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Primeiro post de 2017: veja as fotos do melhor show da história de Campos – Racionais MCs-, que rolou no finalzinho de 2016, pela Excess

No mês de novembro de 2016, Campos-RJ recebeu a maior referência do rap brasileiro e uma das maiores do rap mundial – Racionais MCs. O grupo fez um mega show no Parque de Exposições da Pecuária, dentro do Campos Cult Festival, produzido pela Excess Produções. O público foi ao delírio quando Mano Brown, Edi Rock e companhia subiram ao palco. Confira alguns clicks:

Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

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Foto: Thaís Tostes/Mídia Ninja/Blasting News

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Ibope, de dezembro: 64% dos entrevistados reprovam o (des)governo Temer. Acesse aqui a pesquisa completa. ~Contra dados, não há argumentos!~

[Texto por Thaís Tostes, da Blasting News]

A pesquisa do Ibope [Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística] sobre a Avaliação do Governo, referente a este mês de dezembro, entrevistou 2.002 pessoas em 141 cidades do país. Dos entrevistados, 64% desaprovam o governo de Michel Temer, um percentual maior do que o de setembro deste ano (55% de desaprovação) e junho (53%).

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Os dados também mostram que a insatisfação com o governo aumentou: agora em dezembro, 46% dos entrevistados etiquetaram o governo Temer como “ruim” ou “péssimo”, diante de 39% em setembro e 39% em junho. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

O nível de confiança da pesquisa é de 95%. Já o nível de confiança no governo Temer… Dos entrevistados, 72% não confiam no presidente que ocupou o lugar de Dilma Rousseff; em setembro, esse percentual foi de 68% e em junho foi de 66%.

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O levantamento também revela a desaprovação com o governo em relação a cada área de atuação de Temer. Por exemplo: em Taxa de Juros, a desaprovação, nesta pesquisa de dezembro, foi de 79%. As outras áreas e seu percentual de desaprovação ficaram assim: combate ao desemprego (76%); segurança pública (76%); combate à inflação (70%); combate à fome e à pobreza (70%); impostos (80%); meio ambiente (61%); saúde (80%); e educação (71%).

O Ibope também revela os principais temas, relacionados ao governo, que as pessoas absorveram pelos meios de comunicação. Nas principais colocações dos assuntos mais citados estão: PEC 55 (antiga PEC 241), que congela (por duas décadas) os investimentos em Educação, Saúde, Previdência Social e outros setores; protestos contra a corrupção; protestos contra a PEC 55; protestos contra Temer; operação Lava Jato; e escândalo de tráfico de influência envolvendo Temer e o ex-ministro Geddel Vieira Lima.

A pesquisa completa do Ibope pode ser acessada e baixada gratuitamente aqui.

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Ministro do STF diz estar pronto pra tratar impeachment de Temer, que foi proposto em dezembro do ano passado. Leia mais!

[Por Eduardo S, da Blasting News]

Marco Aurélio Mello, ministro do Supremo Tribunal Federal (#STF), deixou nas mãos da presidente da Corte, Carmem Lúcia, a decisão de prosseguir com o pedido de #Impeachment do presidente Michel Temer, que está parado desde maio. Mello enviou um ofício à presidente do STF na última terça-feira para informar que está pronto para relatar a ação que abriria comissão especial do processo de impedimento de Temer.

A inserção da ação do possível novo impeachment na pauta do plenário do Supremo compete à ministra Carmem Lúcia. Mello, em seu despacho, lembrou que está pronto para relatar a matéria em plenário desde maio.

O pedido de impeachment contra Temer foi efetuado em dezembro de 2015, quando Dilma Rousseff ainda era a presidente do Brasil. Feita por um advogado mineiro, a demanda argumentava que o peemedebista tinha cometido crimes de responsabilidade contra a ordem orçamentária do país. Eduardo Cunha, presidente da Câmara na época, não acatou.

