Pouco antes do aniversário do 11 de setembro, Chris Martin e seus três amigos revelaram seu segundo álbum, composto (e desenhado) com o sentimento de “desolação” após os ataques terroristas. A gravação deste disco, que chegou ao primeiro lugar nas paradas da Inglaterra, levou oito meses, entre Liverpool e Londres, sendo interrompida por amigos que logo ficaram “muito entediados” e pelo influente Ian McCulloch do Echo And The Bunnymen. Foi ele quem convenceu Martin de que o álbum necessitava “de uma canção que fosse um-dois-três, um-dois-três, um-dois-três”, resultando na psicodélica “A Whisper”.
“A Rush Of Blood To The Head“, declarou Martin ao portal Lauch do site Yahoo!, “é sobre quando você faz alguma coisa por impulso: quando pensa de repente ‘vou pedir a Rachel Weisz em casamento’ ou ‘vou ligar para a Jennifer Lopez e pedir que ela faça um remix’”. Entretanto, foi Gwyneth Paltrow e não Rachel Weisz quem conquistou o coração de Martin e não há vestígios de Jennifer Lopez nesta história. Em vez disso, o piano martelado e os vocais sinceros de “Politk” anunciam um atraente manifesto de pop rock. As melodias e harmonias são gentilmente cativantes, como na incomum “God Put A Smile Upon Your Face” ou em “The Scientist” (inspirada em “It’s a Pitty”, de George Harrison).
Foi Phil Harvey, integrante da banda, quem convenceu os outros a incluir “Clocks” – uma música embalada por piano de profunda nostalgia, mas ainda assim animadora. Hits contemporâneos, como Kylie Minogue, também inspiraram a banda, e a reluzente e oriental “Daylight” é uma faixa mais animada, que dá vontade de acompanhar cantando. Acrescente a acústica “Green Eyes”, a estratosférica faixa-título “A Rush Of Blood To The Head” e o crescendo de “Amsterdam” e você terá aquilo que a NME chamou de “um álbum de extraordinária beleza natural”.

















