Quando Billion Dollar Babies foi lançado no mercado, Vincent Furnier – mais conhecido como Alice Cooper, o rei do shock rock – ainda tocava com o time original da Alice Cooper Band. Depois de mais um álbum, a banda se desfez, mas deixou como herança este disco, o mais poderoso do grupo.
A participação do produtor Bob Ezrin fez com que a banda assumisse um estilo mais hard, embora com um ligeiro refinamento que incluía a presença de cordas e metais. O álbum foi gravado nos Estados Unidos (no The Cooper Mansion, em Connecticut, e no The Record Plant, em Nova York) e na Inglaterra (no Morgan Studios, em Londres) – e entre os amigos que passaram para dar uma canja nas sessões estavam Marc Bolan, Donovan e Keith Moon, do The Who.
O disco também marcou a explosão comercial do fenômeno Alice Cooper. A turnê de lançamento foi uma das maiores máquinas de dinheiro da história do rock. Sangue falso, uma forca (substituída, na turnê, pela guilhotina) e cadeiras alétricas faziam parte dos acessórios das performances de Cooper já há algum tempo, mas agora as canções combinavam com o show. A melhor faixa é, talvez, “I Love The Dead”, uma história desconcertante sobre necrofilia que ajudou o álbum a liderar as paradas nos Estados Unidos e na Inglaterra. Está em excelente companhia ao lado da turbul;enta “Elected”, uma das preferidas do público (outro sucesso em single, um dos três originados deste álbum que ficaram entre os 10 Mais nas paradas inglesas), e de “No More Mr. Nice Guy” (composta, originalmente, para Killer, de 1971), que virou uma espécie de música-tema de Cooper. Detalhe: na capa do álbum em vinil vinha encartada uma nota de um bilhão de dólares.













