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“Larks’ Tongues In Aspic” do King Crimson

Larks’ Tongues In Aspic é um feito artístico maravilhoso e uma virada na música da banda, inferior apenas a The Court Of The Crimson King, a obra-prima do King Crimson. Gravado no inverno de 1973, o álbum traz a banda com uma formação renovada: o virtuose da guitarra e líder Robert Fripp, o ex-baterista do Yes Bill Bruford, o vocalista e baixista John Wetton (que tinha sido do Family), o violinista David Cross e o percussionista Jamie Muir. O título bizarro do disco foi dado pelo excêntrico Muir, que, de forma abrupta e inesperada, sumiu durante anos logo depois de gravar o álbum. Larks’ Tongues In Aspic foi a última aparição desse músico imprevisível com o King Crimson.

A música é uma obra de arte, do tilintar dos pratos da bateria aos diálogos finais do baixo com o violino. As improvisações longas e apaixonadas mostram, de maneira inequívoca, a excepcional habilidade musical da banda. As letras do novo poeta do grupo – Richard Palmer-James (primeiro guitarrista do Supertramp) – eram mais pé-no-chão que as dos discos anteriores do King Crimson. “Exiles”, “Book Of Saturday”, “Easy Money” e “The Talking Drum” são simplesmente sensacionais. O clímax dramático, porém, é dado pelos pesados riffs de guitarra de Robert Fripp, na segunda parte da faixa-título.

Larks’ Tongues In Aspic é inovador tanto em termos de ritmo como de som e suas composições revelaram formas novas e visionárias de pensamento musical. A arte da capa também foi revolucionária. Embora o álbum não tenha sido um sucesso estrondoso (ficou em 61o lugar nas paradas dos Estados Unidos e em 20o na Inglaterra), permanece até hoje como um dos pilares do rock progressivo.

Lark’s Tongues In Aspic, Part One: YouTube Preview Image

Book Of Saturday: YouTube Preview Image

Exiles: YouTube Preview Image

Easy Money: YouTube Preview Image

“In The Court Of The Crimson King” do King Crimson

Um veículo para Robert Fripp, um ídolo alternativo da guitarra, o King Crimson é um dos mais importantes grupos de rock progressivo, tendo sobrevivido a incontáveis mudanças de formação desde sua criação, há quatro décadas. Os outros integrantes originais eram o cantor e baixista Greg Lake, o baterista Michael Giles, o letrista Peter Sinfeld e Ian McDonald nos teclados, vibrafone e sopro. Esse time gravou apenas um LP, que continua sendo seu trabalho mais conhecido.

Da assustadora ilustração da capa – mais interessante de ser vista no folder do vinil – às letras portentosas, In The Court Of The Crimson King é um disco fundamental. A faixa “21st Century Schizoid Man” dá o tom. Trata-se, provavelmente, do primeiro hino alternativo, com um enorme riff principal, um sax potente e visões apocalípticas.

Há ainda mais choro e lamentação em “Epitaph”, uma bela balada sobre o destino, na qual a voz melancólica de Lake é ancorada por uma rica coleção de texturas. “Moonchild” é uma fantasmagórica canção bucólica de amor, elevada ao nível do épico por um improviso jazzístico de interlúdio; já a faixa-título mistura arabescos folk, uma bateria bombástica e flauta barroca para invocar um cenário medieval.

In The Court Of The Crimson King chegou ao quinto lugar na parada britânica e ao 28o nos Estados Unidos. Outros marcos da carreira do grupo incluem o álbum seguinte, o vibrante In The Wake Of Poseidon, o eletrizante e insano Lark’s Tongues In Aspic, de 1973, e Discipline, de 1981, influenciado pelo Talking Heads. A banda é reverenciada pelas estrelas neoprogressivas contemporâneas Tool e The Mars Volta. O sempre versátil Fripp participou de vários discos míticos de David Bowie e Brian Eno.

21st Century Schizoid Man: YouTube Preview Image

Epitaph: YouTube Preview Image

Moonchild: YouTube Preview Image

The Court Of The Crimson King: YouTube Preview Image

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