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Foto “invertida” dos Beatles atravessando a Abbey Road vai a leilão

Uma fotografia inédita dos Beatles atravessando a famosa Abbey Road, em Londres, será leiloada no fim deste mês pela Bloomsbury Auctions, informa o semanário musical “NME”.

O retrato é uma versão “invertida” daquele que foi eternizado na capa do disco “Abbey Road”, de 1969: o quarteto de Liverpool cruza a faixa de pedestres da direita para a esquerda, sentido contrário da foto original. Ambas foram registradas pelo fotógrafo Iain Macmillan.

Na imagem que vai a leilão, há um detalhe interessante: Paul McCartney atravessa a rua de chinelos – na original, ele está descalço.

Segundo a publicação, a foto inédita pertencia a um colecionador, e a estimativa é de que ela seja vendida por 9.000 libras esterlinas –cerca de R$ 27 mil.

Compare:

Capa do disco "Abbey Road", que mostra os Beatles atravessando a famosa Abbey Road, em Londres

A foto dos Beatles que será leiloada, também feita por Iain Macmillan na Abbey Road, em 1969

Fonte: Folha.com

Legião Urbana é revivida com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Wagner Moura

“Cara, eu tenho medo, mas tenho mais coragem. Fiquei mais a fim de fazer do que qualquer coisa, de imediato.”

Assim Wagner Moura descreve sua reação ao convite para participar, como vocalista, de um tributo à Legião Urbana ao lado do guitarrista Dado Villa-Lobos e do baterista Marcelo Bonfá.

O show, encomendado pela MTV, acontece nos dias 29 e 30 de maio, em São Paulo, e seu anúncio causou primeiro surpresa (um ator no lugar do mítico Renato Russo?) e, depois, irritação em boa parte dos fãs (um ator no lugar do mítico Renato Russo?!?).

Não importou o fato de Moura, como qualquer adolescente dos anos 1980, ser fã da banda, daqueles que decoravam “Faroeste Caboclo”.

De nada adiantou ele ser um cantor diletante (tem uma banda, Sua Mãe) e já ter cantado Legião em cena – imitou Renato Russo numa interpretação de “Será”, no filme “Vips” (2011), e cantou “Tempo Perdido” em “O Homem do Futuro” (2011).

“Estamos nos expondo muito, porque estamos lidando com um repertório que tem milhões de fãs. É óbvio que haverá o preconceito por eu ser um ator popular, não ser um cantor. A gente sabia que ia ter de lidar com isso desde o começo, e esse risco me instiga”, diz Moura.

Os músicos também não titubearam quando souberam do projeto. “A resposta do Wagner foi tão esfuziante e acolhedora que eu falei ‘cara, vamos fazer’”, diz Dado. “Quando as pessoas saírem do show, vão entender porque a gente fez isso”, diz.

A apresentação, dirigida por Felipe Hirsch, terá 25 músicas, passando por todos os discos do grupo – inclusive “A Tempestade” (lançado no ano da morte de Renato, 1996) e “Uma Outra Estação” (póstumo, de 1997), que a Legião nunca mostrou ao vivo.

Impedidos de usar o nome Legião Urbana (a marca pertence à família de Renato Russo, que não autorizou o uso), os remanescentes da banda afirmam estar cansados desse tipo de disputa e que estes shows serão os últimos com o repertório do grupo.

“É triste, é ruim, é chato [não poder usar o nome da banda]. Realmente é uma situação que incomoda, mas vai ser a última vez. A partir do dia 31 de maio, não teremos mais esse tipo de problema, isso é certo”, diz Dado.

TRIBUTO À LEGIÃO URBANA
QUANDO 29 e 30/5, às 21h
ONDE Espaço das Américas (r. Tagipurú, 795, São Paulo; tel. (11) 2027-0777)
QUANTO R$ 200 (à venda em www.ticket360.com.br, pelo telefone (11) 2027-0777 e no local do show)
CLASSIFICAÇÃO 18 anos

Fonte: Folha.com.

 

Black Sabbath: Bill Ward está fora da reunião

Baterista não chega à acordo com o grupo e publica longa carta explicando os motivos que o levaram a desistir.

