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“Peggy Suicide” de Julian Cope (1991)

Julian Cope, homem renascentista do pós-punk, é o maior artista culta da música inglesa contemporânea. Depois de ter liderado durante cinco anos o grande sucesso da new wave de Liverpool, The teardrop Explodes, começou uma carreira solo em 1984 com o lançamento de dois discos de pop psicodélico: o otimista World Shut Your Mouth e o pastoral Fried, influenciado por Syd Barrett. Nenhum teve grande sucesso comercial. Durante a segunda metade da década, Cope conseguiu alguns sucessos no mercado americano depois de lançar músicas mais propícias para shows ao vivo. Insatisfeito com esse meio-termo, contudo, acabou passando por um espetacular renascimento criativo.

Peggy Suicide é um álbum duplo vagamente temático com ênfase em questões ambientais e de justiça social. O disco continha duas músicas funk que fizeram sucesso na Inglaterra: “beautiful Love”, em que predominam o piano e o trompete, e “East Easy Rider”, acompanhado por um melodioso Hammond. Elas eram, contudo, parte de uma vasta tapeçaria musical que vai do barulhento krautrock (“Hanging Out And Hung Up On The Line”) a baladas (“Pristeen”), passando por colagens sonoras políticas (“Western Front 1992 CE”) até o rock ‘n’ roll (“Drive, She Said”). “Safesurfer” é o ponto alto: uma reflexão em tela grande sobre o sexo sem proteção ao som de guitarras vertiginosas.

Em 1992, a sua obra-prima, Jehovahkill, marcou o fim do contrato com a Island. Cope continua a explorar todo tipo de sons, desde as paisagens ambient calcadas em sintetizadores Moog ao tempestuoso proto-metal, através do seu selo Head Heritage.

Beautiful Love: YouTube Preview Image

East Easy Rider: YouTube Preview Image

Hanging Out And Humg Up On The Line: YouTube Preview Image

Pristeen: YouTube Preview Image

Safesurfer: YouTube Preview Image

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