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Por Erasmo Junior, em 04-02-2012 - 12h00
Em sua época de ouro, o tango – um dos estilos musicais mais importantes da América Latina – invadiu as pistas de dança e os palcos de toda a Europa e Estados Unidos. O Gotan Project é inspirado pela mesma música (“gotan” é uma gíria argentina para tango, com as sílabas trocadas), mas não se trata de um simples tributo nostálgico. Este álbum marca a revitalização do tango no século XXI.
O Gotan Project ganhou o prêmio BBC3 World Music Award como “Melhor Estreia”, em 2003, um sinal de boas-vindas a Philippe Cohen Solal e seus amigos de longa data, Christoph H. Müller e Eduardo Makaroff. O projeto havia sido criado para construir uma ponte entre o tango tradicional e místico e a sua nova encarnação jamaicana de andamento mais lento, criando arquiteturas sonoras sensuais, noturnas e bem desenhadas que combinam clássicos do tango com batidas e ritmos modernos.
Traduzido como “A Vingança do Tango”, este álbum criativo foi o mais erótico retorno ao tango desde as performances de Astor Piazzola, e os DJs rapidamente levaram esse som ardente para as pistas da dança europeias. Em “Una Musica Brutal”, a melancolia do bandonéon mistura-se com a simplicidade do dub. “Triptico” dá destaque ao violino e a um piano jazzístico. A voz atemporal de Cristina Villalonga em “Época” evoca a milonga, uma alegre dança argentina, enquanto os objetivos políticos de Che Guevara e Evita são abordados em “Queremos Paz” e “El Capitalismo Foráneo”, respectivamente.
A missão do Gotan project é dar nova vida do tango. La Revancha Del Tango é uma declaração de intenções ousada, espirituosa e elegante.
Una Musica Brutal: 
Triptico: 
Época: 
Queremos Paz: 
El Capitalismo Foráneo: 
Chunga’s Revenge: 
Last Tango In Paris: 
Vuelvo Al Sur: 
Por Erasmo Junior, em 03-02-2012 - 12h15
Isso é música country sombria, rural – com um toque de antigas canções montanhesas -, perturbadora, comovente e selvagemente bela. Será que importa o fato de que essas canções “autênticas” e “tradicionais” do interior tenham sido, na verdade, compostas por uma artista sofisticada nascida e criada em Los Angeles, formada pela Universidade de Berkeley? Isso até pode incomodar alguns, mas francamente não deveria. Um material dessa qualidade transcende de forma eloquente e poderosa as picuinhas de qualquer purista. Além disso, este álbum possui um toque contemporâneo que talvez não seja evidente à primeira vista, seja nas letras fluidas e doloridas de Gillian Welch, seja no fraseado hábil e direto de seu parceiro musical, o extraordinário guitarrista David Rawlings. Não podemos esquecer, como disse a própria cantora, que “Gillian Welch é uma banda com dois integrantes”.
Este é o terceiro álbum e certamente o melhor. Foi lançado no mesmo momento em que o filme E Aí, Irmão, Onde Está Você? reavivou o interesse dos Estados Unidos por suas raízes musicais, confirmando o potencial do duo e consolidando sua reputação. Gravado em equipamentos vintage (antigos, porém de alta qualidade) no histórico Studio B de Nashville, o som é nítido e claro, celestialmente puro, enquanto o violão dedilhado espaçadamente combina perfeitamente com as harmonias vocais para conseguir um efeito etéreo e vibrante.
O álbum se desdobra como um tapete vermelho. Desde uma ode a Elvis Presley até referências a um presidente morto, cada música revela-se um sutil relance de poesia e fervor, retorcendo-se e tremulando em direção ao fascinante fechamento do disco, uma faixa de 15 minutos chamada “I Dream A Highway”. Um épico sobre paixões perdidas ou desgastadas. Este é um som profundo como uma mina e sombriamente escuro.
I Dream A Highway: 
Revelator: 
April The 14th Part 1: 
Elvis Presley Blues: 
Por Erasmo Junior, em 02-02-2012 - 12h24
Quando começou a trabalhar no seu terceiro álbum, o White Stripes decidiu que sua missão era fazer um disco sem versões cover, sem solos de guitarra, com o menor número de overdubs possível, como uma reação direta à relativa suntuosidade de seu segundo trabalho, De Stijl. Essa postura de aversão ao novo teve um resultado irônico: White Blood Cells é considerado frequentemente a sua produção mais esmerada e gerou as músicas mais conhecidas da banda.