O baterista original do Black Sabbath, Bill Ward, não vai participar da reunião do grupo, que planeja sair em turnê mundial e gravar o primeiro álbum de inéditas em 33 anos. Em um comunicado, postado na página dele no Facebook, na tarde desta terça (15/3), Ward disse que está fora. “Eu lamento informar que depois de um último esforço para participar dos próximos shows do Sabbath, o desacordo continua”, diz o texto. “No momento tenho que informar que eu não vou tocar com o Black Sabbath em Birmingham, no dia 19, nem no Download, no dia 10 de junho, e nem no Lollapalooza, no dia 3 de agosto”, continua, citando as únicas apresentações confirmadas.

O baterista se diz “muito triste” ao escrever o texto, pede desculpas aos fãs e afirma que “estava particularmente empolgado para tocar com Tony Iommi, depois que ele começou a se tratar de um câncer”.

Bill Ward não culpa os demais integrantes do grupo, mas diz que lhe foi oferecido a oportunide de tocar apenas algumas músicas no show do Download Festival, em junho. “No início de abril, me foi perguntado se poderia participar ‘minimamente’ no Download festival”, conta Ward. “Acredito que não ofereceram mais de três músicas para eu tocar, enquanto outro baterista tocaria o resto do show com o Black Sabbath. Não quis participar dessa forma”, disse, revelando mágoa.

O baterista também não gostou de ter tomado conhecimento do show de aquecimento, em Birmingham, pela internet. Os representantes dele entraram em contato e obtiveram, segundo o texto, a resposta: “venha para o Reino Unido, toque de graça e vamos ver o que acontece”.

Por causa do tratamento de Iommi, o Black Sabbath cancelou todas as datas que faria na turnê europeia, onde foi substituído pelo projeto “Ozzy & Friends”, que tem a participação de Ozzy Osbourne, do baixista Geezer Butler, Slash e Zakk Wylde, entre outros.

Somente três apresentações do Black Sabbath (incluindo Tony Iommi) estão confirmadas. Uma no próximo dia 19, na O2 Academy, em Birmingham, como aquecimento para a segunda apresentação, no Download Festival, dia 6 de junho, na Inglaterra. O grupo ainda é o headliner do Lollapalooza de Chicago, que acontece em agosto. As gravações do álbum de inéditas, o primeiro em 33 anos, não fora interrompidas.

A reunião da formação original do Black Sabbath foi anunciada em novembro do ano passado, mas o Bill Ward reclamou, em fevereiro desse ano, que precisava de “acordo justo” para participar, e que não poderia continuar “a menos que um contrato ‘assinável’ fosse redigido”. Antes, em janeiro, Tony Iommi foi diagnosticado com um câncer.

 

Fonte: Rock em Geral.

 

“Autumn Leaves” de Jo Stafford (1950)

A primeira constatação de fama do grupo The Pied Pipers, Jo Stafford se tornou uma favorita das tropas dos EUA durante a Segunda Guerra Mundial, que a levou a ganhar o apelido carinhoso “GI Jo”. Dezenas de hits seguidos, baladas melancólicas (“Some Enchanted Evening”, “A Sunday Kind Of Love”), duetos animados com Frankie Laine (“Hambone”, “Hey, Good Lookin’” de Hank Williams), todos são distinguidos por uma voz rica, elegante, discreto e profunda.

Apesar de “Autumn Leaves” ser, agora, um padrão do jazz americano, é uma canção francesa, escrita em 1946 e originalmente intitulada “Les Feuilles Mortes”. A música atravessou o Atlântico através do compositor Johnny Mercer, que escreveu a letra em inglês para a melodia de Joseph Kosma no final dos anos quarenta. Dispondo de uma orquestra dirigida por Hall Mooney, de gravação tipicamente imponentes, Stafford pode ter sido a primeira a incluir as palavras Mercer.

Seu sucesso contínuo por cerca de uma década, período em que ela teve seu segundo single nº 1 no Reino Unido (“You Belong To Me”) e ganhou um Grammy para Melhor Álbum de Comédia. Os corações de milhares de militares foram quebrados quando Stafford desligou seu microfone, em 1966, ainda na casa dos quarenta anos, aparentemente insatisfeita com a qualidade de sua voz. Ela se aposentou, dizendo: “pela mesma razão que Lana Turner não coloca um maiô mais”.

