Era inevitável que o Fleetwood Mac caísse das alturas alcançadas com o álbum Rumours, de 1977, primeiro lugar nas paradas durante inacreditáveis 31 semanas. Mas poucas bandas conseguiram “cair” num estilo tão épico quanto o Fleetwood Mac, com o lançamento de Tusk.
Gravado num período de 10 meses, o álbum duplo atingiu novos limites de parafernália de estúdio e custou um milhão de dólares, uma soma sem precedentes até então. No entanto, foi dinheiro bem gasto – sabe-se lá quanto custou alugar o Dodgers Stadium e contratar a banda da University of Southern California para gravar a faixa-título.
O álbum bebe de dois Brians, Eno e Wilson, fazendo uma colagem onírica que usa todos os sinos e apitos então conhecidos pelo homem. Lindsey Buckingham, que havia assumido a liderança da banda a partir de Rumours, se mantém à frente do trabalho para fazer sua própria e brilhante versão de Pet Sounds.
Rumours ferve de tensão, criada, principalmente, pelo fracasso do relacionamento entre Buckingham e Stevie Nicks, mas é o profissionalismo de alto nível que reina em Tusk. A banda está mais velha e mais sábia, dando um ar de distanciamento, e mesmo de aceitação, a faixas dolorosas como “Angel” e “Save Me A Place”. Os agudos arfantes de Nicks estão fantásticos em “Sara”, e Christine McVie surge absolutamente mágica em “Over And Over”, um folk rock com tintas country.
Tusk não se compara a Rumours em termos de vendas, mas ganhou o disco de platina quatro meses depois de seu lançamento. Não era o que se esperava da banda depois do sucesso estrondoso do álbum anterior, mas o que se pode querer de um grupo que manda o público “Go Your Own Way” (“Siga Seu Próprio Caminho”)?












