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“Brothers In Arms” do Dire Straits (1985)

O quinto álbum de estúdio do Dire Straits foi o primeiro disco da banda a chegar ao topo da parada norte-americana, onde permaneceu nove semanas, além de ter se tornado multiplatina. Gravado no Air Studios, em Montserrat, também se tornou o mais vendido na Grã-Bretanha em 1985, onde passou três meses no primeiro lugar de vendas. Foi ainda o primeiro CD a vender um milhão de cópias.

Seis anos depois do álbum de estreia, a composição da banda tinha mudado consideravelmente – da formação original só restavam Mark Knopfler e o baixista John Illsley. Dois tecladistas, Alan Clark e Guy Fletcher, substituíram o guitarrista David Knopfler, irmão mais novo de Mark, e um baterista galês, Terry Williams, tomou o lugar do anterior, Pick Withers.

“So Far Away”, “Money For Nothing”, “Walk Of Life” e “Brothers In Arms” foram todos supersucessos na Inglaterra e nos Estados Unidos. O maior de todos foi “Money For Nothing”, com seu riff inesquecível, que contou com a colaboração de Sting como co-autor. Promovida por um clipe com uma animação inovadora, a música foi feita sob medida para a MTV (o que é irônico, uma vez que a estação é criticada na letra) e tornou-se o primeiro single a liderar as paradas dos Estados Unidos. A música que dá nome ao álbum é menos agressiva e infinitamente mais tocante – uma espécie de reflexão sobre o perpétuo ímpeto por guerras, acompanhada pela guitarra calma de Mark Knopfler.

Com uma atmosfera rica e uma produção cristalina, Brothers In Arms foi o ponto alto da carreira do grupo e os poucos álbuns originais lançados depois deste pareciam já não ter a mesma magia. Mark Knopfler embarcou numa inevitável carreira solo nos anos 90, mas ainda não igualou o sucesso dessa obra atemporal.

So Far Away: YouTube Preview Image

Money For Nothing: YouTube Preview Image

Walk Of Life: YouTube Preview Image

Brothers In Arms: YouTube Preview Image

“Dire Straits” do Dire Straits (1978)

O Dire Straits e, em particular, o vocalista, guitarrista e compositor Mark Knopfler, ex-jornalista e professor, não eram punks. Portanto, foi, no mínimo, corajoso lançar este álbum em 1978, quando o punk e a new wave (e a disco music, de certa forma) dominavam a mídia e as paradas britânicas.

O quarteto, composto, além de Knopfler, por seu irmão mais novo e assistente social David na guitarra rítmica, John Illsley, um ex-estudante de sociologia, no baixo, e o baterista galês Pick Withers, tinha mais influência do blues americano de J. J. Cale do que dos Sex Pistols. A banda foi inicialmente ignorada (com a notável exceção do radialista londrino Charlie Gillett, que tocou o disco em seu programa) e quando seu primeiro single, “Sultans Of Swing”, apareceu no mercado britânico, no início de 1978, não causou impacto. Foi só quando a Warner Bors., que tinha contratado o grupo nos Estados Unidos, colocou essa música sobre uma banda de velhos músicos entre os cinco mais vendidos que a Inglaterra percebeu seu erro.

Além desse single, o álbum contém os primeiros exemplos do talento de Mark Knopfler para contar histórias e de seu impressionante trabalho de guitarra, em faixas como “Down To The Waterline”, “In The Gallery” (sobre o Nordeste da Inglaterra, onde ele cresceu) e “Wild West End” (sobre a vida em Londres). O álbum foi finalmente lançado na Inglaterra seis meses depois do single, ficando entre os cinco primeiros das paradas. Nos Estados Unidos, o LP se alinhou entre os três mais vendidos e ganhou um disco de platina duplo.

Depois do começo hesitante, o Dire Straits foi em frente e se tornou, talvez, a principal banda do mundo no início dos anos 80.

Sultans Of Swing: YouTube Preview Image

Down To The Waterline: YouTube Preview Image

In The Gallery: YouTube Preview Image

Wild West End: YouTube Preview Image

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