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“Live!” de Fela Ransome-Kuti And The Africa ’70 With Ginger Baker

Fela Kuti voltou para a Nigéria, depois de uma excursão pelos Estados Unidos e Europa, como se tivesse descoberto o tabaco e a batata. Levava na bagagem o funk, ou afrobeat, e letras com um novo nível de politização. O problema era que, apesar do LP London Scene (o primeiro álbum do Africa ’70) e de singles como “Lady” e “Buy Africa”, sua terra natal ainda não estava pronta para seu som.

A ajuda veio de fora: em dezembro de 1971, James Brown fez a primeira turnê pelo Oeste da África. A Nigéria havia sido premiada. Logo depois de Brown ter ido embora, Kuti emplacou seu primeiro grande sucesso, “Jeun K’oku”. A banda mudou o nome para Africa (ou Afrika) ’70, transferiu seu quartel-general para uma casa noturna maior e, depois, foi a Londres gravar no Abbey Road.

Ginger Baker, um velho fã da música africana, se mudou para Lagos em 1971 levando um estúdio de 16 canais. Ele havia trabalhado com Kuti em Londres, co-produzindo algumas das primeiras gravações da banda e, portanto, era o nome óbvio para uma nova parceria. Baker toma o lugar de Tony Allen na bateria na primeira faixa, “Let’s Start”, uma ordem direta e clara para se fazer sexo ali mesmo. Mas é em “Ye Ye De Smell” que o ex-Cream se mostra por inteiro: quando Fela começa seu solo de piano, Allen pega a baqueta e Baker acrescenta fogo e velocidade ao ritmo. Na hora que Kuti vai para o sax, a faixa já pertence aos bateristas. E eles não abrem mão disso.

Pouco depois do lançamento do álbum, o mesmo time de músicos se reuniu para gravar o disco de Baker, Stratavarious, outro LP marcante que fez crescer o interesse pela essência africana do rock. Em apenas seis meses, Kuti tinha se tornado global.

Let’s Start: YouTube Preview Image

Ye Ye De Smell: YouTube Preview Image

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