A essa altura, sua identidade completamente vermelha, branca e negra já estava bem definida. A arte da capa apresenta o duo tentando se refugiar da mídia sempre invasiva, sendo ao mesmo tempo uma brincadeira com o título do álbum (traduzido como Glóbulos Brancos). O disco também estava repleto de contradições infantis – no interior da capa, a dupla aparece posando ironicamente para os seus supostos perseguidores. Essa atitude também está refletida na música. A letra de “Fell In Love With A Girl”, uma ruidosa música thrash de garagem que lotava as pistas de dança, falava das contradições entre o cérebro de um homem e o de uma mulher. “I Think I Smell A Rat” (uma faixa gravada em demo por Jack muito antes de o White Stripes existir) lamentava o fato de muitos jovens tirarem vantagem dos mais velhos. Já em “I’m Finding It Harder To Be A Gentleman”, a banda fala de má vontade sobre as mulheres ingratas que esnobam o cavalheirismo.
De qualquer modo, White Blood Cells deverá ser lembrado por seus blues lascivos e vigorosos. É como uma criança petulante que não quer ser ensinada (“Expecting”), mas também como um colega de escola frágil e humilde, sempre disposto a ajudar (“We’re Going To Be Friends”).
Jack White estava agora no auge da sua inspiração como compositor. Este álbum excelente permanece como o ponto de partida ideal para quem estiver curioso sobre o blues de brancos no século XXI.
Fell In Love With A Girl: 
I Think I Smell A Rat: 
I’m Finding It Harder To Be A Gentleman: 
Expecting: 
We’re Going To Be Friends: 
Dead Leaves And The Dirty Ground: 
Por Erasmo Junior, em 02-02-2012 - 12h03
Das batidas urgentes de “The Modern Age” às linhas melódicas do baixo de “Hard To Explain” e as guitarras entrelaçadas de “Alone, Together”, Is This It foi uma estreia revigorante.
O punk-pop sujo e desalinhado concebido pelo compositor e vocalista Julian Casablancas foi feito para audição compulsiva. Essas 11 explosões de energia bem econômicas, abençoadas com riffs em profusão, sabiamente distinguiram a banda dos muitos grupos pós-Radiohead da época, mais voltados para criar música numa espécie de escalada épica (entenda-se: bombasticamente vazios). (A versão americana em vinil foi lançada no tenebroso dia 11 de Setembro; “New York City Cops” foi tirada da versão em CD que veio em seguida).
Os Strokes tiveram como influências o caldeirão de bandas que surgiram em Nova York durante os anos 70 (como fica evidente em suas jaquetas de brechó, seus tênis surrados e jeans apertados). As referências mais claras são The Stooges, The Cars e Television (particularmente na interação entre as guitarras de Nick Valensi e Albert Hammond Jr.).
Casablancas admite abertamente sua admiração pelo Velvet Underground de Lou Reed e, estilisticamente, sua fala lenta e petulante soa como uma versão mais jovem do seu heroi. Algumas vezes seu estilo é cheio de atitude: “I don’t give a fuck” (“Eu não dou a mínima”), declara em “Barely Legal”, antes de passar à frustração sincera e afetuosa – “I want it all, I just can’t figure out… Nothin’” (“Eu quero tudo, só não consigo entender… Nada”). A última música do disco, “Take It Or Leave It”, é construída como um crescendo eufórico. Nos shows, o carismático Casablancas muitas vezes se jogava sobre o público durante essa música. O plágio musical raramente soou tão divertido.
The Modern Age: 
Hard To Explain: 
Alone, Together: 
New York City Cops: 
Barely Legal: 
Take It Or Leave It: 
Last Nite: 
Por Erasmo Junior, em 01-02-2012 - 11h51
Tendo acertado as bases com The Writing’s On The Wall, de 1999, o Destiny’s Child atingiu o topo com Survivor, consolidando-se como a mais bem-sucedida banda de mulheres daquela época.
O título do álbum em si é uma declaração. A banda estava em transição, depois de ter perdido três de suas integrantes em seis meses e enfrentando processos judiciais de duas delas. O Destiny’s Child havia se tornado um trio, com a recém-chegada Michelle Williams unindo-se a Beyoncé Knowles e Kelly Rowland.
