Este artista foi uma grande força do blues e do R&B desde fins dos anos 40 até os anos 60, mas ele não se fez ouvir nos anos 70 e 80. Com uma pequena ajuda dos seus amigos, John Lee Hooker preparou um grande retorno em 1989 com The Healer.
O título do álbum refere-se aos poderes curativos do blues e certamente eles reanimaram a carreira decadente de Hooker. O trabalho ganhou um Grammy e despertou um interesse pelo artista e seu trabalho que duraria até a sua morte em 2001. Parte desse mérito deve ser atribuída aos artistas convidados, como Carlos Santana e Bonnie Raitt, mas a alma deste trabalho era de John Lee.
O álbum é construído sobre bases de guitarra realmente inspiradas, começando com os solos de Santana na faixa-título de sabor latino. Em alguns momentos, Santana pode soar completamente sem graça, mas aqui ele é fluido e se adapta bem à voz queixosa de Hooker. Raitt é o companheiro perfeito em “I’m In The Mood”, acrescentando uma slide guitar sensual ao constante ataque rítmico de Hooker nos tempos fortes. O lendário Robert Cray quebra o verniz de forma extremamente convincente com a informal “Baby Lee”. Hooker se reúne com o Canned Heat em “Cuttin’ Out”. Essa foi a formidável dobradinha que já tinha produzido o colossal Hooker ‘N’ Heat de 1970.
O disco termina com um trio de faixas do Mississipi. A faixa final do álbum, a dolorosamente bela “No Substitute”, serve para lembrar que houve apenas um verdadeiro Boogie Man.




