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“The Virgin Suicides” do Air (2000)

Poucas vezes o som e a imagem se uniram tão graciosamente como na trilha sonora do Air para o primeiro filme de Sofia Coppola como diretora. A sinergia entre as imagens que narram a história trágica de cinco irmãs sem razões para viver e a hipnótica e dramática música eletrônica do duo francês é tão perfeita que fica impossível imaginar a existência de uma sem a outra.

Há uma cena no filme em que um médico pergunta a uma garota de 13 anos porque queria cometer suicídio. Ela responde: “Obviamente, o senhor nunca foi uma garota de 13 anos”. Na verdade, a motivação para os suicídios das irmãs não é explicada claramente e é nesse mistério, no centro do filme, que a trilha sonora do Air vai buscar sua inspiração. Embora algumas das faixas se sustentem como músicas individuais, especialmente “Playground Love”, The Virgin Suicides é na realidade uma suíte amarga. As pungentes melodias aparecem e reaparecem de formas sutilmente diferentes. O álbum, que lembra a sofisticação das colaborações de Angelo Badalamenti com David Lynch e o romantismo lascivo de Serge Gainsberg, incorpora a atmosfera de um clube de jazz em “Playground Love” (é ainda mais triste em sua faixa gêmea “Highschool Lover”), órgãos de igreja e uma guitarra no estilo de David Gilmour em “bathroom Girl” (a influ6encia do Pink Floyd dos anos 70 permeia o álbum) e um pop hipnótico em tom menor em “Cemetary Party”. Os sintetizadores retrô estão presentes em toda parte.

Nicholas Godin e Jean-Benoit Dunckel superaram a sua estreia com Moon Safari e elevaram tanto o nivel que não conseguiram voltar a alcançá-lo (Talkie Walkie, de 2004, chegou perto). Um dos mais brilhantes réquiens da história do pop.

Playground Love: YouTube Preview Image

Highschool Lover: YouTube Preview Image

Bathroom Girl: YouTube Preview Image

Cemetary Party: YouTube Preview Image

Afternoon Sister: YouTube Preview Image

Ghost Song: YouTube Preview Image

Suicide Underground: YouTube Preview Image

“Moon Safari” do Air (1998)

Moon Safari fornece uma imagem, um som e até um estilo de vida, tudo de uma só vez. A estreia do Air é retrô-kitsch – contudo, na época do lançamento, parecia futurista e elegante.

Muito disso pode ser explicado pela forma de trabalhar em estúdio do duo Jean-Benoît Dunckel e Nicolas Godin. O seu amor pelo som analógico (claramente refletido na sua escolha de instrumentos: sintetizadores vintage Moog e Korg, vocoders, pianos elétricos, amplificadores valvulados) lhes deu uma identidade chill out extremamente característica, que seria depois copiada por muitos outros, frequentemente sem sucesso.

Em “Sexy Boy”, batidas e frequências de baixo saídas diretamente dos anos 70 se juntam ao peso da rica herança francesa. As cordas do álbum, gravadas em Abbey Road, foram um toque inteligente (cortesia de David Whitaker, que havia trabalhado com Françoise Hardy e Serge Gainsbourg) que contrabalançava o lado electro do disco. “Remember”, a faixa mais curta, contou com a colaboração do mago francês dos sintetizadores Moog, Jean-Jaques Perrey, e ele evidentemente se divertiu, graças a sua interpretação energética e estimulante.

O resultado é um som lounge com a cara do final dos anos 90. Como os seus colegas do Daft Punk, as origens do Air – os clubes de Paris – lhes deram o estímulo de que necessitavam para gravar um disco capaz de cativar os que chegavam em casa após uma noite dançando, mas também interessava aos seus pais. Em última instância, Moon Safari é um álbum belo e humano, em que sentimentos frágeis, amor e melancolia estão presentes em todas as faixas. “All I Need” pode muito bem ter sido uma alusão ao passado da chanson francesa, mas, como um todo, o duo olhava para o futuro.

Sexy Boy: YouTube Preview Image

Remember: YouTube Preview Image

All I Need: YouTube Preview Image

La Femme D’Argent: YouTube Preview Image

Air, Jamiroquai, Snow Patrol, Bajofondo e outros participam de festival no Brasil

Depois do Planeta Terra e SWU divulgarem suas atrações, chegou a vez do Natura Nós confirmar bandas como Air, Jamiroquai, Snow Patrol e Bajofondo.

O evento acontece nos dias 16 e 17 de outubro, na Chácara do Jockey. Os ingressos começam a ser vendidos nesta segunda-feira pela internet e custam R$ 190 (pista comum) e R$ 500 (pista premium).

Confira a programação completa:

Sábado (16/10): Marcelo Jeneci, Cidadão Instigado, arina Buhr, Vanessa da Mata, Céu, Air, Bajofondo, Snow Patrol, Móveis Coloniais de Acaju e Jamiroquai.

Domingo (17/10): Pequeno Cidadão, Palavra Cantada, Pato Fu e Adriana Partimpim.

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