The Stranger foi o terceiro álbum de Billy Joel, que, aos 28 anos, tinha começado há pouco tempo a viver de sua música. Ele havia passado a adolescência em Nova York, tocando piano em bares para complementar a renda da mãe, solteira. Embora tivesse merecido a atenção da crítica com Streetlife Serenade, de 1974, Joel chegou ao primeiro lugar das paradas com The Stranger, que permaneceu como o disco mais vendido da Columbia até 1985. O álbum alavancou a maior turnê feita pelo artista – 54 shows nos estados Unidos e Europa, no outono de 1977.
O disco, de nove faixas, rendeu quatro singles: “Just The Way You Are”, que garantiu a Joel dois Grammy em 1979; “Movin’ Out (Anthony’s Song)”, com a mensagem de rebeldia adolescente e barulho de carros; a suave “She’s Alaways A Woman”; e a contagiante “Only The Good Die Young”. As letras são poéticas e inteligentes e o álbum traz um encanto juvenil. O talento de Joel para contar histórias é particularmente comovente na maravilhosa “Scenes From An Italian Restaurant”.
Musicalmente variado, o trabalho de composição de Joel ganha carga dramática com o calmo piano na introdução da faixa-título, que explode em rock lá pela metade, incorporando uma descarga de guitarras elétricas e concluindo com um mágico assobio. A gravação dessa faixa reuniu 24 pessoas, que tocaram partes diversas da música. O álbum possui um tom geral acolhedor, embora seja um pouco sombrio na execução. O maior exemplo disso está na capa em preto-e-branco, que mostra Joel descalço, de terno e gravata, sentado numa cama e contemplando uma máscara de teatro, tendo, ao fundo, um par de luvas de boxe penduradas na parede.