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Dream Theater promove concurso para feitura de videoclipe

O novo videoclipe do Dream Theater, para a música “Lost Not Forgotten”, pode ser dirigido por você! O o grupo está promovendo um concurso na internet que vai escolher o vídeo que será exibido no telão, durante os shows da atual turnê. Para participar, basta enviar o clipe em resposta ao vídeo de divulgação do concurso, que é protagonizado pelo guitarrista John Petrucci e pelo tecladista Jordan Rudess:

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O prazo para envio é 31 de maio, e o resultado sai dia 4 de junho.

 

Fonte: Rock em Geral.

 

Novo álbum de Slash, “Apocalyptic Love”, vaza

O novo álbum do guitarrista Slash, “Apocalyptic Love”, circula livremente em sites de compartilhamento de arquivos. O vazamento antecipa o lançamento em cerca de dez dias. Além de Slash, estão no álbum o vocalista Myles Kennedy, cujo nome aparece na capa, Bobby Schneck (guitarra), Todd Kerns (baixo) e Brent Fitz (bateria). A produção do disco ficou por conta de Eric Valentine (Queens Of The Stone Age). Veja abaixo a lista das músicas:

1- Apocalyptic Love

2- One Last Thrill

3- Standing In The Sun

4- You’re A Lie

5- No More Heroes

6- Halo

7- We Will Roam

8- Anastasia

9- Not For Me

10- Bad Rain

11- Hard & Fast

12- Far And Away

13- Shots Fired

 

Fonte: Rock em Geral.

 

Rush: novo álbum é conceitual, mas não muito

Vigésimo disco de estúdio, “Clockwork Angels”, será lançado no dia 12 de junho e tem faixa em que músicos trocam de instrumentos

Os dedicados fãs do Rush não se aguentam de tanta ansiedade. É que no próximo dia 12 de junho chega às lojas – deve vazar antes – o 20° álbum de estúdio do grupo, “Clockwork Angels”. O disco é o primeiro desde “Snakes & Arrows”, de 2007, mas é esperado desde meados de 2010, quando o trio, formado por Geddy Lee (vocal e baixo), Alex Lifeson (guitarra) e Neil Peart (bateria), batizaram o novo trabalho e disponibilzaram duas músicas, “Caravan” e “BU2B”.

Em vez de terminar o trabalho, o trio saiu em uma longa turnê mundial, tocando a íntegra do álbum “Moving Pictures” e só agora “Clockwork Angels” vai ganhar vida. Uma terceira música do disco, de um total de doze, “Headlong Flight” foi lançada como single em abril.

Prometido como um disco nos moldes dos velhos tempos, “Clockwork Angels” não chega a ser tão conceitual assim, como explica Geddy Lee numa entrevista feita na última quinta, que foi ao ar na rádio britânica “Planet Rock”. “Viemos com essa ideia há dois anos e meio e nos entusiasmasmos com ela”, explica o baixista. “Mas eu tinha uma visão na minha cabeça de fazer uma abordagem que não fosse tipicamente de um álbum conceitual, mas que cada faixa pudesse ser escutada como uma coisa individual”, completa.

Assim como a ideia de um disco com sonoridade “das antigas” é esperado pelos fãs, sobretudo depois de ouvir “Caravan”, Geddy também usa o passado como parâmetro de comparação. “Diferentemente de ‘Hemispheres’ (disco de 1978) ou ‘2112′ (de 1976), por exemplo, quando o mesmo tema atravessa todas as faixas, agora são 12 faixas individuais conectadas pela história”, compara. “É como, por exemplo, você curtir ‘I’m Free’ ou ‘Pimball Wizard’, do ‘Tommy’, sem ter que gostar do álbum como um todo”, completa, citando um dos discos conceituais mais famosos em todos os tempos, do The Who, lançado em 1969.

Ao menos uma novidade no disco novo foi revelada pelo baixista durante a entrevista. Na música “The Wreckers”, ele troca de instrumento com o guitarrista Alex Lifeson, por puro acaso. “Estávamos em estúdio, uma sala grande, com a bateria montada e em volta dela estavam os nossos instrumentos extras: vários baixos e guitarras, amplificadores, etc”, conta Geddy Lee.

