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“Ellington At Newport” de Duke Ellington (1956)

Depois de um período de estagnação, quando as bandas de swing saíram de moda, a popularidade de Duke Ellington recrudesceu com sua apresentação no Festival de Jazz de Newport, em julho de 1956. É ironico que o disco lançado apressadamente pela Columbia para capitalizar o sucesso do show não tenha sido gravado realmente em Newport.

Quando souberam que a gravação no festival não havia ficado boa, os executivos da Columbia enviaram Ellington a um estúdio em Nova York para refazer a apresentação, na segunda-feira após o show. O álbum é, portanto, uma colcha de retalhos dos registros ao vivo e em estúdio, e de aplausos gravados. E se tornou o maior sucesso de vandas da carreira de Duke.

Um relançamento brilhante, em 1999, finalmente consertou as coisas. O disco original foi mantido, mas, graças a um complicado trabalho de pós-produção, utilizando os masters do álbum de 1956 e uma gravação de rádio há anos considerada perdida, o show completo foi recuperado e, por fim, é possível entender porque causou tanto impacto. As três partes da suíte do Festival de Jazz de Newport – algo tão novo que, segundo Ellington, “nem tivemos tempo de dar um nome à música” – apresentam os sons agudos típicos do trompete de Cat Anderson. Mas a fama do show e do álbum se deve ao blues efervescente de “Diminuendo And Crescendo In Blues” e, mais especificamente, aos inacreditáveis 27 refrões que o saxofonista Paul Gonsalves transformou em um dos solos mais celebrados da história do jazz.

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