Se havia alguma dúvida de que a nova formação do grupo seria um sucesso, ela foi dissipada imediatamente com “Independent Women Part I” (usada como tema para o filme As Panteras). Apenas o groove oscilava nessa música dançante suingada, enquanto as três mulheres proclamavam firmemente sua emancipação. O passo firme prossegue com o hino matador “Survivor”, para depois se transformar na saltitante “Bootylicious”, criada sobre um sample curto de “Edge Of Seventeen”, de Stevie Nicks.
É compreensível que muitos vejam Survivor como o primeiro disco solo de Beyoncé, já que foi coautora ou então produziu as 15 faixas do álbum. Seu orgulhoso pai, Mathew Knowles, foi o produtor executivo do disco e “eminência parda”, cuidando de dar a Beyoncé quase todos os vocais principais do disco. Ela produziria um garnde sucesso por conta própria em 2003, com Dangerously In Love, um campeão de vendas que provou ser quase tão bom quanto Survivor, antes do retorno ao grupo, em 2004, com o lançamento de Destiny Fulfilled. Um título irônico, sem dúvida, já que o trio já tinha cumprido seu destino, pelo menos artisticamente, com Survivor.
Independent Women Part I: 
Survivor: 
Bootylicious: 
Por Erasmo Junior, em 31-01-2012 - 15h06
Titãs leva Cabeça Dinossauro aos palcos e reafirma desejo de juntar ex-integrantes
“Dá vontade”, revela Paulo Miklos sobre a aguardada reunião do Titãs. “Já tem uma ansiedade em torno disso. Nossa também.” A banda fala com os ex-integrantes sobre tocar juntos em um show comemorativo. A ideia ainda é restrita a bate-papos informais.
“Atualmente, a gente está em uma outra esfera. Cada um tem sua agenda”, diz Miklos, referindo-se às carreiras deles e dos antigos parceiros. “A disponibilidade de todo mundo tem que casar até que a gente possa confirmar qualquer coisa.” Ele acha engraçadas as especulações, como as ocorridas depois de em um show em Manaus. “Falei de nosso desejo e pronto: no dia seguinte neguinho publica algo como a volta da banda em formação original.”
Além desse possível reencontro, outras celebrações estão reservadas para 2012. A primeira delas é a série de oito shows, em março, no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O Titãs vai tocar a íntegra do aclamado Cabeça Dinossauro (1986). “Com o repertório desse disco a gente volta à nossa sonoridade original”, conta o músico. A ordem das faixas não vai ser alterada nos shows. “A graça é essa. A gente sempre curtiu fazer discos conceituais”, ele afirma.
Fora o disco, músicas que ajudaram na concepção dele e outras fortemente influenciadas pelo trabalho (como “Será que É Isso que Eu Necessito”, de Titanomaquia), entrarão no set list. Miklos se anima e revela o convite para levar esse show a Rio de Janeiro, Belo Horizonte e outras cidades. “A gente vai tentar levar até um pano de fundo parecido com o show da época, com todas aquelas peles e tal.”
Fonte: Rolling Stone.
Por Erasmo Junior, em 31-01-2012 - 12h39
Se Ryan Adams não fosse um compositor prolífico, seria certamente o frequentador mais barulhento do bar local, lamentando as forças que conspiram contra ele e partindo uma garrafa na cabeça do primeiro que lhe mandasse calar a boca. Por sorte, Adams tem a reputação de escrever cerca de nove músicas por dia e são sempre melhores quando ele realmente tem algo de que se lamentar. Em 2001, após duas separações dolorosas que o levaram de Nova York a Los Angeles, e com uma pilha de dinheiro de uma grande gravadora para fazer o seu segundo disco solo, Adams gravou 16 músicas que o ajudaram a encontrar seu caminho de volta.
Com um som tão diversificado quanto as mudanças de humor do seu autor, além de um toque dos anos 70 trazido pelo produtor Ethan Johns, Gold levou Adams ao panteão da música country alternativa, ao lado de Gilliam Welch, Lucinda Williams e Wilco.
Abrindo com a animada mas amarga “New York, New York” e fechando com a magnífica e vacilante “Goodnight Hollywood Boulevard”, Gold perambula pela tradição musical americana, do country ao soul, do blues às baladas, passando por todos os caminhos intermediários. O álbum é tanto uma carta de amor a ídolos como Johnny Cash, Gram Parsons e Bob Dylan quanto a qualquer paixão momentânea. O refrão rústico e oscilante de “Somehow, Someday” lembra os velhos tempos de Tom Petty, enquanto os belos acordes descendentes de “Answering Bell” evocam The Band.
