Ao regravar a música “Boys Keep Singing”, de David Bowie, em seu primeiro single e depois partir em turnê com The Cure, o Associates estava aumentando a expectativa em torno de sua obra-prima de 1982, Sulk (o primeiro LP, The Affectionate Punch, havia sido lançado pelo selo Fiction Records em 1980). Esta era, sem dúvida, uma banda seguindo um projeto próprio. Era pop, art rock ou glam rock? Talvez uma mistura de tudo isso e muito mais.
A versão inglesa foi lançada com 10 músicas. Nos Estados Unidos, a ordem era diferente e havia faixas adicionais – o resultado foi um bom disco, mas bem diferente da outra versão. O grupo tinha dois pontos a seu favor: a voz encantadora de Billy Mackenzie e as paisagens sonoras esculpidas por Alan Rankine, multiinstrumentista virtuose. Desde a primeira música, “Arrogance Gave Him Up”, no estilo do Human League, este é o testamento musical da banda. “Party Fears Two” era a demonstração definitiva de que a banda tinha um talento inteligente e intuitivo para compor e lhes deu a nona posição nas paradas de sucesso inglesas.
Sulk tornou-se um dos álbuns mais influentes do synth-pop dos anos 80 e posteriormente germinou no trabalho de outras bandas como o Duran Duran (“Bap De La Bap” poderia ser o antecessor direto de “Rio”). Um breve olhar para a arte da capa confirma que o Associates estava definindo o tom dessa década exótica, indulgente, e que, em última instância, parodiava a si mesma.




