Arquivos

Categorias

“Tusk” do Fleetwood Mac (1979)

Era inevitável que o Fleetwood Mac caísse das alturas alcançadas com o álbum Rumours, de 1977, primeiro lugar nas paradas durante inacreditáveis 31 semanas. Mas poucas bandas conseguiram “cair” num estilo tão épico quanto o Fleetwood Mac, com o lançamento de Tusk.

Gravado num período de 10 meses, o álbum duplo atingiu novos limites de parafernália de estúdio e custou um milhão de dólares, uma soma sem precedentes até então. No entanto, foi dinheiro bem gasto – sabe-se lá quanto custou alugar o Dodgers Stadium e contratar a banda da University of Southern California para gravar a faixa-título.

O álbum bebe de dois Brians, Eno e Wilson, fazendo uma colagem onírica que usa todos os sinos e apitos então conhecidos pelo homem. Lindsey Buckingham, que havia assumido a liderança da banda a partir de Rumours, se mantém à frente do trabalho para fazer sua própria e brilhante versão de Pet Sounds.

Rumours ferve de tensão, criada, principalmente, pelo fracasso do relacionamento entre Buckingham e Stevie Nicks, mas é o profissionalismo de alto nível que reina em Tusk. A banda está mais velha e mais sábia, dando um ar de distanciamento, e mesmo de aceitação, a faixas dolorosas como “Angel” e “Save Me A Place”. Os agudos arfantes de Nicks estão fantásticos em “Sara”, e Christine McVie surge absolutamente mágica em “Over And Over”, um folk rock com tintas country.

Tusk não se compara a Rumours em termos de vendas, mas ganhou o disco de platina quatro meses depois de seu lançamento. Não era o que se esperava da banda depois do sucesso estrondoso do álbum anterior, mas o que se pode querer de um grupo que manda o público “Go Your Own Way” (“Siga Seu Próprio Caminho”)?

Angel: YouTube Preview Image

Save Me A Place: YouTube Preview Image

Sara: YouTube Preview Image

Over And Over: YouTube Preview Image

“Rumours” do Fleetwood Mac (1977)

A ressureição, tal qual um Lázaro, e a transformação de uma banda de blues de Londres no campeão mundial do Adult Oriented Rock (AOR) de Los Angeles é uma das grandes histórias do rock.

O baterista Mike Fleetwood e o baixista John McVie começaram juntos, em 1967, e, a partir de 1970, passaram a contar com a mulher de McVie, Christine (nascida Perfect), nos teclados. Depois, a banda enfrentou importantes mudanças de formação. Em 1974, eles conheceram o cantor, compositor e guitarrista Lindsey Buckingham e sua namorada, a vocalista e compositora Stevie Nicks. A entrada de sangue novo resultou no álbum homônimo de 1975, que rapidamente galgou as paradas americanas e emplacou três singles nos Top 20 dos Estados Unidos. O disco seguinte, Rumours, foi quase imediatamente para o primeiro lugar das paradas dos EUA, onde reinou supremo durante 31 semanas, ganhou 13 vezes o disco de platina e recebeu o Grammy de 1977 como Álbum do Ano. As harmonias arejadas da Costa Oeste, a musicalidade bem ajustada e as linhas melódicas repetitivas típicas do AOR formaram uma combinação maravilhosa. As faixas “Dreams”, “Don’t Stop”, “Go Your Own Way” e “You Make Loving Fun” entraram para os 10 Mais nas paradas americanas de singles, enquanto “Dreams” chegou ao primeiro lugar e vendeu um milhão de cópias. Durante anos, “The Chain” foi o tema da cobertura de Fórmula 1 da BBC.

Por baixo da superfície aveludada dessas pérolas, porém, há um subtexto mais sombrio. As gravações aconteceram enquanto o casal McVie e Fleetwood viviam processos dolorosos de divórcio. Buckingham e Nicks também estavam se separando (a gélida “Gold Dust Woman” foi regravada por Hole). E o excesso de cocaína elevou mais a tensão. Todo esse trauma coletivo deu origem ao título do disco – John McVie observou, certa vez, que as músicas soavam como boatos ou rumores.

Dreams: YouTube Preview Image

Don’t Stop: YouTube Preview Image

Go Your Own Way: YouTube Preview Image

You Make Loving Fun: YouTube Preview Image

The Chain: YouTube Preview Image

Gold Dust Woman: YouTube Preview Image

Copyright © 2010 - Folha da Manhã - Todos os direitos reservados