Mello, na semana passada, cobrou do atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia, agilidade na instalação da comissão do impeachment. Em comunicado, Maia disse que conta com o apoio do ministro para levar a matéria ao plenário do STF “o mais rápido possível”. Como o Supremo entra em recesso no dia 20, a tendência é que a pauta fique para o ano que vem.

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Advogados denunciam ação arbitrária da PM nesse dia 13 e criticam tentativa de enquadrar ativistas na Lei de Segurança Nacional (lei da época da ditadura!)

[Por Mídia Ninja]

Nota das advogadas e dos advogados que acompanharam a manifestação do dia 13/12 em Brasília.

O grupo de Advogadas e Advogados que acompanharam as manifestações do dia 13 de dezembro em Brasília vem a público repudiar a violência praticada pelas forças policiais para impedir que a manifestação se realizasse. A manifestação teve a participação dos movimentos sociais, mulheres, negros e negras, LGBTS, estudantes universitários e universitárias, secundaristas, professores e professoras, trabalhadores e trabalhadoras, pessoas idosas, com necessidades especiais, entre vários setores da sociedade, que participavam do ato de forma pacífica e democrática contra a PEC 55 que foi aprovada no Senado.

A polícia atuou de forma desproporcional com bombas de efeito moral, gás de pimenta, balas de borracha e cavalaria para intimidar e dispersar os manifestantes e assim inviabilizar o direito de livre reunião, livre locomoção e livre manifestação da opinião política.

Foram cerca de 88 manifestantes detidos levados para a 5ª Delegacia de Polícia (DP), Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) e Delegacia de Polícia Especializada (DPE) de Brasília. Dos manifestantes levados para a DPE, cerca de 60 seriam enquadrados na lei de Segurança Nacional (Lei n. 7170 de 1983). Pretender esse enquadramento é uma afronta à consciência de uma sociedade livre e justa. Essa lei é anacrônica e incompatível com a sociedade democrática que temos hoje, pós Constituição Federal de 1988.

Ela jamais poderia ser utilizada para enquadrar manifestantes. Já temos leis adequadas para lidar com esses tipos de questões (Código Penal e Código de Processo Penal), se houvesse a prática de qualquer ato, o que não foi o caso dos e das manifestantes detidos, pois não praticaram qualquer ato criminoso. A Lei de Segurança Nacional foi elaborada durante o regime militar. É uma lei de inspiração autoritária, incompatível com o Estado Democrático de Direito e tem objetivo claro de coibir manifestações políticas.

Foto: Mídia Ninja

Brasília, no dia 13 de dezembro – Foto: Mídia Ninja

A partir da atuação das Advogadas e dos Advogados Populares, que reportaram o abuso de autoridade dos Delegados de Polícia da DPE, foi possível a mobilização de parlamentares sensíveis à gravidade da aplicação desta lei para o Estado Democrático de Direito, dentre eles Ricardo Vale, Erika Kokay, Paulo Pimenta, Padre João, Ana Perugini, João Daniel, Leonardo Monteiro, Adelmo Leão, Carlos Zarattini, Glauber Braga, Afonso Florence. Desse modo, ante a intervenção jurídica e política prevaleceu o melhor entendimento para que esta lei não fosse aplicada aos manifestantes.

O que se promoveu na Esplanada foi uma verdadeira caçada ao redor, detendo manifestantes que já estavam indo embora do ato. A Lei de Segurança Nacional é uma violência contra a democracia brasileira e, portanto, não foi recepcionada por nossa atual ordem jurídica. Pretender aplicá-la é declarar que a democracia foi rompida e que uma ditadura se instala em seu lugar. Entendemos que esse processo de endurecimento penal e repressivo que leva à criminalização dos/das manifestantes e dos movimentos sociais na luta por direitos é uma afronta à Constituição e aos Direitos Humanos.

Essa política estatal está intimamente ligada com o encarceramento em massa de jovens, a maioria negros e LGBTs, e com a deslegitimação das lutas sociais. Representa verdadeira ação intencional em enfraquecer a luta pelos direitos humanos e revogar as legislações tanto nacionais e internacionais de garantia de direitos e liberdades fundamentais até agora adotados pelo Estado brasileiro. Esse conjunto de iniciativas visa neutralizar as reivindicações populares legítimas em uma sociedade democrática.

