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Em manhã de chuva fina e vento sul, o campista faz suas despedidas finais a Sérgio Diniz. Todas as vozes presentes citam o homem público coerente e leal aos seus princípios. Falam do professor vocacionado, do parlamentar do discurso lúcido, do colega entusiasmado no potencial da educação, da práxis cristã, do ser brincalhão e feliz na intimidade. Seu corpo foi velado no auditório da Universidade Cândido Mendes. O enterro aconteceu às 13h no Cemitério Campos da Paz. Aqui rendo meu respeito e admiração.
A imprensa carioca tem manifestado sua irritação (como hoje na primeira página de O Gobo) com o prejuízo causado pela população de rua que ocupa praças e parques da cidade, em contra-mão à proximidade da Rio+20. A preocupação declarada é com ‘um cenário mais digno de boas recordações para visitantes que conhecerão a cidade durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20′. Parcela da massa crítica da capital do estado do Rio, preocupa-se com os belos cartões-postais, tomados por moradores de rua. Eu, pelo meu lado, me estranho com a sociedade individualista da qual sou parte; esta pelo jeito não se importa mais com os humanos que habitam nas ruas. Esses, são notados como intrusos em uma bela paisagem. Como aquela mosca indesejável rondando a nossa mesa de festa. Inteiros estraga prazeres. Deixo aqui, um pensamento do Nobel da Literatura de 2008, o francês Le Clézio. Le Clézio, foi o escritor abordado, hoje (11/05), pela Folha Letras, Folha Dois, do jornal Folha da Manhã. (http://www.fmanha.com.br/) “Trata-se de um conjunto, de um todo, a sociedade, e, podre, uma vez que é preciso contar com ela ao mesmo tempo que se não deve contar. Quer dizer, é como um conjunto estável, composto por elementos instáveis. Ora é impossível viver no interior, sem sofrer essa instabilidade, esse monte de mentiras. Surge então o medo de utilizar o mínimo pormenor que participe dessa instabilidade. É a revolta. Você duvida do valor das palavras, dos gestos, do que representam as palavras, das ideias, das mais simples associações de ideias, dos sonhos e até da realidade, das sensações mais claras, mais agudas. Você duvida mesmo da duvida, da organização que toma, da forma que adota. Não lhe fica nada. Já não é nada, é um camaleão, um eco, uma sombra. Isso é obra da sociedade, compreende?” Recebi honroso convite para assistir a uma tradicional solenidade no 56º Batalhão de Infantaria. O evento aconteceu, na semana passada, e o convite me foi feito pelo comandante da unidade militar, o Tenente Coronel Vitor Martorelli Alexandre. Foi a entrega da Boina Verde aos recrutas incorporados no presente ano. Encontrei o batalhão iluminado em noite de festa. Confraternização da tropa em gala e a banda ao meio do belo hino ”Canção da Infantaria”. Já confessei aqui minhas pazes internas com o Exército Brasileiro. Passei minha adolescência relacionando tão importante instituição nacional à ditadura militar. Talvez eu tenha sido um tanto simplória. Também não foi invencionice da minha cabeça não. Passou. A história recoloca seus atores nos devidos lugares. Devo a alegria da reconexão particular, ao vibrante comandante deste Batalhão. É um militar cioso do cargo que ocupa. É um apaixonado por sua missão e leitor das estratégias de guerra. Ele nos fala da evolução do Exército Brasileiro, da necessária manutenção de uma força de reserva de peso. Descubro, reconfortada: a Amazônia é a prioridade. É grandiosa a tarefa desses homens, a defesa de um Brasil continental! Para quem como eu não sabia, a boina verde oliva é o símbolo do soldado do exército brasileiro. Sua origem, como indumentária militar é própria das unidades blindadas e mecanizadas, remonta à Primeira Guerra Mundial. A entrega das boinas aos recrutas representa a primeira vitória deles, é o primeiro degrau, simboliza que superaram as instruções iniciais. É a afirmação de que estão aptos a serem verdadeiros soldados. O verde é oliva, “a praça é do povo como o céu é do condor” !
Estive, na quinta-feira passada (03/o5 ) – a convite de um colega, o jornalista Nino Bellieny – visitando a Faculdade Redentor, recém instalada em Campos. Ela funciona na rua Dr. Beda. Nino é o mestre de cerimônia, da Redentor. Foi uma grata surpresa me deparar com as instalações que estão sendo construídas para sua imediata ampliação. Outra boa surpresa foi enxergar o ânimo nos profissionais da faculdade. Vibram com a realidade presente; é ótima a aceitação de seus cursos por parte do campista. Mais ainda, crescem ao falar dos novos cursos a serem ofercecidos, já no próximo semestre. Trabalham com uma concepção de um ensino de qualidade, mas, que ao mesmo tempo corresponda às necessidades que se anunciam na região com a entrada em operação do Porto do Açu. Fui recebida por Michelliny Correa, a eficiente sercretária-acadêmica da faculdade. Ela que é natural de Itaperuna mudou-se há um ano e meio para Campos. Ela é quem nos esclarece que no prédio novo (já estará pronto no segundo semestre de 2012) serão 40 salas de aula, com uma área de convivência no andar térreo e o último andar todo em laboratórios. As aulas na faculdade são noturnas , de segunda à quinta-feira, são adventistas. Na visita estavam também presentes o presidente da Loja Maçônica Fraternidade Campista, José Roberto Menezes e Airton Evio de Souza, vice-presidente da mesma Loja. Já tinha ouvido falar da instalação da Faculdade Redentor em Campos. Foi bom conferir que a realidade supera o até aqui divulgado. Pelas exigências da expansão local do mercado de trabalho e das necessidades dos próprios indivíduos é salutar saber de novas opções quando se trata do ensino superior.
Tem coisa que a gente não precisa inventar. Copia mesmo e assume a copiada. Falo de uma atitude a favor da despoluição visual da nossa cidade. Amanhã, a cidade do Rio de Janeiro copiará experiência que deu certo em São Paulo: lei de 2007, conhecida como Lei da Cidade Limpa. Eu cheguei a ver São Paulo depois da retirada das publicidades em forma de outdoors, painéis, cartazes e faixas. Os paulistanos foram radicais na medida, nem mesmo sobrou a publicidade em ônibus e táxis. São Paulo ficou mais bonita do que já era. No Rio de Janeiro, o “Rio Limpo”, pareceu-me que será mais tímido. O modelo carioca começará por 22 bairros da cidade, mas, atingirá os letreiros das lojas, dando um prazo aos comerciantes para se adaptarem às novas regras. Fica aqui a sugestão para que a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes, também resolva colocar ordem (na desordem) do espaço visual urbano de Campos. Este espaço é de todos, público. A medida poderá não agradar a um pequeno setor, este se sentirá inicialmente prejudicado, no entanto, logo verificará que existem meios particulares mais modernos e limpos para veicular sua necessária publicidade.
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