A capa do álbum mostra uma foto borrada de um paciente entrando na emergência de um hospital – um resumo admiravelmente cândido que transmite o estado crítico da banda antes deste disco ser lançado. No verão de 1995, “Country House” pode ter levado a melhor e chegado ao primeiro lugar nas paradas inglesas, batendo “Roll With It”, do Oasis, mas o supercalculado The Great Escape ficou para trás em relação a (What’s The Story) Morning Glory?. No final de um ano, o britpop estaria morto.
A salvação veio de uma fonte contra a qual tinham passado quase toda a carreira brigando: os Estados Unidos. Ainda que os seus três álbuns anteriores – a chamda “trilogia inglesa” – fossem uma negação do rock norte-americano, o que mais fazer senão abraçá-lo? Conta a enda que a mudança de rumo veio graças a Graham Coxon. O disco certamente pertence às suas guitarras barulhentas, especialmente em “Song 2″, um sucesso que permitiu que entrassem no mercado norte-americano. Coxon também compôs a maravilhosa “You’re So Great”, sua primeira música para o Blur. É impossível não detectar as influências do Pavemente, Sonic Youth, Dinosaur Jr. ou até mesmo o Black Flag, algo que seria impensável para a banda enquanto Damon Albarn estivesse no comando.
A música do Blur sempre teve as suas excentricidades, mas agora elas estavam mais evidentes por conta dos métodos de gravação lo-fi do produtor Stephen Street. De qualquer forma, este disco contém algumas das melhores músicas de Damon Albarn. As dolorosas “Strange News From Another Star” e “Country Sad Ballad Man” estão a anos-luz dos excessos de Parklife. Por sua vez, a última faixa, “Essex Dog”, foi a declaração definitiva sobre a identidade inglesa que a banda tinha levado três álbuns tentando alcançar.























