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“Locust Abortion Technician” do Butthole Surfers (1987)

Durante os anos 80, a comunidade hardcore e punk dos EUA parecia estar imersa em uma competição acirrada para ver quem conseguia o som mais radical. Ninguém se igualou aos Buuthole Surfers.

Neste disco, tudo é incorreto. Ele começa com uma exuberante seção de cordas enquanto um menino pergunta a seu pai o que é arrependimento. O pai dá a resposta: “It’s better to regret something you have done than something you haven’t” (“É melhor se arrepender de algo que você fez do que daquilo que deixou de fazer”), antes de gritar “Satan! Satan!” ao mesmo tempo que a banda entra em uma anárquica desconstrução do riff de “Sweet Loaf”, do Black Sabbath. Em “22 Going On 23″, um riff de guitarra similar a um delirium tremens e percussõestribais servem de base para uma ouvinte contando, em um programa de rádio ao vivo, como foi estuprada. Apenas “Human Cannonball” soa como uma música mais ou menos normal: uma injeção de três minutos e meio de adrenalina para deixar claro que a banda podia fazer punk rock com estilo se quisesse. Eles apenas tinham decidido que não queriam.

A arte da capa é altamente indicativa das múltiplas perversões naturais dos Butthole Surfers. O fato de o grupo ser obcecado por John Wayne Gacy (um maníaco pedófilo e assassino psicopata), combinado com o título do álbum, deixa claro que este trabalho não tem nada de inocente.

É fato que, antes de 1987, não houve outro disco tão pesado ou estranho quanto este e muitos dirão que até hoje nada mudou.

Sweet Loaf: YouTube Preview Image

22 Going On 23: YouTube Preview Image

Human Cannonball: YouTube Preview Image

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