Se o nu-metal era um dos gêneros musicais mais relevantes durante a virada do século, então Make Yourself será lembrado como o seu auge.
O Incubus valorizava a raiva e o poder da cena rap-rock, desfrutando de um enorme sucesso sem se tornarem uma caricatura de si próprios.
Make Yourself conseguiu unir as preferências musicais do mercado de consumo de massa sem sacrificar o seu estilo. Em seu segundo disco, a banda poderia ter se centrado no crescente público mosher adolescente, mas, em vez disso, contrataram o produtor do R.E.M., Scott Litt, para criar um disco mais adulto e contemplativo sem perder os seus fãs mais jovens. O álbum funde riffs clássicos com a imensa voz de Brandon Boyd, deixando os ouvintes eufóricos. A habilidade natural do cantor para passar, sem qualquer esforço, de tons mais relaxados para gritos de guerra é o que torna “Stellar” especial. “Privilege” e “Clean”, por outro lado, são rocks monstruosos que vibram com energia.
Quando quer, entretanto o Incubus também consegue mudar de tom sem interromper o fluxo do álbum: a banda pode passar para um estilo mais funk com o poder das pickups e linhas suaves de baixo em “Battlestar Scralatchtica”, ou para um tom tranquilo no hino acústico grunge “Drive”, sem nunca se perder.
Enquanto o som de muitos dos seus companheiros hoje soa datado, por terem seguido perto demais as tendências musiocais e as modas de cada momento, Make Yourself continua a ser um álbum merecedor de destaque não só por apresentar composições excelentes, mas também pela musicalidade cuidada e rigorosa que lança constantemente novos ganchos para seus ouvintes.






