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Ponto Final — Rosinha fora da prefeitura e Edson foge da Câmara

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“Interesses particulares”
Enquanto o “prefeito de fato” Anthony Garotinho (PR) se recupera de um cateterismo na prisão domiciliar em um apartamento no Flamengo, no Rio, a sua esposa e prefeita de Campos Rosinha pediu licença de três dias para “tratar de interesses particulares”. Mas, fica a dúvida: Quem estava administrando Campos durante esse conturbado período pessoal e político da prefeita? Ela estaria fora do município, segundo informações extraoficiais há 20 dias, dedicando os últimos deles ao seu marido, inclusive tentando evitar a conturbada transferência do mesmo para Bangu.

Chicão na transição?
Com a licença oficial de Rosinha, quem assume é o vice Dr. Chicão (PR), que não tem tido muita evidência na atual gestão depois da derrota, como candidato governista, em primeiro turno para Rafael Diniz (PPS). Chicão assume, mesmo que rapidamente, no momento crucial de transição de governo, inclusive com o pedido feito por Rafael, através do futuro procurador José Paes Neto, para que os rosáceos suspendessem quatro licitações de terceirizações, anunciadas nesta reta final. Uma reunião para tratar sobre o assunto já até aconteceu, mas poucos foram os avanços.

Até quando?
Se a licença oficial de Rosinha se prolongará, só o tempo dirá, mas fato é que a situação da prisão domiciliar de Garotinho ainda se estenderá mais um pouco. Ontem, o habeas corpus do ex-secretário de Governo não entrou na pauta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a assessoria de imprensa de lá enviou nota informando que “não tem previsão para entrar em julgamento”.

No domicílio
Na decisão que deferiu a transferência de Garotinho de Bangu para o hospital particular (Quinta D’Or), dia 18, a ministra Luciana Lóssio afirmou que o julgamento do mérito do habeas corpus pelo plenário seria nesta semana. Enquanto, não sai a decisão, Garotinho segue em “seu domicílio”, como determinou também a ministra, com quem o próprio ex-governador revelou em grampos telefônicos, autorizados pela Justiça, ter contato.

Fim de carreira
Como esta coluna mostrou ontem, o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista, continua tendo uma postura subserviente a quem ele chama de “comandante”. Ao invés de ouvir vereadores, Edson ouviu vaias dos que acompanhavam a sessão e esperava um posicionamento da Câmara sobre todo esse momento nebuloso vivido com o “escandaloso esquema” de compra de voto com uso do Cheque Cidadão. Como mostra reportagem na página anterior, Edson encerrou a sessão alegando não ter pauta, mesmo com quórum suficiente. Ao tentar blindar o seu “comandante” Garotinho, Edson tem dado um questionável fim à sua carreira política.

Ato no Fórum
E ainda dentro de toda polêmica que envolve o “escandaloso esquema”, a associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), vai promover um ato de desagravo ao juiz Glaucenir de Oliveira no Fórum de Campos, em 6 de dezembro, às 14h. A associação considera que o magistrado está sendo alvo de acusações infundadas e exerceu sua função de acordo com a lei na prisão de Garotinho, em atuação isenta e firme. Por conta de outra situação, o ato também vai ser em defesa da juíza Paloma Rocha, que, segundo a Amaerj, foi desacatada em audiência no 2º Juizado Especial Cível, por dois advogados.

Parcerias para mudar
Enquanto um governo se despede da pior forma possível, o que se iniciará em 2017 tem feito de tudo para justificar a sua vitória ainda no primeiro turno. O eleito Rafael Diniz tem participado de encontros importantes, como na Firjan, para discutir a geração de empregos; no 8º BPM, para buscar parcerias no combate à crescente criminalidade; e ainda na Defensoria Pública em Campos, onde ao lado do advogado José Paes Neto, futuro procurador geral do município, discutiu com defensores “a implementação da Câmara Técnica, que vai ajudar a reduzir o número de processos na área da Saúde e dar mais efetividade às demandas da população no que diz respeito a medicamentos e leite especial, por exemplo”.

Ponto Final — Comandante também da Câmara?

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Extensão da Prefeitura?
Presidida por Edson Batista (PTB) e com maioria governista, a Câmara de Campos acumula, nos últimos anos, episódios que colocaram em xeque o verdadeiro papel do Legislativo. Apontada diversas vezes por oposicionistas como uma extensão da Prefeitura e dos desmandos do “prefeito de fato” Anthony Garotinho (PR), o presidente da Casa, perto de se aposentar na política, deu mais um exemplo disso.

