Depois do experimentalismo do movimento hippie, a influência da avant-garde no rock floresceu em bandas como Captain Beefheart And His Magic Band e Frank Zappa And The Mothers Of Invention. Com Zappa – velho amigo de escola de Beefheart – na produção, Trout Mask Replica fundiu blues, country, free jaz e boogie do sul dos Estados Unidos numa obra que se tornaria um dos discos fundamentais dos anos 70, e mesmo de décadas além.
O álbum duplo, de 28 faixas, é considerado experimental demais para o grande público, por apresentar uma visão muito livre da composição e letras que confundiriam um ouvinte casual. No entanto, o controle absoluto de Zappa sobre a produção ajudou a dar forma à tela abstrata pintada pela fantasia lírica de Captain, que teve em “Moonlight In Vermont”, “Neon Meate Dream Of A Octafish” e “Old Fart At Play” seus melhores momentos.
Beefheart não usou fones de ouvido para gravar os vocais – e o resultado é que ele canta no tempo das reverberações no estúdio, o que acrescenta mais um elemento complexo a esse caldeirão. Trout Mask Replica continua inspirador, mais ainda do que na época em que a The Band fazia sucesso, e o rock progressivo, o punk, e a new wave beberam dessa obra-prima do final dos anos 60.











