Graças ao trabalho do DJ Richard Fearless no clube Heavenly Social de Londres, juntamente com o Chemical Brothers, o Death In Vegas viu-se associado à florescente cena big beat que se expandia pelas pistas de dança da Inglaterra em fins dos anos 90. Mas Fearless e David Holmes – juntamente com o guitarrista Ian Button e o baixista Matt Flint – puseram um ponto final nas associações com este novo disco, com o título retirado do Contino Studios, em Clerkenwell, Londres.
“Dirge”, a música de abertura, começa com uma guitarra e um acompanhamento vocais minimalistas da namorada de Fearless, Dot Allison, para se converter em seguida num crescendo de ruído de sintetizadores analógicos e torrentes de guitarra. “Soul Auctioneer”, de inspiração dub, com participação de Bobby Gillespie, concretiza a admiração mútua entre o Death In Vegas e o Primal Scream. O tom sombrio do álbum prossegue em “Death Threat”, repleta de feedback e eletrônica industrial. “Flying tem uma ambiência mais espacial, recordando os primórdios do Can. Segue-se “Aisha”, de Iggy Pop, uma narrativa sobre um assassino em série, possivelmente o seu trabalho mais marcante desde a época do Stooges. O ex-vocalista do Jesus And Mary Chain, Jim Reid, evoca o seu antigo grupo na mórbida música “Dance Little Sister”, enquanto que “Aladdin’s Story”, embelezada pelos grandes talentos vocais do London Community Gospel Choir, é o único momento de consolo entre tanta intensidade sombria.
Caminhando entre a música rock contemporânea e o experimentalismo eletrônico, o ecletismo gótico de The Contino Sessions – assim como Mezzanine, do Massive Attack – provou que forças obscuras haviam substituído o otimismo da cultura clubber.