“Havia uma sala menor onde compunhamos enquanto o Neil ensaiava a primeira parte das músicas. Como o computador pifou, fomos matar o tempo na sala grande. Peguei um violão de 12 cordas, mas só com seis, as outras seis removidadas, que soa muito bonito, e comecei a fazer fraseados e acordes. O Alex gostou, veio com um dos meus baixos e começou a compor uma linha de baixo. Quando arrumaram o computador, gravamos uma demo com os instrumentos trocados e depois trabahamos no meio da música para deixá-la um pouco mais complexa, e decidimos gravar a versão final assim”, completa.

Questionado pelo repórter da rádio sobre se o som do grupo está mais para o progressivo, Geddy Lee dissertou sobre o rótulo que o trio não gosta muito de assumir. “O termo ‘prog’ é confuso. ‘Prog’ é progressivo e somos uma banda de hard rock que tentar progredir, tentamos ir além”, teoriza. “Nossa música é mais complicada do que precisa ser, mas há coisas complicadas que também divertem. Então tentamos fazer que a nossa música seja divertida de uma maneira diferente, uma maneira complicada”, defende o baixista.

A produção de “Clockwork Angels” ficou à cargo de Nick Raskulinecz, o mesmo de “Snakes & Arrows”. Um trailer do álbum foi postado no site oficial do grupo, onde é possível ouvir cerca de 30 segundos de duração de uma das novas músicas. No Reino Unido, o disco será disponiblizado encartado numa edição especial da revista “Classic Rock”. A chamada “Fan Pack edition” chega às lojas no dia 11 de junho.

A publicação tem 132 páginas falando só do trio canadense, incluindo entrevistas com os integrantes com pessoas relacionadas ao grupo, como o criador da capa do álbum “2112″, clássico do grupo, lançado em 1976. O novo álbum aparece na revista sendo analisado por integrantes de bandas como Manic Street Preachers, Porcupine Tree e Mastodon, além de produtores que já trabalharam com o Rush: Terry Brown, Rupert Hine e Peter Collins. Veja abaixo a lista das músicas que estão no CD:

1- Caravan

2- BU2B

3- Clockwork Angels

4- The Anarchist

5- Carnies

6- Halo Effect

7- Seven Cities Of Gold

8- The Wreckers

9- Headlong Flight

10. BU2B2

11- Wish Them Well

12- The Garden

A nova turnê do grupo começa nos Estados Unidos e Canadá, em setembro, onde 33 shows estão confirmados até o início de dezembro. Em maio de 2013 é a vez da Europa, onde já há sete datas definidas, a partir de maio.

Fonte: Rock em Geral.

 

 

“I’m So Lonesome I Could Cry” de Hank Williams (1949)

A música country tem dedos longos entre a linha que separa arte, confissão, e autenticidade. No entanto, foi Hank Williams que realmente amarrou esses extremos opostos. Williams era um vocalista talentoso. Mais do que qualquer artista antes dele, ele esculpiu sua própria vida em suas canções, mesmo ironicamente lamentando sua falta de cerveja (“My Bucket’s Got A Hole In It”, leve realização de seu alcoolismo debilitante) ou assustadoramente antecipando sua própria morte (“I’ll Never Get Out Of This World Alive “, lançado uma semana antes de sua morte). Aparentemente escrito sobre o seu casamento turbulento, “I’m So Lonesome I Could Cry” é uma mistura de autobiografia e imaginação.

“I’m So Lonesome I Could Cry” é incomum no repertório, onde foi concebida não como uma música, mas um poema. O cantor a tinha reservado para uma fita de uma série de recitais de palavra falada no início dos anos 1950, e “I’m So Lonesome I Could Cry” aparentemente tinha sido escrita com estas sessões em mente. Williams teve uma mudança de coração, porém, e em vez disso definiu as palavras para uma melodia simples.

Escondida no lado B de “My Bucket’s Got a Hole In It “, a canção não foi um sucesso em sua época. No entanto, ela já se tornou um marco para a vida malfadada de Williams, que terminou viciado em morfina e álcool, no banco de trás de um carro, no dia de Ano Novo de 1953. Ele tinha 29 anos de idade.

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O rei do improviso

Era para ser um show de blues clássico, se não fosse Buddy Guy um autêntico fanfarrão. Uma das lendas vivas do gênero, com inacreditáveis 76 anos, o guitarrista deixa de lado os clichês do blues para fazer do show um espetáculo de improviso, contextualização histórica, humor raro, quase sarcástico e – claro – boa música. A apresentação aconteceu ontem, no Vivo Rio, para uma plateia acomodada no esquema “churrascaria de granfino”, mas nem isso estragou a noite, repleta de citações, virtuose e escracho por parte de Buddy Guy e seu bordão “wait a minute” – algo como “alto lá”. Sim, um show de blues repleto de improvisos e bordões.

