatro. A ideia do espaço foi um ponto e tanto do governo. O prédio é lindo e tem toda uma simbologia que contribui para valorizar e resgatar nossa cultura. Mas a gente quer mais, né? E a gente tem dinheiro e pode. Então, o que justifica manter um prédio que nem é tão grande fechado por 120 dias para reabrir faltando um tanto de coisas? O telhado foi recuperado e as goteiras não vão mais estragar a festa, a fiação também foi cuidada e é provável que não se repita o incidente das faíscas com casa cheia e, claro, está tudo pintadinho. Mas o carpete está um horror, as portas das saídas de emergência continuam inapropriadas e, mesmo não sendo especialista em produção artística, e eu não sou, dá para perceber que a iluminação não está legal, que falta a campainha, uma porta separando o foyer do teatro, o lanterninha, um monte de coisinhas.
Aliás, não sei se foi impressão minha, mas tive a sensação de ver pouca gente na retaguarda. O prédio estava um brinco ontem, os banheiros limpíssimos — sinal de que quem trabalha ali trabalha mesmo —, galera da recepção alinhada e muito cordial, mas era a turma do faz-tudo. Posso estar dizendo bobagem, mas acho que é preciso mais gente.
Moral da história: os desafios são tornar a casa viva fomentando a cultura, formando plateias, ensinando arte, ensinando especialmente a apreciar a arte e fazer do Cine Teatro um espaço realmente adequado, que faça jus à riqueza cultural de São João da Barra. Então, se o governo deixa por fazer e tem mais com o que se preocupar, como a educação e a saúde do município que vão mal das pernas, por exemplo, por que não transferir a responsabilidade? Por que não deixar que o Nós na Rua, único grupo de teatro formalizado no município, passe a gerenciar o Cine Teatro? Vai dar mais atenção, atrair com certeza mais espetáculos, mais público e organizar melhor o espaço. Que tal?
Por julia, em 03-11-2011 - 11h29
Dirigir com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas é crime, sujeito à detenção, mesmo que o motorista não provoque risco a outras pessoas. O entendimento está em decisão da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reafirmou, em setembro deste ano, a validade da lei que tornou crime, em 2008, dirigir alcoolizado.
Leia a notícia completa aqui.
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