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“Cypress Hill” de Cypress Hill (1991)

Os discos de maconheiros nem sempre são um barato. Para cada Richard Pryor há um Cheech And Chong; para cada David Bowie, um James Taylor. Cypress Hill está entre os bons. Destacaram-se desde o início, pois suas raízes cubanas são uma anomalia no mundo rap, onde se olha com desconfiança todos os que não vieram de Nova York ou da Califórnia. E, numa época em que o hip-hop estava dominado por MC Hammer num extremo e por Public Enemy no outro, ninguém se interessava por um trio que não dançava e cuja política se limitava à marijuana (bom) e à polícia (não muito bom).

Uma música lhes trouxe o sucesso. Começou como “Trigga Happy Nigga”, numa demo de 1990. Depois foi renomeada como “How I Could Just Kill A Man” e converteu-se no hino do rap no início dos anos 90. Todos os elementos característicos do Cypress Hill estão presentes nesse trabalho: os gemidos maliciosos de B-Real, o rap rouco de Sen Dog e os ritmos funky caóticos de DJ Muggs (que mais tarde seriam usados em jams seminais como “Jump Around”, do House Of Pain). A popularidade da música, além de sua inclusão na trilha sonora do filme Juice, com atuação do lendário rapper Tupac Shakur, contribuiu para que o álbum se tornasse disco de ouro.

O álbum é muito variado, indo de músicas divertidas e dançantes como “Light Another” e “Psychobetabuckdown”, com samples do Parliament, até hinos esfumaçados estão em “Hard On The Pump”, que abre com um sample de “Duke Of Earl”, e na latinidade lasciva de “Tres Equis”.

Black Sunday, de 1993, paranoica e dolorosamente entupida de graves, foi o auge da banda. Cypress Hill, contudo, é mais divertido: uma “viagem” legal mas letal.

How I Could Just Kill A Man: YouTube Preview Image

Light Another: YouTube Preview Image

Psychobetabuckdown: YouTube Preview Image

Stoned Is The Way Of The Walk: YouTube Preview Image

Hand On The Pump: YouTube Preview Image

Tres Equis: YouTube Preview Image

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