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O rei do improviso

Era para ser um show de blues clássico, se não fosse Buddy Guy um autêntico fanfarrão. Uma das lendas vivas do gênero, com inacreditáveis 76 anos, o guitarrista deixa de lado os clichês do blues para fazer do show um espetáculo de improviso, contextualização histórica, humor raro, quase sarcástico e – claro – boa música. A apresentação aconteceu ontem, no Vivo Rio, para uma plateia acomodada no esquema “churrascaria de granfino”, mas nem isso estragou a noite, repleta de citações, virtuose e escracho por parte de Buddy Guy e seu bordão “wait a minute” – algo como “alto lá”. Sim, um show de blues repleto de improvisos e bordões.

Você pode não se dar conta, mas Buddy Guy é referência/influência para todo e qualquer guitarrista de blues e blues rock. Eric Clapton, Keith Richards, Jimi Hendrix… todos beberam na fonte do bluesman e são homenageados no show, não com versões, digamos, corretas de música deles, mas com uma desconstrução de cada uma feita a base da guitarra blues original. Em “Sunshine Of You Love”, do Cream, banda que impulsionou a carreira solo de Clapton, Buddy Guy mostra a força de um riff pescado do blues de raiz, num dos melhores momentos da noite. Em “Voodo Chile”, de Hendrix, não se faz de rogado, toca com os dentes e até com a bunda, num must da antítese reverência/irreverência que marca a apresentação. Dos Stones, “Miss You” é citada e a plateia faz o corinho “u-uh” eternizado por Mick Jagger e Cia.

Buddy Guy também não deixa de lado suas referências e contemporâneos. Usa uma baqueta para solar em “Boom Boom”, de John Lee Hooker; se derrete ao dizer que “I Just Want Make Love To You”, de Willie Dixon, serve para “demonstrar todo o amor” que sente pelo Rio; e tem as palmas do público marcando o som em “Down Don Bother Me”, de Albert King. Em “74 Years Young”, ele desce para fazer um longo solo no meio do povo, retirando os fãs de seus lugares. Pena que o público, mal educado, em vez de mostrar reverência à aura viva do blues, opta por lhe espocar flashes e luzes na cara. O guitarrista encarou a multidão mesmo assim, sem parar de tocar no passeio, mas com muita dificuldade, sempre usando o bordão “wait a minute” para tentar acalmar o alvoroço.

Musicalmente, o show é um espetáculo de virtuose e bom gosto. Ao ser anunciado pelo tecladista Marty Sammon, Buddy Guy já entra no palco solando pra valer, com “Nodody Understand Me But My Guitar”, cujo título resume tudo. É com Sammon que o guitarrista trava os maiores duelos da noite, já na primeira música e durante várias outras, em performances que podem até ser ensaiadas nos bastidores, mas têm um “quê” de improviso extraordinário. O guitarrista Rick Hall, em trajes de jogador beisebol, é também participativo e tem seu momento de glória numa versão arrasa quarteirão de “Hoochie Coochie Man”, de Muddy Waters, logo no início da noite, solando de lado a outro do palco. Não é para qualquer um deixar Buddy Guy como guitarrista base.

Curiosamente, Buddy Guy viaja por todo esse repertório, repleto de improvisações, com uma única guitarra, velha e surrada, exceto por “Skin Deep”, já no final do show, quando usa um modelo vermelho, de corpo alongado. E pensar que Noel Gallagher, por exemplo, no mesmo local (veja como foi), praticamente usou um modelo em cada música. Depois de cerca de uma hora e meia, com farta distribuição de palhetas, que quase causou confusão com seguranças na beirada do palco, Buddy Guy se despede enquanto a banda continua tocando. E aí, na hora em que o público deveria entrar gritando por um bis, a luzes se acendem e a cortina é fechada. Pelo visto já estavam todos satisfeitos com seus videozinhos amadores.

Fonte: Rock Em Geral.

 

Lenda do blues, Buddy Guy se apresenta no Brasil em maio de 2012

Próximo de completar 76 anos, o guitarrista Buddy Guy retorna aos palcos brasileiros no dia 11 e 12 de maio, no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente. O músico, considerado uma lenda do blues e vencedor de 5 Grammys, irá mostrar músicas de seu mais recente álbum, “Living Proof” (2010).