Você pode não se dar conta, mas Buddy Guy é referência/influência para todo e qualquer guitarrista de blues e blues rock. Eric Clapton, Keith Richards, Jimi Hendrix… todos beberam na fonte do bluesman e são homenageados no show, não com versões, digamos, corretas de música deles, mas com uma desconstrução de cada uma feita a base da guitarra blues original. Em “Sunshine Of You Love”, do Cream, banda que impulsionou a carreira solo de Clapton, Buddy Guy mostra a força de um riff pescado do blues de raiz, num dos melhores momentos da noite. Em “Voodo Chile”, de Hendrix, não se faz de rogado, toca com os dentes e até com a bunda, num must da antítese reverência/irreverência que marca a apresentação. Dos Stones, “Miss You” é citada e a plateia faz o corinho “u-uh” eternizado por Mick Jagger e Cia.

Buddy Guy também não deixa de lado suas referências e contemporâneos. Usa uma baqueta para solar em “Boom Boom”, de John Lee Hooker; se derrete ao dizer que “I Just Want Make Love To You”, de Willie Dixon, serve para “demonstrar todo o amor” que sente pelo Rio; e tem as palmas do público marcando o som em “Down Don Bother Me”, de Albert King. Em “74 Years Young”, ele desce para fazer um longo solo no meio do povo, retirando os fãs de seus lugares. Pena que o público, mal educado, em vez de mostrar reverência à aura viva do blues, opta por lhe espocar flashes e luzes na cara. O guitarrista encarou a multidão mesmo assim, sem parar de tocar no passeio, mas com muita dificuldade, sempre usando o bordão “wait a minute” para tentar acalmar o alvoroço.

Musicalmente, o show é um espetáculo de virtuose e bom gosto. Ao ser anunciado pelo tecladista Marty Sammon, Buddy Guy já entra no palco solando pra valer, com “Nodody Understand Me But My Guitar”, cujo título resume tudo. É com Sammon que o guitarrista trava os maiores duelos da noite, já na primeira música e durante várias outras, em performances que podem até ser ensaiadas nos bastidores, mas têm um “quê” de improviso extraordinário. O guitarrista Rick Hall, em trajes de jogador beisebol, é também participativo e tem seu momento de glória numa versão arrasa quarteirão de “Hoochie Coochie Man”, de Muddy Waters, logo no início da noite, solando de lado a outro do palco. Não é para qualquer um deixar Buddy Guy como guitarrista base.

Curiosamente, Buddy Guy viaja por todo esse repertório, repleto de improvisações, com uma única guitarra, velha e surrada, exceto por “Skin Deep”, já no final do show, quando usa um modelo vermelho, de corpo alongado. E pensar que Noel Gallagher, por exemplo, no mesmo local (veja como foi), praticamente usou um modelo em cada música. Depois de cerca de uma hora e meia, com farta distribuição de palhetas, que quase causou confusão com seguranças na beirada do palco, Buddy Guy se despede enquanto a banda continua tocando. E aí, na hora em que o público deveria entrar gritando por um bis, a luzes se acendem e a cortina é fechada. Pelo visto já estavam todos satisfeitos com seus videozinhos amadores.

Fonte: Rock Em Geral.

 

B.B. King retornará ao Brasil em turnê

 

A equipe de B.B. King anunciou na página oficial do músico no Facebook que ele retornará ao Brasil para uma nova turnê.

Aos 86 anos, o cantor e guitarrista, ícone do blues, fará cinco shows no país. O primeiro acontecerá em 29 de setembro, no Rio de Janeiro (Vivo Rio). No dia 2 de outubro, ele se apresentará no Teatro Guaira, em Curitiba. Depois seguirá para São Paulo, onde tem três datas marcadas: 5, 6 e 7 de outubro, na Via Funchal (dias 5 e 6) e no Boubon Street Music Club (dia 7).

B. B. King esteve no Brasil pela última vez em março de 2010.

Fonte: Rolling Stone Brasil.

 

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