O que normalmente soaria como um clichê é convertido por Adams numa desilusão amorosa palpável, graças ao seu magnetismo emotivo. Só um hábil compositor consegue descrever um mundo tão depressivo de forma tão doce.
New York, New York: 
Goodnight Hollywood Boulevard: 
Somehow, Someday: 
Answering Bell: 
The Rescue Blues: 
Enemy Fire: 
Tina Toledo’s Street Walkin’ Blues: 
Por Erasmo Junior, em 30-01-2012 - 15h51
 De acordo com o site Blabbermouth.net, o Label Group Mascot anunciou o lançamento do álbum de estreia da Flying Colors – a espetacular banda de rock progressivo-pop-metal formada pelo baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater) e Steve Morse guitarrista (Deep Purple). O CD será disponibilizado no Reino Unido em 26 de março, seguido por um lançamento nos EUA na terça, 27 de março.
A Flying Colors é formada por Mike Portnoy (bateria, vocais), Dave LaRue (baixo), Neal Morse (teclados, vocais), Casey McPherson (vocais, guitarra) e Steve Morse (guitarra).
“Este álbum tem pedaços do que você esperaria de cada um de nós”, diz Portnoy. ”A soma de todas as suas partes levou a nova marca, um território inexplorado para todos os envolvidos.”
As faixas são: (1) Blue Ocean; (2) Coulda Shoulda Woulda; (3) Love Is What I’m Waiting For; (4) The Storm; (5) Kayla; (6) Forever In A Daze; (7) Everything Changes; (8) Better Than Walking; (9) All Falls Down; (10) Fool In My Heart; e (11) Infinite Fire.
A formação de Flying Colors começou com uma ideia simples: músicos virtuosos e um cantor pop se unem para fazer música da maneira antiga. Refrescante, clássicos, antigos e novos, as gravações estão saturadas com os diversos estilos, tons e matizes dos músicos que se tornou uma banda com uma fusão única de arte vintage e música contemporânea.
Em 2008, o produtor executivo Bill Evans trouxe a ideia para os músicos e o produtor Peter Collins. Intrigado com a ideia e a perspectiva de trabalhar em conjunto, os quatro músicos assinaram contrato para formar uma banda e gravar um primeiro álbum.
Steve Morse e Dave LaRue desenvolveram uma química ao longo dos anos, que começou no início de suas carreiras como parceiros no Dixie Dregs. Em 1995, Morse tornou-se membro do Deep Purple, enquanto LaRue se aventurou com Joe Satriani, John Petrucci, Jordan Rudess, Steve Vai e Portnoy.
Multi-instrumentista, compositor e cantor, Neal Morse é uma das principais figuras do rock progressivo, cuja notoriedade se deu com a fundação da banda Beard Spock em 1995, gravações como artista solo, e contribuições para o supergrupo Transatlantic.
Mike Portnoy é um dos bateristas mais populares e respeitados, de metal e rock, e um escritor realizado e produtor. Ele é o destinatário de inúmeros prêmios da indústria, incluindo 26 prêmios Modern Drummer. Ele ganhou destaque como líder, baterista, produtor e co-roteirista do Dream Theater, antes de sair em 2010. Nesse mesmo ano, ele trabalhou no álbum “Nightmare” do Avenged Sevenfold e sua turnê subsequente.
Foi Portnoy que recomendou o cantor do Alpha Rev, Casey McPherson, para se juntar à Flying Colors. McPherson, cujo álbum “New Morning” (2010) estreou no Top 5 em duas paradas da Billboard, desfrutou grande sucesso nas rádios com vários hits. A faixa “New Morning” passou 17 semanas no Top 10 na Rádio Triple A, e teve uma temporada no Top 20 da VH1. Steve Morse diz que “Casey foi um glorioso achado, porque ele pode fazer um som fantástico, e é um multitalentoso como os outros.”
A Flying Colors se juntou para apenas nove dias no início de 2011, e compôs e gravou este álbum durante uma sessão curta e intensa.
“Foi uma experiência incrível”, lembra Dave LaRue. ”A banda mudou-se a um ritmo acelerado, as ideias que voam ao redor da sala em todos os momentos. Seções de músicas foram arranjadas, e então re-arranjadas. Ideias foram julgadas em todas as direções, até que nos fez trabalhar, ou, em alguns casos, descartadas completamente. Apenas mantendo a par de tudo foi um desafio! O álbum é cheio de provações e de triunfos. Tem sido um inspirando desafio, prog, pop, metal e todos em uma grande gravação. ”
Os planos de turnê para a Flying Colors serão anunciados nos próximos meses.
