Larks’ Tongues In Aspic é um feito artístico maravilhoso e uma virada na música da banda, inferior apenas a The Court Of The Crimson King, a obra-prima do King Crimson. Gravado no inverno de 1973, o álbum traz a banda com uma formação renovada: o virtuose da guitarra e líder Robert Fripp, o ex-baterista do Yes Bill Bruford, o vocalista e baixista John Wetton (que tinha sido do Family), o violinista David Cross e o percussionista Jamie Muir. O título bizarro do disco foi dado pelo excêntrico Muir, que, de forma abrupta e inesperada, sumiu durante anos logo depois de gravar o álbum. Larks’ Tongues In Aspic foi a última aparição desse músico imprevisível com o King Crimson.
A música é uma obra de arte, do tilintar dos pratos da bateria aos diálogos finais do baixo com o violino. As improvisações longas e apaixonadas mostram, de maneira inequívoca, a excepcional habilidade musical da banda. As letras do novo poeta do grupo – Richard Palmer-James (primeiro guitarrista do Supertramp) – eram mais pé-no-chão que as dos discos anteriores do King Crimson. “Exiles”, “Book Of Saturday”, “Easy Money” e “The Talking Drum” são simplesmente sensacionais. O clímax dramático, porém, é dado pelos pesados riffs de guitarra de Robert Fripp, na segunda parte da faixa-título.
Larks’ Tongues In Aspic é inovador tanto em termos de ritmo como de som e suas composições revelaram formas novas e visionárias de pensamento musical. A arte da capa também foi revolucionária. Embora o álbum não tenha sido um sucesso estrondoso (ficou em 61o lugar nas paradas dos Estados Unidos e em 20o na Inglaterra), permanece até hoje como um dos pilares do rock progressivo.
Lark’s Tongues In Aspic, Part One: 









