Hounds Of Love, de 1985, foi o último testemunho da sensibilidade adolescente de Kate Bush. The Sensual World serviu como um sinal de amadurecimento. Aos 30 anos, gravou aquele que é, até à data, o seu álbum mais sólido e maduro. Reconheceu a sua herança irlandesa, inspirou-se nos instrumentos típicos da música celta e – ao menos na faixa-título – na personagem mais sensual de James Joyce: Molly Bloom. Há também uma grande influência folk, em parte devido ao seu irmão Paddy, fão de música étnica. Foi ele, aliás, quem a apresentou às cantoras búlgaras do Trio Bulgarka que colaboram no disco. Michael Nyman fez o arranjo de cordas de “Reaching Out”; Nigel Kennedy participou de “The Fog” e “heads We’re Dancing”; Dave Gilmour toca em “Love And Anger” e “Rocket’s Tail”. Até mesmo o seu pai, creditado como Dr. Bush, participou com sua voz no diálogo de “The Fog”, música em que um pai ensina seus filhos a nadar – o simbolismo é quase óbvio. (O CD contém uma faixa adicional, “Walk Straight Down The Middle”).
Os que gostavam do seu som adolescente e etéreo talvez quisessem que ela permanecesse jovem para sempre e podem não ter gostado deste trabalho, mas Kate segue um novo caminho, entrando numa era em que as influências globais andam de mãos dadas com o conhecimento tecnológico. Há também uma qualidade nítida de sexualidade feminina neste disco, assim como uma tentativa de atingir um público mais amplo: em The Sensual World ela canta como uma artista completa, preparada para o sucesso internacional.