Na música “74 Years Young”, a primeira do álbum, Guy explica que está em pleno vigor e sempre buscando novas ideias: “Quando eu tinha 21 anos, alguns de meus amigos mais velhos, diziam, ‘Você ainda é um bebê’. E eles disseram a mesma coisa quando eu tinha 31, 41, e eu pensei, ‘Cara, quando vou ficar velho?”, disse, que influenciou músicos como Eric Clapton, Jimi Hendrix.

Em novembro de 2009, o músico se apresentou ao lado de Dianne Reeves, ícone do jazz, no Parque da Independência, em São Paulo.

BUDDY GUY NO RIO DE JANEIRO
Quando: 11 de maio de 2012
Onde: R. Infante Dom Henrique, 85, Parque do Flamengo, Rio de Janeiro (Vivo Rio)
Informações: www.vivorio.com.br
Ingressos: R$ 320 (Camarote AA); R$ 200 (Camarote BB); R$ 250 (Frisa); R$ 320 (Setor Vip Premium); R$ 250 (Setor Vip); R$ 200 (Setor 1); R$ 170 (Setor 2); R$ 130 (Setor 3)

BUDDY GUY EM SÃO PAULO
Quando: 12 de maio de 2012
Onde: R. Funchal, 65 (Via Funchal)
Informações: www.viafunchal.com.br
Ingressos: R$ 300 (Plateia VIP); R$ 250 (Plateia Premium); R$ 180 (Plateia 1); R$ 170 (Mezanino Central); R$ 130 (Mezanino Lateral); R$ 280 (Camarote)

 

Fonte: UOL.

Buddy Guy faz shows no Rio e em São Paulo em maio

Eleito pela revista norte-americana “Rolling Stone” como um dos 30 maiores guitarristas de todos os tempos, o bluesman Buddy Guy retornará ao Brasil para dois shows em 2012. O músico se apresenta no Rio (Vivo Rio) e em São Paulo (Via Funchal), nos dias 11 e 12 de maio, respectivamente.

Os ingressos já estão à venda na internet, nos sites do Vivo Rio, Ingresso Rápido e Via Funchal, por telefone além das bilheterias e postos de vendas credenciados. Os preços variam entre R$ 65 (meia entrada) e R$ 320, no Rio; e R$ 65 (meia entrada) e R$ 300, em São Paulo.

Um dos principais expoentes do chamado “Chicago blues”, estilo eletrificado que foi imortalizado por Muddy Waters e Howlin’ Wolf, Buddy Guy promove seu álbum mais recente, “Living proof”. Lançado em 2010, o disco conta com as participações de B.B. King (em “Stay around a little longer”) e Carlos Santana (em “Where the blues begins”).

Próximo de completar 76 anos, Guy é conhecido por servir de inspiração para Jimi Hendrix e foi considerado por Eric Clapton “o melhor guitarrista de blues vivo”. O guitarrista norte-americano figura no Hall da Fama do rock and roll e possui um estilo único e inconfundível, que lhe garantiu cinco prêmios Grammy.

RIO DE JANEIRO

Quando: 11 de maio de 2012, às 22h

Onde: Vivo Rio – Rua Infante Dom Henrique, 85, Flamengo.

Quanto: R$ 320 (Camarote AA); R$ 200 (Camarote BB); R$ 250 (Frisa); R$ 320 (Setor Vip Premium); R$ 250 (Setor Vip); R$ 200 (Setor 1); R$ 170 (Setor 2); R$ 130 (Setor 3) — meia entrada para estudantes.

Informações: www.vivorio.com.br

SÃO PAULO

Quando: 12 de maio de 2012, às 22h

Onde: Via Funchal – Rua Funchal, 65, Vila Olímpia.

Quanto: R$ 300 (Plateia VIP); R$ 250 (Plateia Premium); R$ 180 (Plateia 1); R$ 170 (Mezanino Central); R$ 130 (Mezanino Lateral); R$ 280 (Camarote) — meia entrada para estudantes.

Informações: www.viafunchal.com.br

Fonte: G1.

 

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