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“Hysteria” do Def Leppard (1987)

Depois do disco múltiplo de platina obtido com Pyromania em 1983, o cantor Joe Elliot, os guitarristas Steve Clark e Phil Collen, o baixista Rick Savage e o baterista Rick Allen viajaram até Dublin com o produtor Robert John “Mutt” Lange, que – exausto – abandonou a banda. Foi então substituído por Jim Steinman, produtor do Meatloaf, mas ele e a banda eram incompatíveis. “Eu dizia como era maravilhoso estarmos na cidade de Yeats e Joyce” – disse Steiman – “e Joe Elliot respondia que não havia conhecido nenhum músico local ainda”.

Na noite do Ano Novo, Allen perdeu um braço num acidente de carro. Os seus companheiros continuaram as gravações com o técnico Nigel Green e Allen retornou em abril, voltando à banda para tocar um kit de bateria eletrônica adaptado à sua nova condição. Ao mesmo tempo, Lange também regressou, dando um brilho técnico a Hysteria, um título sugerido por Allen. Lange apagou todas as fitas e começaram do zero. Após uma performance muito boa no festival Monters Of Rock, na Inglaterra – “Nunca tinha visto tantas pessoas acenando no ritmo da música!”, lembra-se Allen -, Hysteria ficou pronto em janeiro de 1987.

Sete sucessos nos EUA demonstraram que tinham investido bem o seu tempo. “Women” comprovou que o Def Leppard tinha mais peso do que nunca. As bem-acabadas “Animal” e “Hysteria” criavam um crescendo e então o hino dos clubes de strip-tease, “Pour Some Sugar On Me”, explodia em um momento de genialidade. “O disco começou a vender quase um milhão de cópias por mês” – disse Elliot, feliz (as vendas nos EUA chegaram a 12 milhões). A agridoce “Love Bites”coroou as listas de vendas, e as irônicas “Armageddon It” e “Rocket” deram o empurrão final: Hysteria deixou sua marca na história do rock.

Women: YouTube Preview Image

Animal: YouTube Preview Image

Hysteria: YouTube Preview Image

Pour Some Sugar On Me: YouTube Preview Image

Love Bites: YouTube Preview Image

Armageddon It: YouTube Preview Image

Rocket: YouTube Preview Image

“Pyromania” do Def Leppard (1983)

Se existe uma coisa que denuncia a idade de Pyromania é sua capa. Nestes tempos pós 11 de Setembro, com os casos de franco-atiradores nos Estados Unidos, a imagem de uma mira de arma apontada para um arranha-céu em chamas seria impensável. No entanto, é aqui que acabam os anacronismos, porque o terceiro álbum da banda parece atual e selvagem. Até os poderosos Guns N’ Roses se inspiraram nos jeans rasgados, bela aparência e megassucessos apelativos do grupo inglês.

Surgido em Sheffield, uma cidade famosa pelas suas siderúrgicas e suas favelas verticais, este grupo tinha os Estados Undiso como alvo desde o princípio. Uma das suas primeiras músicas, “Hello America”, deixava isso bem claso, mas a banda teve problemas depois que seus dois primeiros LPs não fizeram o sucesso desejado. O tirânico produtor John “Mutt” Lange exigiu o máximo de cada membro da banda, introduzindo também backing vocals e baterias eletrônicas. Estas últimas davam precisão e tornavam mais comercial a nova orientação pop do som, embora essa escolha tenha deixado o baterista Rick Allen tão irritado que ele jogou uma baqueta com força suficiente para deixá-la espetada na parede do estúdio. O guitarrista Pete Willis sofria de alcoolismo e foi substituído por Phil Collen, do Girl.

Os esforços envolveram cada nota e cada glissando em harmonias. O Def Leppard estava soterrado em dívidas devido a meses de atraso na gravaçao, mas o esforço trouxe recompensas. Nos EUA, a MTV começou a passar incenssantemente a agridoce “Photograph” e o sucesso dos shows, “Rock Of Ages”. Def Leppard logo se tornaria o novo Deus do metal para adolescentes.

Photograph: YouTube Preview Image

Rock Of Ages: YouTube Preview Image

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