The Grand Tour é uma das principais razões pelas quais George Jones foi chamado de avô da música country. O álbum contém uma série gloriosa e ininterrupta de joias bem elaboradas. O complicado casamento de Jones com outra lenda do country, Tammy Wynette, acabou em divórcio no ano seguinte, e seus problemas pessoais funcionam como complemento para as músicas de amor e mágoa.
A força e o sentimento burilado contidos no disco se devem, em grande parte, à parceria de Jones com o produtor Billy Sherrill. A faixa de abertura, “The Grand Tour”, é um exemplo maravilhoso do que uma grande canção country pode ter: um naipe de cordas vibrante, guitarras quentes e coloridas e um vocal repleto de dor, apresentado por Jones com incrível sensibilidade (o futuro marido de Wynette, George Richey, é co-autor da música). O disco desfia uma fileira de sucessos extraordinários de honky tonk, liderada por “Pass Me By (If You’re Only Passing Through)”, uma canção de amor de ritmo fácil, acompanhada pelos Jordanaires, que, uma vez ouvida, não sai mais da cabeça. Há “Once You’ve Had The Best”, uma balada que toca o coração sem qualquer esforço – a título de comparação, a versão original dessa música, de Johnny Paycheck, parece apenas um esboço de como deveria ser interpretada (Paycheck e Jones, mais tarde, tocariam juntos em Double Trouble, de 1980). A alto-astral “The Weatherman” (outra parceria com Richey) faz uma pausa no rally de lentos hinos honky tonk.
O álbum é uma coleção de músicas sinceras, soberbamente produzidas e arranjadas, cantadas por um dos melhores vocalistas da música country.