As Advogadas e Advogados que acompanharam a manifestação e atuaram diretamente na defesa dos direitos dos manifestantes denunciam o uso arbitrário do poder por parte das instâncias policiais, seja militar e civil, que têm promovido o uso indiscriminado de armas químicas de forma desproporcional e generalizada contra manifestantes, bem como se opõe veementemente ao uso da Lei de Segurança Nacional como forma de intimidar e anular as ações dos movimentos sociais e de qualquer pessoa na luta por direitos e contra as políticas econômicas e sociais incompatíveis com a Constituição Federal de 1988.

Por fim, alertamos que a utilização de legislação penal específica para manifestações e organizações políticas é medida de exceção e enfraquece a democracia.

LUTAR NÃO É CRIME! ADVOGADAS E ADVOGADOS EM LUTA

| DENÚNCIA DE VIOLAÇÃO DE DIREITOS |
Nós advogadas e advogados que acompanharam a manifestação do dia 13/12, iremos tomar as devidas medidas judiciais quanto às violações de direitos ocorridas na manifestação. Estamos recolhendo depoimentos, relatos, vídeos e imagens referentes às violações de direitos, abusos de poder de polícia, arbitrariedade da atuação policial, etc., que acorreram na manifestação do dia 13/12 contra a PEC 55. Envie-nos, com urgência, para o e-mail denunciamanifestacao@gmail.com.

NOTA ADVOGADXS MANIFESTAÇÃO DO DIA 13-12.pdf.pdf

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Conselho de Direitos Humanos da ONU: “PEC 55 é uma medida radical e sem compaixão; e faz o Brasil violar suas obrigações no Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, de 1992.”

[Texto: Organização das Nações Unidas]

Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55 foi considerada pelo relator especial da ONU para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston, uma medida radical e sem compaixão, que vai atar as mãos dos futuros governantes e que terá impactos severos sobre os brasileiros mais vulneráveis, além de constituir uma violação de obrigações internacionais do Brasil.

Para especialista independente, debate sobre a PEC no Congresso Nacional foi conduzido apressadamente pelo novo governo e não contemplou de forma adequada os que serão mais afetados pelo congelamento dos gastos públicos. Alston lembrou que a medida vem de um governo que chegou ao poder após um impeachment e que, portanto, jamais apresentou seu programa a um eleitorado.

Os planos do governo de congelar o gasto social no Brasil por 20 anos são inteiramente incompatíveis com as obrigações de direitos humanos do Brasil, disse na última sexta-feira (9) o relator especial da ONU para extrema pobreza e direitos humanos, Philip Alston.

Segundo o especialista independente, o efeito principal e inevitável da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 55, elaborada para forçar um congelamento orçamentário como demonstração de prudência fiscal, será o prejuízo aos mais pobres pelas próximas décadas. A emenda foi aprovada pelo Senado no dia 13 de dezembro.

“Essa emenda bloqueará gastos em níveis inadequados e rapidamente decrescentes na saúde, educação e segurança social, colocando, portanto, toda uma geração futura em risco de receber uma proteção social muito abaixo dos níveis atuais”, afirmou Alston.

O relator especial nomeado pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas recomendou ao governo brasileiro que garanta um debate público apropriado sobre a PEC 55; que estime seu impacto sobre os segmentos mais pobres da sociedade; e que identifique outras alternativas para atingir os objetivos de austeridade.

“Uma coisa é certa”, acrescentou o especialista independente. “É completamente inapropriado congelar somente o gasto social e atar as mãos de todos os próximos governos por outras duas décadas. Se essa emenda for adotada, colocará o Brasil em uma categoria única em matéria de retrocesso social.”, disse Alston, antes da aprovação da PEC.

“O plano de mudar a Constituição para os próximos 20 anos vem de um governo que chegou ao poder depois de um impeachment e que, portanto, jamais apresentou seu programa a um eleitorado. Isso levanta preocupações ainda maiores sobre a proposta de amarrar as mãos de futuros governantes”, afirmou Alston.