Câmara omissa
Após três semanas sem a realização de sessão plenária, a Câmara abriu as portas para o povo acompanhar os trabalhos. Quem foi esperando debate acirrado ficou frustrado. O presidente da Casa, Edson Batista, não abriu oportunidade de debate, principalmente político, mesmo quando todos os holofotes estão voltados para Campos com o escândalo do “Chequinho”, onde o próprio Edson aparece em grampos telefônicos chamando Garotinho, que foi preso como chefe, de “comandante”.

Mandado por Garotinho
Escutas telefônicas mostram ainda que o presidente Edson procurou Garotinho ao saber que seria notificado para assumir a Prefeitura devido à cassação de Rosinha Garotinho (PR) e Dr. Chicão (PR) pelo Tribunal Regional Eleitoral. Após pedir orientação do líder do grupo político, Batista convocou uma coletiva de imprensa e não tomou posse, contrariando a decisão da Corte Eleitoral fluminense, que pede a condenação dele por desobediência.

De fiel a Fidel
A figura de Edson como fiel escudeiro de Garotinho nunca foi escondida, nem por ele mesmo. Até pensou em ser o nome indicado pelo ex-governador à Prefeitura de Campos, mas “abdicou” não só dessa disputa, mas também de mais um mandato na Câmara. Com Edson, Garotinho protagonizou defesas do atual governo na tribuna da Câmara, sem que vereadores pudessem rebatê-lo, como deveriam. Foi também decisão do presidente não convocar concursados, apesar de ordem judicial. Vale ressaltar que entre os aprovados, talvez tivessem pessoas que não ditam a cartilha rosácea. E por que não se orgulhar de ser chamado de Fidel Castro?

Não aprendeu?
Mas agora, quando poderia encerrar a sua carreira política de forma diferente, mais uma vez Edson repete o erro que deu ao seu grupo uma derrota nas urnas. Na tarde da última segunda, a assessoria do presidente da Câmara até informou que as sessões dessa terça e hoje aconteceriam normalmente, às 17h. Não mentiu até agora, isso porque no normalmente de Edson também constam corte do debate e da palavra livre dos vereadores, especialmente os de oposição.

Momento nebuloso
O vereador Marcão Gomes (Rede) já havia externado a sua decepção de que “neste momento nebuloso pelo qual passa a administração de Campos, quando está sendo apresentado à sociedade o maior e escandaloso esquema de compra de votos, apenas o Legislativo ainda não tenha se posicionado”. Quatro vereadores em exercício chegaram a ser presos na “Operação Chequinho”: Ozéias (PSDB), Thiago Virgílio (PTC), Kellinho (PR) e Miguelito (PSL), todos reeleitos.

No “esquema”
Além dos vereadores presos, a Câmara ainda tem outros investigados na atual gestão e novatos que podem chegar a não assumir, já que Justiça tem julgado os envolvidos no “escandaloso esquema”. Surpreendente, inclusive, foi a presença do vereador eleito Vinícius Madureira (PRP) na audiência de ontem, levando-se em consideração a ausência dos demais rosáceos investigados nos julgamentos.

Renovação
O que resta agora é apostar no novo e torcer para que haja de fato uma limpeza na próxima legislatura. Acompanhar a eleição para a nova mesa diretora e esperar uma relação bem diferente entre os poderes. Acabar co m a submissão e trabalhar com cooperação. A esperança é a de que o futuro prefeito, o também vereador Rafael Diniz (PPS), não trate os eleitos de 2017 como muita vezes foi tratado, mas com isso ele já se comprometeu.

Ponto Final — Quanto mais mexe, mais fede

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Só piora
O ditado popular de quanto mais mexe, mais fede não é surpresa quando se trata das investigações do “escandaloso esquema” de compra de voto com o uso do Cheque Cidadão. Grampos feitos com autorização da Justiça têm confirmado o que muitos já desconfiavam sobre a forma de Anthony Garotinho (PR) fazer política, vista por muitos como suja. Recorrer a instâncias superiores para tentar mudar os rumos da investigação, que o prendeu, tem deixado de ser uma desconfiança para se tornar cada vez mais certa, como revela ligações telefônicas interceptadas.

Deu no Fantástico
Além de uma gravação revelando, segundo investigadores, uma manobra do ex-governador para obstruir os trabalhos da Polícia Federal e do Ministério Público, na qual Garotinho buscava contato com o novo corregedor da PF no Rio, outras duas conversas interceptadas e reveladas pelo Fantástico, da Globo, mostra o interesse do ex-governador também por um contato de sua defesa com uma velha conhecida, a ministra Luciana Lóssio do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a mesma que o liberou de Bangu para um hospital particular, concedendo inclusive prisão domiciliar. No áudio, o próprio Garotinho afirma ter contato com a ministra.

