É inegável o estrondo que a estreia de Britney Spears produziu na música popular. Com a elegante embalagem de música dançante com inspiração europeia, baladas de amor não correspondido e melodias fáceis, Britney revolucionou a música para adolescentes de um modo que não se via desde David cassidy ou os Beatles. Sem ela, talvez nunca tivesse surgido uma Jessica Simpson.
O seu enorme impacto na cultura pop gerou várias modas e uma cobertura de mídia tão impressionante na época de Lady Di. Com apenas 17 anos, era retratada na mídia como a mistura perfeita de sedução e inocência. Britney converteu-se rapidamente numa Lolita para uma nova geração de velhos homens perversos: o número de buscas na internet do tipo “Britney Spears nua” é enorme.
Apesar de desprezado pela maioria dos críticos, …Baby One More Time não tardaria a vender mais de dez milhões de cópias e tornar-se uma das mais bem-sucedidas estreias de todos os tempos. As vendas se devem em parte ao seu sorriso encantador, mas sobretudo à faixa-título irresistível – mesmo aqueles que a odeiam têm de admitir que é uma das melhores músicas dançantes da época. Seguem-se mais três singles de sucesso: o exuberante “(You Drive Me) Crazy”, a balada “Sometimes” e o gloriosamente frívolo “Soda Pop”. “Born To Make You Happy” é uma recordação de alguém profundamente apaixonado, na linha de “You Don’t Have To Say Love Me”. E, para fechar o álbum, uma versão da música de Sonny Bono, “The Beat Goes On”, uma das prediletas dos hipsters e um toque de gênio.







