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B.B. King retornará ao Brasil em turnê

 

A equipe de B.B. King anunciou na página oficial do músico no Facebook que ele retornará ao Brasil para uma nova turnê.

Aos 86 anos, o cantor e guitarrista, ícone do blues, fará cinco shows no país. O primeiro acontecerá em 29 de setembro, no Rio de Janeiro (Vivo Rio). No dia 2 de outubro, ele se apresentará no Teatro Guaira, em Curitiba. Depois seguirá para São Paulo, onde tem três datas marcadas: 5, 6 e 7 de outubro, na Via Funchal (dias 5 e 6) e no Boubon Street Music Club (dia 7).

B. B. King esteve no Brasil pela última vez em março de 2010.

Fonte: Rolling Stone Brasil.

 

“Live At The Regal” de B.B. King (1965)

Não devia ser fácil aprender a tocar guitarra elétrica numa cidade sem eletricidade, mas, na época em que B.B. King veio de Indianola, no Mississippi, para tocar no Regal Theatre, em Chicago, em novembro de 1964, ele tinha passado 39 anos tentando. Ao tomar conta do palco naquela noite, com mais de 20 singles nas paradas de sucesso, uma famosa guitarra Gibson que ele chamava de Lucille presa nas costas e um exército de mulheres ameaçando avançar sobre ele, podia-se dizer que King havia finalmente conseguido.

Lucille foi a primeira a “falar” quando a banda entrou, apresentando-se à entusiasmada plateia com dois ou três riffs dançantes, contra os metais em uníssono e a percussão em dois tempos. B.B. rapidamente respondeu à guitarra, proclamando, em sua imponente voz, “Everyday I Have The Blues!”. Foi uma conversa infinita, a mesma que havia tornado os dois famosos na década anterior.

King comandava o público, arrancando gemidos e lamentos dos fieis, atraindo cada um deles para um papo a três, com ele e Lucille. Depois da abertura, veio a sufocante “Sweet Little Angel” e como “ela adora abrir suas asas”. Os gritos subiam da plateia como uma névoa.

Mas não se tratava de sexo, e sim de blues, e B.B. era quem explodia de saudade e mágoa. As versões incandescentes de “It’s My Own Fault”, “How Blue Can You Get” e “You Upset Me Baby”, acentuadas pelas carícias no pescoço de Lucille, se tornariam a viga mestra do blues ao vivo e ajudariam a coroar King como o maior guitarrista do gênero na história.

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