Se antecipou
As tentativas de descredibilização das autoridades que têm atuado no combate ao “escandaloso esquema” são marcas do grupo garotista não só nestas investigações. Ciente disso, o juiz da 100ª Zona Eleitoral, Glaucenir Silva de Oliveira, se antecipou ao ataques agora sofridos. Quando determinou a prisão de Garotinho, ele fez questão de utilizar uma postagem feita no blog do próprio ex-governador, na qual o mesmo ressalta como benéfica a atuação de Glaucenir no lugar de Ralph, que está de férias. Garotinho destacou que o magistrado não tem qualquer ligação com grupo político.

Mirou
Mas bastou a prisão e a Procuradoria Regional Eleitoral no Rio de Janeiro requerer à Polícia Federal que instaure um inquérito para apurar possível tentativa de suborno feita por Garotinho e seu filho Wladimir Matheus, buscando evitar a prisão de ambos, para que a defesa do ex-governador mirasse também Glaucenir. Além de pedir a prisão de Garotinho também foi o magistrado que determinou a transferência de Garotinho do Hospital Souza Aguiar para Bangu.

Para justificar
Agora, a defesa do ex-governador e de seu filho, representada pelo renomado advogado Fernando Augusto Fernandes, pediu a abertura de inquérito policial para investigar o juiz. A defesa acusa o juiz do cometer o crime de denunciação caluniosa. No comunicado enviado à imprensa a defesa fez questão de listar “episódios polêmicos envolvendo o magistrado, entre eles um de abuso de autoridade contra uma guarda municipal e a ameaça com arma a um empresário dentro de uma boate”. Sem ter como apontar qualquer vinculação política do magistrado, o caminho foi outro.

Para onde vai?
A expectativa agora é para uma possível alta de Garotinho hoje e seu destino. O mais provável é que ele cumpra a prisão domiciliar na sua única “casinha da Lapa”, em Campos, já que o apartamento do Flamengo, no Rio, onde foi preso, estaria em nome da filha de uma funcionária da família. A volta de Garotinho para Campos resultaria também na da prefeita da cidade. A esposa dele, que o exonerou, ontem, da secretaria de Governo, poderia estar mais presente neste momento crucial de transição do seu governo para o eleito Rafael Diniz (PPS).

Transição
Ontem, teve mais uma reunião entre as equipes dos governos. O encontro foi tranquilo, mas com tom preocupante. O futuro procurador do município José Paes Neto, pediu em nome do prefeito eleito, para que os rosáceos suspendessem quatro licitações de terceirizações publicadas recentemente no jornal carioca “Extra”. Outra reunião para tratar especificamente do assunto ficou de acontecer. Antes mesmo da transição começar, o governo Rosinha assinou uma série de contratos e aditivos com prazos que chegam a todo o primeiro ano do governo Rafael Diniz. Um deles vai até 2018.

Ponto Final — Abaixo-assinado digital “Câmara Limpa”

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Pressão na internet
Quando criado, dois dias depois da eleição municipal, o abaixo-assinado digital pedindo uma “Câmara Limpa em Campos dos Goytacazes” foi imediatamente aderido, mas algumas pessoas ainda duvidavam se o que era pedido nele realmente seria capa de acontecer. O documento reivindica, desde o dia 04 de outubro, que a Justiça Eleitoral desse celeridade no julgamento da denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) sobre o que foi classificado como “escandaloso esquema” envolvendo a suposta distribuição do Cheque Cidadão por troca de votos durante a campanha eleitoral.

Ainda no ar
Criado por Natassia Lima Mayerhoffer no site “change.org”, o abaixo-assinado ainda está no ar e até ontem estava bem perto de atingir a sua meta de 7.500 assinaturas, faltando 429. A proposta surgiu quando ainda não se tinha exata noção de tão grande era o esquema e as proporções que ele iria tomar com a Operação “Vale Voto” e seus desdobramentos com a Chequinho I e II, inclusive com prisões de rosáceos feitas pela Polícia Federal.

Começam amanhã
O apelo feito não só por aqueles que tiveram acesso ao documento eletrônico, mas grande parte dos eleitores campistas foi ouvido e amanhã já acontecem as primeiras audiências de instrução e julgamento dos 11 candidatos a vereador denunciados que foram eleitos. Nesta terça, serão julgados os vereadores eleitos Roberto Pinto (PTC) e Ozéias (PSDB). Na sexta, Jorge Rangel (PTB) e Jorge Magal (PSD). Já na semana seguinte acontecerão os julgamentos vereadora eleita e ex-secretária particular de Rosinha, Linda Mara (PTC), Miguelito (PSL), Thiago Virgílio (PTC), Cecília Ribeiro Gomes (PT do B),Vinicius Madureira (PRP), Thiago Ferrugem (PR) e Kellinho (PR).

