A banda se apresentava pelos Estados Unidos com o nome de Chicago Transit Authority, até a companhia de transportes da cidade mover uma ação legal contra o grupo, que virou apenas Chicado. Sua especialidade era fundir blues, jazz e rock, numa mistura de alta octanagem, e sua estreia demandou um álbum duplo com material gravado em estúdio e ao vivo para apresentar esse trabalho às massas.
Com o quarteto de rock formado por Terry Kath (guitarra e voz), Robert Lamm (teclados e voz), Peter Cetera (baixo e voz) e Danny Seraphine (bateria), e com o trio composto por Lee Loughnane (trompete e voz), James Pankow (trombone) e Walter Parazaider (sopro e voz), o grupo foi capaz de elaborar um pop energizado e, ao menos tempo, rock.
Os singles lançados a partir do álbum, “Does Anybody Really Know What Time Is It?”, “Questions 67 And 68″ e Ï’m A Man”, do The Spencer Davis Group, foram sucessos populares, enquanto a vanguarda também foi suprida pelo experimentalismo de “Liberation” e “Free Form Guitar” e pelas politizadas “Prologue” e “Someday”. De fato, as duas últimas faixas foram gravadas durante a convenção do Partido Democrata em Chicago, no ano anterior.
A versão ampliada de “I’m A Man”, com sua longa desintegração da percussão, foi utilizada com grande impacto pelo revolucionário DJ Francis Grasso, de Nova York, o primeiro a fazer a mixagem de ritmos. Ao juntar a quebra de ritmo da bateria dessa faixa aos gemidos eróticos do Led Zeppelin em “Whole Lotta Love”, ele levou o público ao delírio e inventou a disco music.