Brasília - Plenário do Congresso Nacional - Foto: Agência Brasil

Brasília – Plenário do Congresso Nacional – Foto: Agência Brasil

O Brasil é a maior economia da América Latina e sofre sua mais grave recessão em décadas, com níveis de desemprego que quase dobraram desde o início de 2015.

“O governo alega que um congelamento de gastos estabelecido na Constituição deverá aumentar a confiança de investidores, reduzindo a dívida pública e a taxa de juros, e que isso, consequentemente, ajudará a tirar o país da recessão. A medida, porém, terá um impacto severo sobre os mais pobres”, alerta o relator especial.

“Essa é uma medida radical, desprovida de toda nuance e compaixão”, disse. “Vai atingir com mais força os brasileiros mais pobres e mais vulneráveis, aumentando os níveis de desigualdade em uma sociedade já extremamente desigual e, definitivamente, assinala que para o Brasil os direitos sociais terão uma prioridade muito baixa nos próximos vinte anos.”

Alston lembrou que “isso evidentemente viola as obrigações do Brasil de acordo com o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, que o país ratificou em 1992 e que veda a adoção de ‘medidas deliberadamente regressivas’ a não ser que não exista nenhuma outra alternativa e que uma profunda consideração tenha sido feita dada de modo a garantir que as medidas adotadas sejam necessárias e proporcionais”.

O especialista independente apontou que, ao longo das últimas décadas, o Brasil estabeleceu um impressionante sistema de proteção social voltado para a erradicação da pobreza e o reconhecimento dos direitos à educação, saúde, trabalho e segurança social.

“Essas políticas contribuíram substancialmente para reduzir os níveis de pobreza e desigualdade no país. Seria um erro histórico atrasar o relógio nesse momento,” disse.

O Plano Nacional de Educação no Brasil exige um aumento anual de 37 bilhões de reais para prover uma educação de qualidade para todos os estudantes, ao passo que a PEC reduzirá o gasto planejado em 47 bilhões de reais nos próximos oito anos. “Com mais de 3,8 milhões de crianças fora da escola, o Brasil não pode ignorar o direito deles de ir à escola, nem o direito de todas as crianças a uma educação de qualidade”, afirmou o relator.

O especialista afirmou que o debate sobre a PEC 55 foi conduzido apressadamente no Congresso Nacional pelo novo governo com a limitada participação dos grupos afetados e sem considerar seu impacto sobre os direitos humanos. Um estudo recente sugere que 43% dos brasileiros não conhecem a emenda e, entre aqueles que conhecem, a maioria se opõe a ela.

O relator especial, que está em contato com o governo brasileiro para entender melhor o processo e o conteúdo da emenda proposta, ressaltou ainda que “mostrar prudência econômica e fiscal e respeitar as normas internacionais de direitos humanos não são objetivos mutuamente excludentes, já que ambos focam na importância de medidas cuidadosamente concebidas para evitar ao máximo consequências negativas para as pessoas”.

“Efeitos diretamente negativos têm que ser equilibrados com potenciais ganhos a longo prazo, assim como esforços para proteger os mais vulneráveis, especialmente os mais pobres, na sociedade”, afirmou Alston.

“Estudos econômicos internacionais, incluindo pesquisas do Fundo Monetário internacional (FMI), mostram que a consolidação fiscal tipicamente tem efeitos de curto prazo como redução da renda, aumento do desemprego e da desigualdade de renda. E a longo prazo, não existe evidência empírica que sugira que essas medidas alcançarão os objetivos sugeridos pelo governo”, salientou o especialista independente.

O apelo do relator especial às autoridades brasileiras foi endossado também pela relatora especial sobre o Direito à Educação, Koumbou Boly Barry.

Os Relatores Especiais são parte do que é conhecido como Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos. Procedimentos Especiais, o maior corpo de peritos independentes do sistema ONU para Direitos Humanos, é o nome dado aos mecanismos independentes para monitoramento do Conselho.