A polêmica da estátua (I)
Mesmo com o retorno da estátua de Nilo Peçanha ao seu lugar de origem na avenida com o mesmo nome do político, o Ministério Público Estadual, em resposta a uma denúncia do Observatório Social de Campos, instaurou inquérito para apurar a sua retirada. A Folha mostrou na última semana a volta do monumento, inclusive ainda suja. O MPE quer que o Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) explique a razão da retirada.

A polêmica da estátua (II)
De acordo com o presidente do Observatório, o arquiteto Renato Arêas Siqueira, será feita uma complementação da informação ao Ministério Público, dizendo que a estátua retornou sem a limpeza: “Queremos apurações de quanto custou tudo isso, conforme a nossa representação inicial. O retorno da estátua longe de ser um atenuante, é um agravante devido a absolutamente nada ter sido feito, em desacordo com a argumentação que supostamente justificava a retirada”, afirma.

Redação do Enem
A redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2016 seguiu tendência das provas dos últimos anos de tratar temas sociais. O tema deste ano foi “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”. O tema intolerância religiosa também apareceu entre os top 10 da rede social e também criou polêmicas. Muitos usuários citam questões políticas como a influência da bancada evangélica no Congresso Nacional e mesmo a eleição de candidatos no pleito municipal ligados às igrejas evangélicas.

Nos EUA
Ontem, a 48 horas das eleições dos Estados Unidos, a candidata do Partido Democrata, Hillary Clinton, apareceu com cinco pontos percentuais à frente do republicano Donald Trump, segundo pesquisa de intenção de votos divulgada pelo jornal The Washington Post, em parceria com a rede de TV ABC News. A pesquisa veio como um alívio momentâneo à campanha de Hillary Clinton, mas ainda não traz segurança sobre o que vai ocorrer no dia da eleição, marcada para amanhã.

Ponto Final — Complô: governo usa o discurso de sempre

Ponto-final1 (1)Discurso de sempre
Depois da prisão de aliados, a prefeita Rosinha Garotinho (PR) está disposta a convencer a tropa rosácea a sair em defesa da sua gestão. Como seu marido já não convence mais ninguém com discursos de perseguição e muitos absurdos, Rosinha quer tentar provar, o que não conseguiu com seu candidato nas urnas, a eficácia da sua gestão. Aponta um complô para inviabilizar o fim do seu governo e, ainda, que tudo isso é porque ela cuida daqueles que mais precisam.

Algo está errado
A prefeita vem tentando justificar o aumento do número de inscritos no Cheque Cidadão com o fato de ter equilibrado as contas de seu governo ao ponto de poder aceitar mais famílias. Esquece-se de duas coisas: uma, se tantas famílias, ao final de oito anos de mandato, ainda estão em vulnerabilidade social ao ponto de necessitarem de auxílio do governo, algo correu muito errado. Outra: não foi apenas por uma, duas ou mil pessoas. Foram, de acordo com investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Eleitoral (MPE), mais de 18 mil em três meses, às vésperas da eleição. Um número que, se não fosse de alarmar, pelo menos tem que ser de envergonhar.

Não pode esquecer
Quem ouve Rosinha falar que equilibrou as contas do seu governo, de forma alguma deve ignorar as três “vendas do futuro” feitas por ela. A última, há cerca de 100 dias do pleito de outubro, foi de R$ 367 milhões com a Caixa Econômica Federal (CEF) a ser pago até 2026, pelos três próximos governos. A primeira ocorreu em novembro de 2014, quando foi de R$ 304.060.246,84 milhões e pagou R$ 54 milhões de juros, entrando no caixa de Prefeitura R$ 250 milhões. O segundo empréstimo foi em dezembro do ano passado, no valor de R$ 308.791.113,78, ficando para Campos R$ 200,8 milhões.

Não convence mais
Desde as vendas do futuro, o grupo rosáceo vem tentando convencer os campistas que tem feito de tudo para manter a cidade no rumo certo. Agora, o desafio é usar a tática da “livre espontânea pressão”, que não funcionou na eleição, para defender o governo diante das prisões de integrantes do grupo rosáceos investigados no “escandaloso esquema” do Cheque Cidadão. A estratégia começa a rachar o grupo rosáceo.

