O Buffalo Springfield (era o nome de uma máquina de terraplanagem usada nas estradas de Los Angeles) tinha cantores/compositores demais para sobreviver. O grupo ganhou fama em 1967 com o single “For What It’s Worth”, de Stephen Stills, que ficou entre os dez primeiro das paradas americanas – um retrato lindamente suavizado de tempos turbulentos. Mas, quando apareceu o segundo LP, Stills e Young estavam brigando ferozmente por tempo e espaço, deixando para trás o menos competitivo Furay.
A essa altura, o Springfield era menos um grupo do que uma coleção de indivíduos, cada um concentrado em suas próprias canções – com a exceção de “Good Time Boy”, escrita por Furay para ser cantada pelo baterista Dewey Martin. Várias faixas deixavam pistas sobre as futuras direções musicais da banda: “Expecting To Fly” e “Broken Arrow” apresentam paisagens sonoras ambiciosamente orquestradas por Young e Jack Nitzsche, que mais tarde trabalharia com o cantor em diversos projetos solo, incluindo Harvest. Por outro lado, “Everydays”, a superior “Bluebird” e, particularmente, “Rock And Roll Woman” são exemplo típicos da abordagem que Stills adotaria depois – vocais poderosos contra uma rica mistura de violões brilhantes e límpidos, e robustas guitarras elétricas. A combinação das raízes folk-rock e country do Springfield com um rock mais pesado seria de grande influência para a próxima geração de grupos de rock da Costa Oeste – mais especificamente os Eagles.
A contracapa do álbum mostra uma lista de agradecimentos a “amigos, inimigos e pessoas que não conhecemos de lugar algum”. Primeiro nome da lista? Hank B. Marvin, guitarrista do grupo instrumental inglês The Shadows.







