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“Déjà Vu” de Crosby, Stills, Nash And Young

Para seu segundo álbum, David Crosby (ex-Byrds), Stephen Stills (ex-Buffalo Springfield) e Graham Nash (ex-Hollies) chamaram o amigo Neil Young, discípulo do Buffalo Springfield, que tinha acabado de lançar After The Gold Rush, um de seus trabalhos mais importantes.

Foram quase 800 horas de gravação, em circunstâncias nada auspiciosas. A namorada de Crosby, Christine Hinton, morreu num acidente de carro em setembro de 1969 – e ele não se recuperou, buscando consolo na heroína. Bebidas e cocaína abundavam no estúdio; o grupo brigava o tempo inteiro – o bem-humorado Young vivia ausente – e Nash foi forçado a assumir o papel de pacificador. De algum jeito, eles acabaram fazendo uma obra-prima que captou o espírito da cultura da Costa Oeste dos Estados Unidos no início dos anos 70.

“Carry On” – como “Suite: Judy Blues”, do álbum de estreia do CSN, em 1969 – é uma maravilha camaleônica, com harmonias arrepiantes, uma das melhores músicas já feitas para curar a ressaca na manhã de domingo. “Our House” e “Teach Your Children” comprovam o dom de Nash para fazer melodias simples e cativantes. “Almost Cut My Hair” traz Crosby em sua luta contra o autoritarismo, com sua voz gutural em contraponto às harmonias vocais puras, características do grupo. A majestosa “Helpless” é a homenagem de Young aos amplos espaços abertos de seu Canadá natal, enquanto “Country Girl” é uma peça admirável, com arranjos ambiciosos.

Com seus vocais incomparáveis, sua dinâmica musicalidade e a perfeita carpintaria das canções, não é de admirar que o álbum tenha sido catapultado ao primeiro lugar nos Estados Unidos.

Carry On: YouTube Preview Image

Our House: YouTube Preview Image

Teach Your Children: YouTube Preview Image

Almost Cut My Hair: YouTube Preview Image

Helpless: YouTube Preview Image

Country Girl: YouTube Preview Image

“Crosby, Stills And Nash” de Crosby, Stills And Nash (1969)

Saudado pela imprensa musical da época como o melhor dos supergrupos, o trio formado pelos cantores e compositores David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash se sentia pressionado a lançar um LP. Os três eram conhecidos pelo alcance imaculado de sua harmonia vocal precisa, por sua habilidade na guitarra e por seu estilo melódico folk pop. Felizmente, eles fizeram os clássicos esperados com personalidade, servindo um cardápio de canções lindamente arranjadas, executadas e produzidas, tingidas por todo tipo de influências.

A fantástica faixa de abertura, “Suite: Judy Blue Eyes”, de Stills, é quase uma obra sinfônica para voz e guitarra, com um quê de música oriental e um ritmo acelerado no fim – um ponto alto na carreira dos três. Mas o álbum contém maravilhas mais sutis e introspectivas, como a hipnótica, quase soporífera “Guinevere” – o vocal profundo é de arrepiar -, a ondulante e alegre “Marrakesh Express” e “Long Time Gone”, um manifesto de uma era, mais tarde regravado pelo grupo de acid jazz Galliano.

A produção caprichada do disco combina perfeitamente com as brilhantes harmonias vocais, e até hoje um argumento convincente em favor do vinil e da mesa de mixagem analógica.

A partir desse álbum, porém, começaria a decadência. Apesar do trabalho quase sempre inspirado da década seguinte, quando Neil Young se juntou ao grupo, eles nunca se livrariam da aura de “hippies desiludidos com dinheiro demais e problemas com drogas”. Mas estes 3/4 de hora de exuberante criatividade permanecem um marco.

Suite: Judy Blue Eyes: YouTube Preview Image

Guinevere: YouTube Preview Image

Marrakesh Express: YouTube Preview Image

Long Time Gone: YouTube Preview Image

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