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“Let’s Get Killed” de David Holmes (1997)

Após ganhar um prêmio da Muzik Magazine em 1997 com a sua coletânea Essential Mix – uma mistura eclética de Jimi Hendrix, soul do Norte e trilhas sonoras de cinema -, o segundo álbum de David Holmes explorou o seu permanente fascínio pelas trilhas sonoras. Juntamente com os seus co-inspiradores Keith Tenniswood (Two Lone Swordsmen), Jagz Kooner e Gary Burns (ambos dos Sabres Of Paradise e The Aloof), Holmes, natural de Belfast, decidiu documentar o submundo de Nova York. Juntando trechos de conversas entre vagabundos, prostitutas, cafetões e traficantes de droga a uma variada seleção de estilos como o dub, ambient tecno, jazz-funk e música latina, Holmes criou uma trilha sonora intensa e paranoica para a “cidade que nunca dorme”, ainda mais pungente que a dos Sabres Of Paradise para o submundo de Londres (Haunted Dancehall, de 1994).

Entre os muitos destaques do álbum encontramos o tecno sincopado de “My Mate Paul” e a percussão luxuriante de “Head Rush On Lafayette”. “Rodney Yates” combina um feeling descontraído de jazz com cordas exuberantes, enquanto “Slashers Revenge” concilia uma linha espacial de baixo dub com um sentimento de terror onipresente. Holmes também tenta reescrever o tema de James Bond em meio às frenéticas síncopes de “Radio 7″.

Não é surpresa que Holmes e Cia. tenham provocado a hostilidade daqueles cujas conversas gravaram. Mas tudo isso compensou: a sua dinâmica recriação do medo e da excitação da metrópole levaram o disco a ganhar o Prêmio de Melhor Álbum Irlandês no Irish Rock Awards. Holmes foi rapidamente solicitado para fazer músicas para filmes, sendo o responsável pelas formidáveis trilhas de Irresistível Paixão e Onze Homens E Um Segredo.

My Mate Paul: YouTube Preview Image

Rodney Yates: YouTube Preview Image

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