Relatores especiais são especialistas em direitos humanos apontados pelo Conselho de Direitos Humanos para tratar de questões específicas de país ou temáticas em todo o mundo. Eles não são funcionários da ONU e são independentes de qualquer governo ou organização.

Eles servem em capacidade individual e não recebem salário por seu trabalho. Para mais informações, clique aqui.

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Estudantes da #OcupaIFF: ‘A Polícia Federal cortou cadeados, e ao puxar um deles feriu a boca de um aluno’! Veja as fotos do trancaço 20 horas contra a PEC 55!

[Texto e fotos por Thaís Tostes/Mídia Ninja/Na Lata/ Simulacro]

Nem o sol forte desta tarde em Campos dos Goytacazes, cidade universitária do Norte Fluminense, diminuiu a força dos estudantes que completam, hoje mesmo, um mês na #OcupaIFF. A ocupação do pólo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Fluminense (IFF-Campos) é uma das centenas que estão rolando no país e seguem com força total contra a PEC 55, retrocesso do desgoverno Temer.

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Hoje (9) de manhã, segundo relatos dos estudantes, as Polícias Militar e Federal tentaram entrar no prédio, cortando os cadeados que assinam o “trancaço de 20 horas” iniciado hoje pelos alunos. 20 horas sem ninguém entrar e sair, que terminarão à meia-noite deste sábado.

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Confira relatos dos estudantes, que não quiseram se identificar:

“O que são 20 horas, em comparação a 20 anos de congelamento em Saúde, Educação e outras esferas super sérias?”

“A Polícia Federal cortou os cadeados, querendo entrar de qualquer maneira, mesmo não tendo mandado, e quando puxou um deles a corrente e o cadeado bateram na boca do Israel. Foi o próprio reitor do IFF que falou pra ele que a boca dele ‘tava sangrando. Quando perguntamos à Polícia o que eles iriam fazer sobre isso, a delegada entrou no carro e foi embora. Empurraram tanto uma das grades, que uma estudante teve o braço machucado. A Polícia Federal disse que não precisava de mandado pra entrar no prédio, porque se trata de um espaço público. “Mas ninguém entra aqui. É trancaço contra o retrocesso que é a PEC 55″, reforcei. Os professores estão nos apoiando, não vão dar aulas, e a ocupação continua por tempo indeterminado.”

O clima de luta segue forte nas imediações do prédio. Os estudantes estão aceitando apoio da sociedade civil, seja na grade de contenção, ou com doações de água, alimentos e outros itens.

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Jovens e adultos posam em fotos lindas para a campanha ‘Isto é sobre luta’, lançada hoje em Campos-RJ e que combate o preconceito com soropositivxs! Clica aqui pra saber tudo! Se o preconceito é a doença, a informação é a cura!

Algumas das fotos da campanha 'Isto é sobre luta!'

Algumas das fotos da campanha ‘Isto é sobre luta!’

O Dia Mundial de Luta contra a Aids (1 de dezembro), em Campos-RJ, está sendo marcado por ações bem legais. Além dos mais de 100 testes de detecção do vírus HIV-Aids que foram realizados gratuitamente (no Serviço de Atendimento Especializado, da Prefeitura de Campos), está rolando hoje o lançamento da campanha “Isto é sobre luta” – uma campanha contra o preconceito que há, envolvendo o tema, assinada pelo estudante Di Carvalho, de Arquitetura, do Instituto Federal Fluminense (IFF-Campos). A campanha é resultado do trabalho final de gradução do Di Carvalho, que mixa arquitetura com HIV.

Veja abaixo um vídeo da campanha:

Tudo começou há mais ou menos um ano, quando eu decidi trazer a questão do HIV-Aids para a Arquitetura e acabei sofrendo bastantes críticas com isso, do tipo ‘Mas o que Arquitetura tem a ver com HIV?’. Então eu quis tentar desconstruir duas coisas em uma só. Primeiro, eu quis desconstruir a ideia de que a Arquitetura só atende a uma classe alta da sociedade e que não liga para questões sociais. Eu não preciso ser um médico, enfermeiro ou assistente social para ajudar uma determinada causa. E segundo, eu quis desmistificar o medo pelo vírus HIV e pelos soropositivos -, explicou Di Carvalho, em entrevista ao blog.

