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“Honky Tonk Masquerade” de Joe Ely (1978)

Quando o The Clash convidou Joe Ely para participar de seus shows no final dos anos 70, poucos fãs do grupo tinham ideia de porque um cantor country texano havia sido escolhido para tocar junto com a banda de rock mais em voga no mundo. O próprio Ely deve ter feito essa pergunta, quando levava uma chuva de cuspe e cerveja da plateia punk. Mas o The Clash sabia que estava promovendo um sério talento – Honky Tonk Masquerade é um clássico da música ountry. A revista Rolling Stone chegou a afirmar que este era um dos melhores álbuns dos anos 70.

Ironicamente, Ely virou cult e nunca ganhou as multidões, apesar da qualidade de seus discos. Hoje, ele é reconhecido como um dos padrinhos do country alternativo, mas merecia um público bem mais amplo. Criado em Lubbock, no Texas, Ely formou os Flatlanders com os amigos Jimmie Dale Gilmore e Butch Hancock. O grupo adorava Hank Williams e Bob Dylan, e tinha o objetivo de criar uma nova forma de música country, mas Nashville não estava preparada para eles. As canções de amor e decepção, duras e cheias de sentimento, de Honky Tonk Masquerade estão apoiadas por uma banda potente e Ely faz o seu melhor vocal, da melancolia clássica do country da faixa-título e da solidão abjeta de “Tonight I Think I’m Gonna Go Downtown” ao rock balançante de “Fingernails”. Este álbum deveria ter tornado Ely famoso. Em vez disso, ele acabou considerado muito peculiar para as rádios country e muito country para as rádios de rock.

Honky Tonk Masquerade é, ao mesmo tempo, um representante da sabedoria caseira texana e da música americana sem modismos.

Fingernails: YouTube Preview Image

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