Está difícil
Nomes ligados ao líder cobram que os rosáceos compartilhem em suas redes sociais a tática agressiva da defesa, que ataca delegado, promotor e juiz. Porém, nessa altura do campeonato, tem muita gente que nem quer pensar em entrar nessa briga. Para completar, muitos nomes que hoje caminham com o grupo nunca gostaram de algumas figuras que estão na mira.

Multa por trote (I)
O Governo do Estado do Rio já sancionou a lei que determina multa para quem aplicar trotes telefônicos em serviços de emergência, como polícia e Corpo de Bombeiros. O valor pode variar de R$ 150 a R$ 2.000. A medida foi publicada no Diário Oficial dessa terça-feira. Os órgãos responsáveis pelos serviços de emergência poderão solicitar às operadoras de telefonia os dados cadastrais referentes às linhas telefônicas utilizadas para os trotes. Caso o número seja residencial, os serviços de telefonia poderão ser bloqueados.

Multa por trote (II)
Além da aplicação de multas, caso haja reincidência do autor do trote, poderá ser realizada uma visita educativa de orientação ao responsável, ou ele mesmo ser obrigado a comparecer a palestras educativas promovidas pelos órgãos do serviço de emergência. A instituição também vai receber os recursos provenientes das multas. Os estados e municípios podem ainda promover ação civil contra o responsável pelo acionamento indevido para receber ressarcimento integral dos recursos despendidos.

(Colaboraram Suzy Monteiro e Alexandre Bastos)

Publicado na edição da Folha deste sábado (16).

Sem limites no esporte

Nos últimos dias, mesmo que sem o destaque merecido, os Jogos Paralímpicos Rio 2016 têm dado exemplos de superação.   Dias desses assistindo a uma das competições pela TV me peguei pensando o quanto é difícil e desafiador o esporte, mas também o quanto é gratificante para um atleta, ainda mais para um paratleta. O caminho até a medalha é árduo e realizador mesmo que ela não venha.  São anos de treino, disciplina e dedicação, que em um paratleta transborda de formas inimagináveis.
Muitas vezes o maior desafio destes atletas não está na sua deficiência física, mas sim na falta de incentivo que não falta só a eles, mas a todos que se dedicam ao esporte. Agora, durante as Paralimpíadas, isso quase não é notado diante das várias medalhas já conquistas, mas como fica o depois? Fica como antes ou vamos acordar de vez? Falo vamos, não só em relação ao poder público, mas também a iniciativa privada e a nós como cidadãos. Claro que as prefeituras, governos dos estados e federal tem por obrigação investir no esporte, mas isso não pode ser encarado pela gente com comodismo ao ponto também de não ser feita nossa parte.
Junto aos Jogos Paralímpicos Rio 2016, coincidentemente, a Folha realizou, durante essa última semana, uma rodada de entrevistas como os candidatos à sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) justamente abordando o esporte e focando umas das perguntas no incentivo às modalidades paralímpicas. Uma forma de contribuir com você eleitor na sua escolha, dando base para avaliar qual governante irá de fato fazer uma gestão para todos.
O primeiro a ser ouvido foi o candidato Geraldo Pudim (PMDB), que prometeu, se eleito, “a implantação de um centro de treinamento especializado para atletas com deficiência, visando à sua inclusão social e formação de atletas de alto rendimento para representar o município em competições regionais, estaduais e nacionais”, Outra proposta foi também “incluir o esporte paralímpico nas competições estudantis”.
O segundo entrevistado foi Nildo Cardoso (DEM) que, como prefeitável, garantiu a criação de um “complexo esportivo com espaços adaptados para estimular e descobrir talentos nas modalidades paralímpicas֊”, citando a ONG Esporte Sem Fronteiras, “que sempre desenvolveu um trabalho fantástico com o basquete em cadeira de rodas, mas, como em todas as outras modalidades, sofre com a falta incentivo do poder público”.
Já Rafael Diniz (PPS) disse que se conseguir chegar à Prefeitura vai trabalhar uma “política de paradesporto propondo a formação de equipes paralímpicas, a adequação de equipamentos esportivos públicos para a prática e a implantação de um programa de Bolsa Atleta para os atletas de rendimento paralímpicos”. Outra ideia é ”chamar o setor empresarial para estimular e fomentar os atletas juntamente com a Prefeitura”.
O candidato Rogério Matoso (PPL) também destacou a ONG Esporte Sem Fronteiras. Ele disse que “acredita no esporte como mola essencial para o desenvolvimento humano, resgate da cidadania e uma grande oportunidade para quem está em situações depressivas. Quero que a ONG tenha um espaço físico para realizar seus treinos em diversas modalidades, produzindo atletas para o país”.
Uma sub-secretaria destinada aos atletas paralímpicos na pasta da Fundação Municipal de Esporte (FME) foi uma das promessas feitas pelo prefeitável Caio Vianna (PDT). Segundo ele, dentro desta “estrutura, terá profissionais capacitados para fomentar os projetos durante o ano. Os Jogos Estudantis Municipais Adaptados (Jema), Esporte Unificado (processo de inclusão), Atletas Saudáveis (avaliações), Atletas Jovens (atividade psicomotora de estimulação, de 0 a 5 anos) e Juventude e Escola (parceria junto com a secretária de Educação para o processo de inclusão), transformando Campos em um pólo paralímpico no Estado do Rio”.
O último a responder sobre o assunto foi o candidato governista Dr. Chicão (PR). A entrevista está sendo publicada hoje na página 11.  Ele prometeu dar “continuidade e ampliar o trabalho de inserção de crianças e adolescentes portadores de deficiência física conforme vem realizando a FME, FMIJ, e as Vilas Olímpicas”. Além disso, garantiu que “vai interagir com as instituições voltadas para os esportes paralímpicos, ampliando o universo de inserção de crianças e jovens neste segmento tão importante para a socialização, elevação da auto-estima e desenvolvimento pessoal”.
Com todas as promessas postas, agora é torcer que o eleito possa não só utilizar de suas ideias para fomentar o esporte paralímpico, mas que aproveite também o que foi proposto por cada candidato. Boas intenções todos demonstraram. Seja quem estiver à frente da Prefeitura de Campos em 2017, o pensamento deve ser o de que o esporte é uma mola propulsora para se ter mais qualidade de vida, sendo indispensável para a reabilitação e inclusão, principalmente de pessoas com deficiência física. Que as lições dadas até agora com os Jogos Paralímpicos Rio 2016 façam a diferença não só no presente, mas também sirvam para reavaliar o passado e garantir um futuro sem limitações.

