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“At Budokan” do Cheap Trick (1979)

O Cheap Trick teve de atravessar o Pacífico para virar uma mega-estrela em sua própria terra natal. O quarteto, que havia feito um sucesso apenas moderado nos Estados Unidos com seus três primeiros discos, despertou uma febre do tipo beatlemania durante a turnê pelo Japão, em 1978. No registro dessa viagem, At Budokan, a banda pegou as sementes plantadas nos álbuns anteriores – as melodias pop bem construídas, os refrões pesados – e as regou com a energia cinética do palco, liberada com as cerca de 200 apresentações por ano. Em resumo, o Cheap Trick criou um manual do pop que continua a influenciar as bandas de noise-pop até hoje.

A capa, uma foto tirada, durante o show, do vocalista Robin Zander e do baixista Tom Petersson, foi uma boa jogada de marketing – os rapazes bonitos atraíam as consumidoras. Mas não deixou de ser um pouco enganadora, já que é a dupla talentosa – e menos fotogênica – formada pelo guitarrista Rick Nielsen e pelo baterista Bun E. Carlos que realmente leva o álbum à frente. Nielsen, que é o autor ou co-autor de nove das dez faixas, dá a cada nota uma força melódica que torna “Surrender” e “Big Eyes” indispensáveis. Carlos machuca sua bateria na faixa de abertura, “Hello There”, e, depois, vira um modelo de contenção precisa na releitura de “Ain’t That A Shame”, um hit de Fats Domino.

At Budokan ficou nas paradas durante mais de um ano e vendeu cerca de três milhões de cópias. O grupo fez sucesso depois com o álbum de estúdio Dream Police, de 1979, mas nunca alcançaria novamente o pico de qualidade de seu show na Budokan Arena.

Surrender: YouTube Preview Image

Big Eyes: YouTube Preview Image

Hello There: YouTube Preview Image

Ain’t That A Shame: YouTube Preview Image

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