Uma joia de iluminação musical, The Köln Concert é, ao mesmo tempo, um dos melhores álbuns de jazz e um dos melhores discos de improviso – de qualquer Gênero – já gravados.
Keith Jarrett ficava à vontade tocando tanto Mozart como jazz-funk com Miles Davis, e já era considerado um dos mais versáteis e criativos pianistas de sua geração quando subiu ao palco da Köln Opera House, em 24 de janeiro de 1975. Naquela noite maravilhosa, ele firmou sua reputação como um dos grandes pianistas de todos os tempos.
O concerto, porém, quase foi cancelado. Jarrett sentiu-se mal e o piano que ele havia pedido não chegou a tempo. Como as primeiras e as últimas teclas do piano substituto não atendiam a seu padrão de qualidade, ele construiu o improviso do zero – usando a área central do teclado.
O estilo espontâneo de composição de Keith Jarrett e sua performance emocionante eram, ao contrário da maioria dos pianistas da época, encharcados de lirismo, e possuíam, dentro de sua ótica inovadora, um raro traço otimista. A exuberância dessa apresentação pode ser percebida pelos gemidos, gritos e suspiros de Jarrett ao tocar: ele estava tão excitado com amúsica que ouvia pela primeira vez quanto a plateia. The Köln Concert é um monumento às possibilidades musicais, o som sublime de um talento inigualável tocando uma música que sai de dentro da alma. Com mais de um milhão de cópias vendidas, The Köln Concert permanece como o álbum mais vendido de Jarrett. Para os não-aficionados, esta é uma oportunidade de serem seduzidos por uma forma musical que talvez passasse despercebida.




