Tendo acertado as bases com The Writing’s On The Wall, de 1999, o Destiny’s Child atingiu o topo com Survivor, consolidando-se como a mais bem-sucedida banda de mulheres daquela época.
O título do álbum em si é uma declaração. A banda estava em transição, depois de ter perdido três de suas integrantes em seis meses e enfrentando processos judiciais de duas delas. O Destiny’s Child havia se tornado um trio, com a recém-chegada Michelle Williams unindo-se a Beyoncé Knowles e Kelly Rowland.
Se havia alguma dúvida de que a nova formação do grupo seria um sucesso, ela foi dissipada imediatamente com “Independent Women Part I” (usada como tema para o filme As Panteras). Apenas o groove oscilava nessa música dançante suingada, enquanto as três mulheres proclamavam firmemente sua emancipação. O passo firme prossegue com o hino matador “Survivor”, para depois se transformar na saltitante “Bootylicious”, criada sobre um sample curto de “Edge Of Seventeen”, de Stevie Nicks.
É compreensível que muitos vejam Survivor como o primeiro disco solo de Beyoncé, já que foi coautora ou então produziu as 15 faixas do álbum. Seu orgulhoso pai, Mathew Knowles, foi o produtor executivo do disco e “eminência parda”, cuidando de dar a Beyoncé quase todos os vocais principais do disco. Ela produziria um garnde sucesso por conta própria em 2003, com Dangerously In Love, um campeão de vendas que provou ser quase tão bom quanto Survivor, antes do retorno ao grupo, em 2004, com o lançamento de Destiny Fulfilled. Um título irônico, sem dúvida, já que o trio já tinha cumprido seu destino, pelo menos artisticamente, com Survivor.