*Artigo publicado na edição da Folha deste domingo.

O que precisa é intervenção de verdade e não espetáculo

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Intervenção

Os descasos continuam no Hospital Geral de Guarus (HGG) e cada dia novas denúncias surgem mostrando que já passou da hora da prefeita Rosinha Garotinho fazer uma intervenção de verdade na unidade. Acostumada a intervir na administração de quem presta serviço à Prefeitura, com faz agora no transporte e já fez com a Santa Casa, Rosinha deveria agir rapidamente para salvar o HGG.

Até quando?
Como esta coluna já mostrou diversas vezes, o HGG há anos passa por um processo de sucateamento e vem sendo cenário de situações revoltantes e que tiram créditos de qualquer administração. Só nesta semana duas situações vieram a público. Uma delas a morte de uma jovem de 22 anos, cujo atendimento foi feito no chão por falta de maca. O médico que atendeu a paciente desabafou sobre o ocorrido. A outra cena de descaso pode ser vista aqui, além de na capa e página 7 da edição da Folha deste sábado

Incompetência
Que é resultado da incompetência o que o HGG é hoje, não é segredo nem para quem faz parte do governo. Tanto que o próprio marido da prefeita já falou abertamente para os seus seguidores que “não adianta ter dinheiro se não tiver uma boa administração”. Além disso, sem modéstia, prometeu há cerca de uma semana dar plantão na unidade para um choque de gestão a pedido da prefeita. Mas parece que ficou só como mais uma das promessas não cumpridas nestes quase oito anos.

Menos espetáculo
Todos sabem que o HGG hoje não necessita de espetáculo. O circo de horror já está formado. O que é necessário de verdade é um choque de gestão eficaz, feito por profissionais que a Prefeitura tem nos seus quadros, mesmo que aparentemente tachados de incompetentes por quem acha que pode resolver tudo. O HGG não precisa de coronel, precisa é de humanismo.

Homenagem (I)
Diante de membros da família e amigos o presidente da Fundação Rural de Campos, Ronaldo Arêas, fez a justa homenagem ao industrial e agropecuarista Hugo Aquino Filho, batizando o Pavilhão de Bovinos com seu nome. A cerimônia aconteceu na tarde de quinta-feira, durante a 57ª Exposição Agropecuária e Industrial do Norte Fluminense e 40ª Exposição Estadual do Rio de Janeiro.

