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“Billion Dollar Babies” de Alice Cooper

Quando Billion Dollar Babies foi lançado no mercado, Vincent Furnier – mais conhecido como Alice Cooper, o rei do shock rock – ainda tocava com o time original da Alice Cooper Band. Depois de mais um álbum, a banda se desfez, mas deixou como herança este disco, o mais poderoso do grupo.

A participação do produtor Bob Ezrin fez com que a banda assumisse um estilo mais hard, embora com um ligeiro refinamento que incluía a presença de cordas e metais. O álbum foi gravado nos Estados Unidos (no The Cooper Mansion, em Connecticut, e no The Record Plant, em Nova York) e na Inglaterra (no Morgan Studios, em Londres) – e entre os amigos que passaram para dar uma canja nas sessões estavam Marc Bolan, Donovan e Keith Moon, do The Who.

O disco também marcou a explosão comercial do fenômeno Alice Cooper. A turnê de lançamento foi uma das maiores máquinas de dinheiro da história do rock. Sangue falso, uma forca (substituída, na turnê, pela guilhotina) e cadeiras alétricas faziam parte dos acessórios das performances de Cooper já há algum tempo, mas agora as canções combinavam com o show. A melhor faixa é, talvez, “I Love The Dead”, uma história desconcertante sobre necrofilia que ajudou o álbum a liderar as paradas nos Estados Unidos e na Inglaterra. Está em excelente companhia ao lado da turbul;enta “Elected”, uma das preferidas do público (outro sucesso em single, um dos três originados deste álbum que ficaram entre os 10 Mais nas paradas inglesas), e de “No More Mr. Nice Guy” (composta, originalmente, para Killer, de 1971), que virou uma espécie de música-tema de Cooper. Detalhe: na capa do álbum em vinil vinha encartada uma nota de um bilhão de dólares.

I Love The Dead: YouTube Preview Image

Elected: YouTube Preview Image

No More Mr. Nice Guy: YouTube Preview Image

Hello, Hooray: YouTube Preview Image

“School’s Out” de Alice Cooper

Quando chegou a Los Angeles, vinda de Tucson, Arizona, a banda de Alice Cooper criou uma imagem controvertida e foi contratada pelo selo de Frank Zappa, Straight. Dois mal-afamados álbuns de pandemônio depois, o grupo se mudou para Detroit e ficou amigo dos Stooges, para quem o rugido da cidade dos automóveis era tão vital em sua evolução quanto a produção de Bob Ezrin.

Quando a Warner comprou a Straight, a banda de Cooper foi pressionada a fazer um novo disco. Depois de dois LPs de hard rock e alguns sucessos em singles, produzidos por Ezrin, Cooper e seu grupo encontraram o seu som e reforçaram sua popularidade, fazendo, em seus shows para multidões, uma performance bizarra, como se fossem bufões do Grand Guignol.

O impacto visual de Alice Cooper foi completamente transferido para o vinil em School’s Out, o álbum precedido pelo single homônimo, de grande sucesso. Foi seu single mais popular até então – uma rebelião descrita por riffs mortais e slogans revoltados, que se tornou um hino do punk para qualquer adolescente contestador do início dos anos 70. A banda – guiada pela voz depravada de Cooper e o pop cruel do guitarrista Michael Bruce – trabalhou duro com Ezrin num álbum conceitual, inspirado no musical Amor, Sublime Amor. Esta fantasia criativa sobre a delinquência juvenil trazia suntuosos arranjos no estilo das big bands de jazz (“Gutter Cat Vs. The Jet”, “Grand Finale”, “Blue Turk”) e operístico (“My Stars”), imitação dos Beatles (“Alma Mater”), além de rocks maravilhosos (“Luney Tune” e “Public Animal N. 9″). o rock vaudeville de Alice Cooper, superproduzido mas, ainda assim, um perfeito épico adolescente, seria a referência para artistas como Marylin Manson e Turbonegro.

School’s Out: YouTube Preview Image

Gutter Cat Vs. The Jets: YouTube Preview Image

Blue Turk: YouTube Preview Image

My Stars: YouTube Preview Image

Alma Mater: YouTube Preview Image

Luney Tune: YouTube Preview Image

Public Animal N. 9: YouTube Preview Image

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