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Exposição de Elvis Presley vem ao Brasil em 2012

A primeira exposição totalmente dedicada a Elvis Presley vem ao Brasil, em 2012. Com exibição de itens raros, como roupas e carros do Rei do Rock, o evento trará também o Elvis in Concert, um show ao vivo com uma banda de apoio de músicos que acompanharam Elvis em sua trajetória. A exposição terá início a partir de 18 de setembro e o show ocorrerá no dia 2 de outubro em São Paulo, ainda sem local definido.

Um dos motivos da vinda da exposição é que em 2012 completam-se 35 anos da morte de Elvis, morto em 1977. “Elvis sempre teve um enorme sucesso fora dos Estados Unidos e não é surpresa que haja milhares de fãs pela America do Sul e Brasil, que mantém vivo seu legado musical”, disse a viúva do cantor, Priscila Presley, em comunicado da assessoria. “Lisa [filha do casal] e eu estamos muito felizes em poder compartilhar alguns desses itens que significam tanto para nós como significaram para Elvis.”

Preços e detalhes sobre a exposição e o show devem ser divulgados.

Fonte: Rolling Stone.

“From Elvis In Memphis” de Elvis Presley

Elvis Presley passou boa parte da década de 60 empenhado em estrelar filmes horrorosos. Seu retorno começou em 1968, num especial de TV no qual ele se dedicou aos números de R&B da juventude.

Guiado pela experiência, Elvis voltou para sua cidade natal, Memphis – então uma metrópole fervilhante em termos musicais, da qual saíam regularmente hits do soul e do pop -, e agendou sessões no American Sound Studios (ASS). O ASS era dirigido pelo famoso produtor Chips Moman e empregava um time de músicos legendários (entre eles, Dan Penn, Tommy Cogbill e Reggie Young). Elvis não gravava em Memphis há 14 anos, mas as sessões, embaladas pelo humor fácil do Sul dos Estados Unidos e pelo ambiente acolhedor, fizeram com que ele se divertisse imensamente.

Além das canções que Elvis queria gravar, Moman ofereceu a ele músicas que, como editor e produtor, havia conseguido, o recente sucesso do cantor de soul Jerry Butler, “Only The Strong Survive”, e “I’m Moving On”, de  Hank Snow, uma pérola do country que Elvis e sua banda transformaram em funk. “In The Ghetto” foi garimpada especialmente para ele e, como o maior sucesso do álbum em single, ajudou a restabelecer o lugar de Elvis entre os talentos contemporâneos. “Long Black Limousine” tem uma letra cheia de mágoa e raiva, enquanto “Any Day Now”, de Burt Bacharach, é uma fria balada clássica (“Suspicious Minds” – gravada nas sessões em Memphis, mas não incluída no disco – levou Elvis de volta ao primeiro lugar das paradas, no final de 1969).

Os Estado Unidos, atordoados pela guerra e pelos assassinatos, queriam Elvis de volta como um ícone do rock: a gravação em Memphis restabeleceu sua importância.

Only The Strong Survive: YouTube Preview Image

I’m Moving On: YouTube Preview Image

In The Ghetto: YouTube Preview Image

Long Black Limousine: YouTube Preview Image

Any Day Now: YouTube Preview Image

Suspicious Minds: YouTube Preview Image

“Elvis Is Back!” de Elvis Presley (1960)

Sem material novo de Elvis por quase dois anos, a RCA estava desesperada para gravar um disco do cantor assim que ele saísse do Exército. O empresário de Presley, o “coronel” Tom Parker, queria manter a gravadora em suspense para poder controlar as negociações, mas essa foi uma das raras ocasiões em que ele não conseguiu o que queria.

Apesar de levarem muito tempo para acertar as duas primeiras faixas que tentaram (“Make Me Know It” e “Soldier Boy”), eles conseguiram colocar nas lojas rapidamente um single com as músicas “Stuck On You” e “Fame And Fortune”, que logo chegou ao topo das paradas de sucesso. E a banda começou a tocar como se os anos não tivessem passado.

As duas canções gravadas por último ajudaram a catapultar Elvis de volta às raízes, depois de longos 24 meses. “A Mess Of The Blues” e “It Feels So Right” são pulsantes e sexualmente provocantes – a música de alguém que quer recuperar o tempo perdido.

Duas semanas depois, o grupo se reuniu novamente para fazer oito faixas, por obrigação contratual, apenas para completar o LP. Mas, naquela noite, o Memphis Flash veio à tona, tão excitante e excitado como na época de suas primeiras sessões de gravação na Sun. Quanto mais tocavam, mais soltos e selvagens ficavam. Gravaram pop (“The Girl Of My Best Friend”), tangenciaram a ópera (“It’s Now Or Never”), tocaram fogo (“Fever” e “Are You Lonesome Tonight”) e, por fim, liberaram a luxúria (“Such A Night”, “Like A Baby” e “Reconsider Baby”). Doze faixas foram incluídas neste álbum. As outras músicas gravadas nessas sessões foram lançadas com grande êxito como singles. Nove anos se passariam até Elvis conseguir tamanha liberdade novamente.

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“Elvis Presley” de Elvis Presley (1956)

Não é nenhuma jóia rara. De fato, quando tocado para os ouvidos do século XXI, habituados à arte e à técnica da produção de um bom álbum, o primeiro disco de Elvis Presley mostra-se frustrante e inconsistente.

O repertório, montado a partir de várias sessões, é composto por sete faixas registradas no início de 1956 – às vésperas do lançamento do álbum, em 13 de março – e cinco que eram, virtualmente, sobras da Sun Records, de 1954 e 1955, gravadas antes do contrato de Elvis com a RCA. O vocal bem trabalhado de “I’ll Never Let You Go (Little Girl)”, uma das heranças da Sun, chega ao limite da autoparódia: naquela época, por ironia, Elvis não tinha uma imagem pública que pudesse ser imitada. Uma curiosidade é que, embora todo relançamento em CD inclua “Heartbreak Hotel” – a música que catapultou o garoto de 21 anos da celebridade local em Memphis à fama mundial em algumas semanas -, essa faixa não consta do disco original.

No entento, o álbum tem magia, e muita; revoluções já aconteceram por menos do que isso. O gospel branco de “I’m Counting On You” e o ressoar nervoso de “I Got A Woman”, de Ray Charles, formam uma sequência forte logo no início; perto do fim, encontra-se a versão definitivamente solitária de “Blue Moon”. Mas a faixa que se destaca é a impressionante “Trying To Get To You”, que coloca Presley um patamar acima de um menino da roça, a caminho de virar uma estrela. É uma gravação inesquecível.

A capa é também inesquecível. A foto, creditada a William V. “Red” Robertson e tirada em 31 de julho de 1955, num show em Tampa, na Flórida, é uma das mais simbólicas do cantor. O The Clash concordou, subvertendo a imagem para a capa de London’s Calling, de 1979.

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