Homenagem (II)
Diretor presidente do Grupo Thoquino e do Mima Agropecuária, Hugo Aquino Filho, um dos maiores criadores de cavalos da raça Campolina no Brasil e gado Nelore, é um grande apoiador de eventos deste porte em Campos s, além de presença aguardada em tantos outros por todo o Brasil. O presidente em suas palavras agradeceu ao homenageado todo apoio dado por tantos anos, assim como recebeu de seu pai Hugo Aquino, que também é homenageado com uma travessa dentro do parque com seu nome.

Piso regional
A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vai discutir as propostas dos trabalhadores e do Conselho Estadual de Trabalho, Emprego e Geração de Renda do Rio (Ceterj) quanto a lei do piso regional de 2017. A audiência pública acontece na próxima segunda-feira (18/07), às 11h, no auditório senador Nelson Carneiro, prédio anexo ao Palácio Tiradentes.

Porto do Açu no ES
O Porto do Açu foi apresentado, ontem, a empresários e autoridades capixabas, na sede da empresa Marca Ambiental, em Cariacica. Cerca de cem convidados tiveram a oportunidade de conhecer mais detalhes das instalações do empreendimento, que foi exposto como alternativa para a instalação de indústrias e escoamento dos produtos produzidos pelo Estado do Espírito Santo. No encontro, a Prumo mostrou as características e diferenciais do porto e as possibilidades de negócio que podem ser geradas no Complexo Portuário.

Publicado na edição da Folha deste sábado (16).

PT e ministros defendem saída de Dilma e eleição junto com a dos municípios

Mesmo com o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), fazendo o discurso de que a derrota do governo na Casa pela abertura do impeachment é “momentânea” — insinuando uma possível reviravolta no Senado —, líderes do PT e ministros já defendem uma nova eleição junto com a dos municípios.

O diretório do PT deve discutir na terça-feira (19) que Dilma Rousseff envie ao Congresso Nacional proposta de redução de seu próprio mandato e de convocação de eleições presidenciais ainda neste ano, junto das eleições municipais do país, o que desconsidera a declaração dada pelo deputado José Guimarães, em entrevista coletiva no noite deste domingo, 17.

— Perdemos porque os golpistas foram mais fortes, comandados por Cunha—, em referência ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), responsável por aceitar o pedido em dezembro passado. “A luta está apenas começando. A derrota é momentânea, as ruas estão conosco e temos condições de virar o jogo no Senado. Essa é uma agressão à legalidade democrática”, disse Guimarães.

Contrária ao líder do governo na Câmara é a ideia de que a presidente Dilma anuncie que abre mão de dois anos de mandato mesmo que chegue a ser inocentada de crimes de responsabilidade pelo Senado, que julgará se a petista é ou não inocente e se deve ser afastada em definitivo do cargo, consumando o impeachment.

No mesmo projeto, Dilma estabeleceria que, assim como ela ficou seis anos na Presidência, o sucessor, escolhido pelo voto direto, teria mandato de seis anos, sem reeleição.

Há pequenas variações em torno do tema. Alguns dirigentes do PT, por exemplo, acreditam que Dilma não deve incluir na proposta de eleições a sugestão de novo período para o mandato presidencial nem o fim da reeleição.

Outros têm dúvidas sobre a conveniência de a própria presidente figurar oficialmente como autora da proposta ou se o melhor seria ela apenas encaminhar a sugestão do partido, que seria assinada também por outras legendas.

A ideia de redução do mandato de Dilma e da convocação de “diretas já”, se aprovada no PT, pode ser levada oficialmente à presidente nos próximos dias. A proposta conta com apoio entusiasmado de parlamentares do partido e até mesmo de ministros. Outras legendas já foram informadas e podem aderir a ela. O discurso será o de que Dilma busca uma solução para a grave crise política que o Brasil atravessa, mas que não será resolvida por um presidente, Michel Temer

A proposta também já é discutida na Câmara. O deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirma que “as ‘diretas já’ são única solução para a crise que será agravada se vingar esse golpe contra a presidente”.

O deputado Alessandro Molon, da Rede, afirma que seguramente o partido “estaria aberto a discutir a conveniência da proposta, pois já vinha defendendo a realização de eleições”.

Fontes: Folha de São Paulo e Estadão.

