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“Oar” de Alexander Spence

Em 1968, a estabilidade mental de Alexander “Skip” Spence estava por um fio. Ele acabou sendo internado no hospício de Bellevue durante seis meses, depois de arrombar com um martelo o quarto de Don Stevenson e Jerry Miller, seus colegas no Moby Grape.

Quando teve alta, ele conseguiu um adiantamento de mil dólares da Columbia, comprou uma motocicleta e rodou até Nashville, onde começou a gravar as músicas que havia escrito em Bellevue. Não há nada parecido em todo o rock.

Oar foi gravado em baixo volume; o som é intimista – e, por isso, perturbador. A música tem um quê de improvisação, e o acompanhamento – todo tocado por Spence – é disperso. A faixa de abertura, “Little Hands”, parece ir num crescendo de energia, guiado pela bateria em grande estilo. “Cripple Creek”, “Weighted Down (The Prison Song)” e “Broken Heart” são canções country quase espectrais, graças ao barítono profundo e meio sonolento de Spence.

Um humor convencional e jogos de palavras surgem em flashes. O disco, porém, mergulha em águas mais profundas. “Book Of Moses”traz uma guitarra potente em estilo blues, ao lado de vocais poderosos, com rugidos de trovão e um martelar insistente e metálico ao fundo. O vocal de “Diana” é a fragilidade em pessoa, enquanto “War In Peace”, com sua guitarra fragmentada, címbalos e murmúrios, é mais uma coleção sinistra de texturas da aura do que uma música. A faixa de encerramento, “Grey/Afro”, ameaça desmontar, com sua bateria anárquica – é hipnótica, como todo o álbum.

Little Hands: YouTube Preview Image

Cripple Creek: YouTube Preview Image

Weighted Down (The Prison Song): YouTube Preview Image

Broken Heart: YouTube Preview Image

Diana: YouTube Preview Image

War In Peace: YouTube Preview Image

Grey/Afro: YouTube Preview Image

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