O quinto álbum de estúdio do Dire Straits foi o primeiro disco da banda a chegar ao topo da parada norte-americana, onde permaneceu nove semanas, além de ter se tornado multiplatina. Gravado no Air Studios, em Montserrat, também se tornou o mais vendido na Grã-Bretanha em 1985, onde passou três meses no primeiro lugar de vendas. Foi ainda o primeiro CD a vender um milhão de cópias.
Seis anos depois do álbum de estreia, a composição da banda tinha mudado consideravelmente – da formação original só restavam Mark Knopfler e o baixista John Illsley. Dois tecladistas, Alan Clark e Guy Fletcher, substituíram o guitarrista David Knopfler, irmão mais novo de Mark, e um baterista galês, Terry Williams, tomou o lugar do anterior, Pick Withers.
“So Far Away”, “Money For Nothing”, “Walk Of Life” e “Brothers In Arms” foram todos supersucessos na Inglaterra e nos Estados Unidos. O maior de todos foi “Money For Nothing”, com seu riff inesquecível, que contou com a colaboração de Sting como co-autor. Promovida por um clipe com uma animação inovadora, a música foi feita sob medida para a MTV (o que é irônico, uma vez que a estação é criticada na letra) e tornou-se o primeiro single a liderar as paradas dos Estados Unidos. A música que dá nome ao álbum é menos agressiva e infinitamente mais tocante – uma espécie de reflexão sobre o perpétuo ímpeto por guerras, acompanhada pela guitarra calma de Mark Knopfler.
Com uma atmosfera rica e uma produção cristalina, Brothers In Arms foi o ponto alto da carreira do grupo e os poucos álbuns originais lançados depois deste pareciam já não ter a mesma magia. Mark Knopfler embarcou numa inevitável carreira solo nos anos 90, mas ainda não igualou o sucesso dessa obra atemporal.