Por Erasmo Junior, em 30-01-2012 - 12h27
Coisas bizarras aconteceram no mundo da música em 2001. O Tool levou a matemática do metal ao topo das paradas. Mariah Carey tirou a roupa em Total Request Live. E excêntricos personagens de desenho animado ganharam um disco de platina.
Concebido por Damon Albarn, do Blur, e por Jamie Hewlett, criador da HQ Tank Girl, o Gorillaz é formado por 2D, um garoto descolado, pelo baixista dentuço Murdoc, a fria e misteriosa Noodle e pelo prodígio do hip-hop Russell. Apareceram com uma biografia bizarra, apoiada na iconografia dos filmes de terror (daí o “Drácula” na versão americana). por trás das imagens, há o eclético produtor Dan The Automator, Tina Weymouth (sua banda Tom Tom Club provavelmente faz parte da árvore genealógica do Gorillaz), o DJ canadensa Kid Koala e o veterano cantor cubano Ibrahim Ferrer.
A receita do seu sucesso foi, sem dúvida, Del Tha Funkee Homosapien (seu disco, I Wish My Brother George Was Here, produzido por seu primo Ice Cube, é imprescindível para quem gosta de humor misturado com hip-hop). O rap sinistro de Del ajudou a transformar em hits músicas como “Clint Eastwood” e “Rock The House” e levou o Gorillaz a formar parcerias com Redman e com os protegidos de Eminem, D12.
Entre as faixas de fácil audição aparecem alguns flertes com o dub reggae e o punk, que têm seu melhor exemplo em Think Tank, do Blur, apesar de “Slow Country” ser uma das melhores composições de Albarn. Já “M1 A1″ é um pastiche poderoso de “Roadrunner”, de Jonathan Richman.
O melhor mesmo é curtir o Gorillaz em DVD (Gorillaz Phase One: Celebrity Take Down) ou na internet. Contudo, este álbum – que se manteve nas paradas dos Estados Unidos e da Inglaterra durante um ano inteiro – é um passaporte para a turnê do mistério musical.
Clint Eastwood: 
Rock The House: 
Slow Country: 
M1 A1: 
Tomorrow Comes Today: 
19-2000: 
Por Erasmo Junior, em 29-01-2012 - 11h57
Depois de três álbuns solo, Björk pensava que já tinha mapeado cada aspecto de si mesma: desde os primeiros passos tímidos de Debut, passando pelo frenético Post, ao melancólico e potente Homogenic. “Vespertine”, disse Björk, “é a última parte de mim”.
Antes de começar o trabalho em Vespertine, Björk foi a protagonista do filme de Lars Von Trier Dançando no Escuro, no papel de Selma, uma personagem introvertida vivendo num “universo hermético”. O mesmo ambiente tranquilo e contemplativo é filtrado por seu novo álbum. Segundo Björk, o disco fala do que “acontece sob a minha pele, o local secreto”.
Vespertine vibra com atividade submarina, uma sensação de fisgadas físicas ou emocionais invisíveis. De fato, Björk já colecionava pequenos samples desde 1997, pesquisando instrumentos como a celesta, harpa e caixinhas de música: “sons de percussão doces e curtos”. Para Vespertine, ela chamou o duo eletrônico Matmos, que já havia trabalhado com as coisas mais variadas possíveis para produzir música, desde brinquedos até sons produzidos durante uma cirurgia plástica.
Além dos barulhinhos inomináveis que borbulham pelas faixas, Vespertine se move ao som de orquestrações e vozes de um coral de meninas Inuit da Groelândia. Há uma liberdade de tirar o fôlego em músicas como “It’s Not Up To You”, que celebra a felicidade em confiar no desconhecido (“Unthinkable surprises, about to happen – “Surpresas impensáveis, prestes a acontecer”), até a suavemente erótica “Cocoon”, tão íntima que lembra anotações de um diário pessoal.
Logo após o lançamento do disco, Björk partiu para uma bem-sucedida turnê mundial que foi amplamente documentada. A cantora disse que se sentia libertada. “Eu poderia fazer absolutamente qualquer coisa agora mesmo”, disse ela. O mundo prendeu a respiração.
It’s Not Up To You: 
Cocoon: 
Hidden Place: 
Pagan Poetry: 
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