O próprio Di, posando para a campanha.

O próprio Di, posando para a campanha.

A campanha é composta por fotografias muito lindas, nas quais várias pessoas aparecem em apoio à luta contra o preconceito com xs soropositivxs. Essa iniciativa super bacana entra em exposição hoje, no Altos 539 (bar-galeria localizado em frente ao IFF) e na Casa Verde Bar (espaço de eventos situado próximo ao Novo Fórum).

As pessoas, em pleno 2016, ainda têm muito preconceito com os portadores do vírus, como se eles oferecessem, de forma gratuita, algum risco à sociedade. Com meu trabalho final de graduação, percebi que existe uma epidemia que vai além da biológica. Hoje em dia, a epidemia do preconceito e da ignorância é, sem dúvidas, muito pior do que a epidemia gerada pelo vírus HIV, porque hoje existem tratamentos eficazes que prolongam e oferecem uma qualidade de vida muito maior para o portador. Mas e na questão do estigma? E a questão do preconceito? A única forma de combater isso é com informação! Por isso eu quis trazer a campanha para Campos. A campanha ‘Isso é sobre Luta’ foi criada com recursos próprios, e só saiu do papel graças ao apoio de colaboradores como a Olga Soares, o Núcleo de Fotografia de Imagem do IFF e a Silk Corte! Sou muito grato a eles! -, adicionou Di Carvalho.

Algumas das fotos que integram a campanha.

Algumas das fotos que integram a campanha.

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Clica aqui pra responder à pesquisa de opinião do pesquisador Filipe Coutinho, da Uenf, que quer saber sua visão sobre os eventos de rock em Campos-RJ!

O pesquisador Filipe Coutinho, da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), está desenvolvendo uma pesquisa de opinião sobre a cena do rock, em Campos-RJ! Filipe quer saber  sua visão a respeito dos eventos de rock realizados no município. A pesquisa tem como proposta melhorar a qualidade dos eventos produzidos. O resultado do levantamento será publicado em artigo, e o artigo será reproduzido aqui neste blog.

Participe da pesquisa, clicando aqui neste link.

Foto: Rodrigo Sobrosa

Foto: Rodrigo Sobrosa

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Hoje tem banda de São Paulo-SP tocando em Campos (a Rovenda!), ao lado das locais Eixo Nacional e No Pants (Especial Blink 182)! Clica pra saber mais!

Hoje (19), Campos-RJ recebe a banda Rovenda, da capital paulista, que está em turnê por várias cidades com seu disco “Inconsciente”, cheio de músicas autorais. A Rovenda manda um rock com muita pegada e vai dividir o palco da Oca Roots (espaço de eventos localizado na Rua Oliveira Botelho, no Centro de Campos) com as bandas campistas Eixo Nacional e No Pants. A entrada pra essa noite maneiríssima custa apenas R$10, se a pessoa entrar até as 0h. Se liga na página do evento, aqui.

Rovenda, da capital paulista.

Rovenda, da capital paulista. Foto: Divulgação

A Rovenda saiu de Sampa no último dia 30 de outubro, pra uma turnê independente. Já rodou mais de 4.380 kms, passando pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio, chegando a Campos nesta madrugada. A banda tem como objetivo chegar à Paraíba e ao Ceará no início do mês de dezembro, mas precisa de apoio de pessoas e grupos, pra que consiga arcar com as despesas de gasolina, pedágio e alimentação. Quem quiser apoiar a Rovenda, que integra a cena musical independente do Brasil, pode entrar em contato com a banda pelo Facebook ou depositar qualquer quantia em nome de Valter Farabotti Filho, no Itaú, agência 1001 – conta: 13212-3.