 

Além de um soldado da PM

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Fernando Machado

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Renato Júnior

Eu não conheci pessoalmente o soldado Escodino, mas em seu perfil em uma rede social pude conhecê-lo um pouco. Fui buscar informações, inicialmente, movido não só pela curiosidade de jornalista que sou, mas também por ter há quase dez anos perdido um irmão policial militar também de forma brutal, tão jovem e amado como o Escodino. Na rede social, Escodino é o Fernando Machado, um rapaz divertido, com uma infinidade de amigos — alguns em comum —, que o amavam, assim como a namorada e os familiares. Entre as várias homenagens postadas, a sua alegria era algo contagiante. Gostava de dançar e cantar, como revelam vídeos, além de estar sempre com a família, inclusive como mostra as imagens do seu último Natal. Gostava de artes marciais também. Estava sempre sorrindo e “agitando todos a sua volta com sua energia positiva”, como postou um dos seus amigos.
Na sua rede social também descobri um Fernando humano e herói, que, dias antes de ter sido morto brutalmente a tiros, havia, segundo a Associação de Protetores Amigos de Todos os Animais (Pata), participado do resgate de uma cadela atropelada em Travessão, a qual levou a um veterinário e depois para o DPO do distrito, onde trabalhava. O “menino de coração de ouro” seguiu cuidando da cadela e colocou o nome de Zica.
Mergulhei por mais de uma hora em cada postagem feita em homenagem ao “Fernadinho”, como alguns o chamavam, senti uma dor imensa, mas também dei boas gargalhadas com o que relataram sobre ele. As suas danças divertidas e que, durante muito tempo, foram levadas a sério ao ponto de ele ter sido professor. Lá descobri também que antes de realizar o sonho de vestir a farda da PM, ele havia sido guarda municipal em São Francisco de Itabapoana, mostrando disciplina independentemente da profissão que escolhesse.
Quis ele e o destino que se tornasse policial, assim como um dia quis o destino que meu irmão também fosse um. Quis o destino que os dois partissem tão jovens e de forma tão brutal. Quis o destino que a alegria deles fosse contagiante e a bondade de ambos não os permitisse ver maldade no outro. Foi assim com meu irmão, Renato Rangel da Mota Júnior, o soldado Júnior — hoje na galeria de PMs mortos na entrada do 8º BPM —, que um dia, ao defender a mãe de um filho drogado, em Campos, foi morto com um tiro em uma ocorrência que parecia simples. Foi assim com o Fernando, que, no seu dia de folga, só queria consertar a sua moto e foi atingido por um tiro dado, supostamente por um menor, pelas costas só por ser, inicialmente, policial ou por ter sido confundido com um “rival”. No caso do meu irmão, sei que o autor foi condenado a mais de 20 anos de prisão, por mais que a pena seja diminuída na prática por questões que só o “juridiquês” explica. Já no caso do Fernando, revolta saber que a punição ao menor será bem mais branda, por conta dos seus 17 anos. E neste aspecto, nem gostaria de discutir a questão da redução da maioridade penal, pois confesso não ter uma opinião muito bem formada a respeito disso, por várias questões que não caberiam aqui. Mas, neste caso específico, não tenho dúvidas da necessidade de uma punição mais severa.
E entre tantas mensagens me deparei com a do Caio Escodino, irmão de Fernando, e aí foi impossível não me colocar no lugar dele: “Meu irmão que dor estamos sentindo. Saber que amanhã não irei te ver. Dói muito. Sei que transmitir aqui o que estou sentindo não vai melhorar em nada a dor, mas quero mostrar a todos o irmão que você foi, amigo verdadeiro e sempre esteve comigo em todos os momentos e dizer o quanto te amo. O único conforto que tenho é a certeza que você está num lugar melhor que nós. Você realizou seu sonho de vestir sua farda, mudou e virou um homem que lutava pelo que achava correto. Te admiro muito e guardo no meu coração o seu sorriso e o seu jeito de viver com alegria”. Voltei dez anos lendo isso. Entendo cada palavra.
Sei que em meio a essa dor, a revolta terá espaço. Alguns questionamentos virão. Mais um para as estatísticas? Culpa do Estado? Culpa da sociedade? Repostas virão, mas não cessarão a dor. Aí cabe a cada um de nós refletirmos sobre o que temos feito para que mais Fernandos e Juniores não sejam vítimas dessa violência que invade lares de militares e também de milhares de civis. “Parabéns para todos nós que trabalhamos em prol de uma sociedade que nos critica”, disse Fernando em postagem feita em 25 de agosto de 2015, no Dia do Soldado.
Quero dizer a cada familiar e amigo do Fernando que a ficha nunca vai cair. Vamos sempre questionar por que isso aconteceu com alguém tão especial e que só queria fazer o bem. Esta resposta nunca virá e o luto será eterno.

(Artigo publicado na edição da Folha deste domingo)

Monge faz palestra em Campos nesta quinta no IFF

O Folha no Ar desta quarta-feira (15) recebeu o monge indiano Dada Rago Acarya, que dará amanhã uma palestra gratuita no IFF.

 

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