Nova York deu origem a muitas bandas capazes de expressar o lado sombrio de seu ambiente hermeticamente fechado e Fun Lovin’ Criminals é uma delas. Huey “DiFontaine” Morgan (guitarra e voz), Steve (baixo, trompete e teclados) e Fast (bateria) criaram uma mistura alucinante de rock, rap, jazz, hip-hop e R&B justaposta a uma sabedoria urbana que contava histórias acerca de pretensos mafiosos, vendedores de droga e violência marginal, tudo cantado com uma tremenda ironia.
O disco começa com um talentoso violão em “Fun Lovin’ Criminal” (remetendo brevemente a “Voodo Child”, de Jimi Hendrix.), onde os raps de Huey evocam cenas de ruas fumegantes e assaltos. Músicas como “Passive/Agressive” e “The King Of New York” passam rapidamente de comportadas guitarras com wahwah e teclados tranquilos para os power chords do refrão. “Smoke ‘Em” é uma música esfumaçada levada pelo baixo defendendo a maconha, dando um certo clima ao disco. Tocam “We Have All The Time In The World”, de Louis Armstrong, de um modo displicente, enquanto os teclados distorcidos de “Crime And Punishment” parecem realmente ameaçadores. Mas foi “Scooby Snacks” que os fez entrar pela primeira vez na parada de sucessos (chegando ao 22o lugar da parada de sucessos dos Estados Unidos). O cineasta Quentin Tarantino incluiu músicas do grupo em alguns de seus filmes (Pulp Fiction e Cães de Aluguel) e, por conta disso, choveram críticas entusiásticas (tanto nos Estados Unidos como na Inglaterra) e os fãs (assim como certas supermodelos) caíram de joelhos diante dessa sacada genial.