Rovenda é de 2003 e é formada por Valter (guitarra e vocal), Luiz (contrabaixo) e Fernando (bateria). Tendo como influências nomes como Garage Fuzz, Dead Fish, Pennywise, Charlie Brown Junior e Rage Against the Machine, o grupo vem buscando e conquistando seu espaço na cena independente, com uma trajetória que inclui shows nos festivais Grito Rock (do Rio Grande do Sul), Rock na Estação (São Carlos-SP), Bandas de Garage (Vitória-ES), Rock Radical (Vale do Anhangabaú, em São Paulo-SP), Festival de Bandas Independentes (Rio de Janeiro-RJ) e Domingo Alternativo (Bahia).

O grupo já dividiu o palco com nomes como Krisiun, Vivendo do Ócio, Rappin Hood, Dead Fish, Sugar Kane e Zander, e já teve algumas músicas publicadas em coletâneas no Brasil, Rússia, Colômbia e Canadá. Rovenda também teve videoclipes e músicas veiculados em várias rádios e emissoras de TV brasileiras, como nos programas LAB Br, da MTV, Mix Nacional, da MixTV, Cena Musical, da NET, e na Rádio Rock.

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Onda de prisões (como as de Cabral e Garotinho) se converte em espetáculo midiático e mostra a permanência do sentimento de poder de encarceramento, enraizado na sociedade

[Por Thaís Tostes/Mídia Ninja/Na Lata]

Após ser preso, nessa quarta-feira (16), pela Polícia Federal (PF), o ex-governador do Estado do Rio de Janeiro e atual secretário de Governo de Campos dos Goytacazes-RJ, Anthony Garotinho (PR), foi transferido, no final da noite desta quinta-feira (17), para o Presídio José Frederico Marques, no complexo prisional de Gericinó, em Bangu, onde está o também ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB). Garotinho não foi direto para Bangu na quarta-feira porque passou mal na Superintendência da PF, e foi encaminhado pro Hospital Souza Aguiar. Ontem à noite, ele saiu gritando do hospital, afirmando que correria riscos ao estar ao lado de “bandidos” em Bangu. Cabral, seu inimigo, está em Bangu 8 (complexo inaugurado pelo próprio Cabral, em 2008), onde ficam os presos com ensino superior. A prisão de Garotinho foi matéria principal nos maiores jornais do país, está inserida num espetáculo midiático e também representa a crescente do sentimento de poder de encarceramento – que vigora na sociedade.

Garotinho, que já foi secretário de Segurança Pública do Rio [no período em que as milícias mais teriam crescido na cidade], foi preso pela Operação Chequinho, da Polícia Federal (PF), que investiga compra de votos, para as eleições de 2016 em Campos, por meio do programa social “Cheque Cidadão”. Ele estava em seu apartamento no Flamengo, Rio, quando foi preso. A prisão de Garotinho pode ser considerada a cereja do bolo da operação da PF, que já enquadrou vários vereadores de Campos acusados de envolvimento na compra de votos com o Cheque Cidadão. Todos os acusados que foram presos já estão soltos. A PF segue na operação, cumprindo mandados de prisão temporária, de busca e apreensão e de condução coercitiva.

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A operação da PF começou em setembro deste ano, quando os investigadores notaram um aumento absurdo, próximo às eleições de outubro, de beneficiários do Cheque Cidadão, no município. De acordo com o Ministério Público Estadual, a Prefeitura de Campos estava fazendo inscrições fraudulentas no Cheque Cidadão em troca de votos para as eleições de 2016. A compra de votos seria feita com os pobres. O Cheque Cidadão é parecido com o Bolsa Família – atende à população de baixa renda e dá R$ 200 por mês para o beneficiário.

Garotinho já foi: acusado de acobertar ações de policiais civis que barbarizaram o Rio; alvo de inquéritos no Supremo Tribunal Federal envolvendo peculato, lavagem de dinheiro e crime eleitoral; condenado, em 2010, pela Justiça Federal, a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha.

Se liga na charge de Maurício Ricardo, na qual a PF tem um recadinho pro ex-governador:

Você também pode curtir: a música “Cabrais”, da banda El Efecto.

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